MAZE RUNNER – CORRER OU MORRER (Crítica)

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Por Emílio Faustino

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Baseado no best-seller de James Dashner, esta chegando aos cinemas o filme “Maze Runner”, o primeiro de uma série de filmes que tem tudo para se estabelecer como uma das melhores franquias teens da atualidade.

Na história, o jovem Thomas (Dylan O’Brien) acorda sem memória preso em um enorme labirinto com um grupo de outros garotos. Apenas os fragmentos de seus sonhos revelam uma misteriosa organização conhecida como C.R.U.E.L.

A forma como isso é apresentado não poderia ser melhor. Diferentemente  da maioria das franquias (Senhor dos Anéis/Jogos Vorazes /Harry Potter) que reservam a primeira parte do filme para narrar o contexto em que o protagonista esta/será inserido, neste filme somos jogados na história da mesma forma que o personagem, ou seja, abruptamente.

Desta forma, o filme consegue proporcionar com grande êxito ao telespectador algumas das sensações do personagem, tais como a desorientação e a perplexidade diante de um cenário tão intrigante. Algo que realmente merece ser digno de nota, pois aquela narrativa didática e cansativa que estamos acostumados a ver por aí já estava com a fórmula um tanto quanto gasta.

E nada melhor que o desconhecido, para potencializar o suspense de uma história, afinal, quando não sabemos o que nos espera, acabamos por esperar de tudo. E neste ponto, as cenas do labirinto se revelam uma verdadeiro playgraund para os amantes de um bom suspense.

Quem contribui bastante para intensificar o clima de suspense, é a trilha sonora e a mixagem de som, estes dois itens somados a uma excelente direção contribuíram para que o suspense do filme funcione do inicio ao fim. E se me permitem dizer, até depois do fim.

É um filme que pode ter várias leituras, desde a mais superficial, como apenas um filme de que mistura ficção, ação e suspense e serve como entretenimento, até mesmo leituras mais profundas, afinal, o labirinto não deixa de ser uma grande metáfora da vida e da sociedade.

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Inclusive, existe um livro anterior a Maze Runner de caráter de auto-ajuda chamado “Quem mexeu no meu queijo?” cuja a história se passava num labirinto com 4 ratos e cada um representa uma forma diferente em que reagimos as adversidades da vida.

Em Maze Runner não é diferente, é certo que ainda que em níveis diferentes todos temos medo do desconhecido, mas em alguns casos a curiosidade é maior que o medo, enquanto em  outros o comodismo é maior que a vontade de mudar. Isso tudo é explorado na trama com a divisão dos grupos que se estabelece entre os que querem sair do labirinto e arriscarem suas vidas e os que já aceitarem viver naquela situação que muitos nem ousariam chamar de vida.

Se o filme é fiel ao livro? Quanto a isso eu não poderei avaliar, pois não cheguei a ler o livro. Mas uma coisa é certa, ao termina de ver o filme dá  uma vontade enorme de ler os demais livros para saber o que acontece na história depois do subir dos créditos do cinema.

Se eu senti falta de alguma coisa no filme? Sim, de sangue, é incrível ver como eles conseguiram fazer tantas cenas de morte sem exibir uma única gota de sangue. A gente sabe que eles fazem isso para não elevar a faixa etária do filme, mas algumas cenas simplesmente não convencem.

Isso porquê o tamanho das criaturas que eles enfrentam no labirinto em detrimento ao tamanho deles é algo um tanto quanto desproporcional e não ver sangue em meio a tudo aquilo deixaram as cenas no mínimo inverosímeis.

Pontos altos do filme: efeitos especiais, fotografia (destaque para as cenas do entardecer no labirinto explorando a contra luz e mostrando apenas a silhueta do grupo), direção de arte, trilha sonora e mixagem de som. Ou seja, do ponto de vista técnico o filme é impecável.

A atuação não chega a ser ruim, mas também não é nada digna de nota. A única coisa digna de nota é a incrível semelhança física do protagonista com o ator que fez Percy Jackson e da única menina do grupo que é a cara da Bela do Crepúsculo. Mas podem ficar tranquilos, pois as semelhanças se limitam ao caráter físico.

Se eles conseguem sair do labirinto? Kkkkkkkkk aí vocês terão que ver o filme ou ler o livro pra descobrir! O Filme “Maze Runner” estreia amanhã em todo o Brasil e é o tipo de filme pipocão que deve agradar principalmente o público teen. Mas se você for levar seu filho ao cinema e não tiver mais nada pra fazer, pode entrar na sessão também pois provavelmente irá gostar.

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SINOPSE

Em um mundo pós-apocalíptico, o jovem Thomas (Dylan O’Brien) é abandonado em uma comunidade isolada formada por garotos após toda sua memória ter sido apagada. Logo ele se vê preso em um labirinto, onde será preciso unir forças com outros jovens para que consiga escapar.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Wes Ball” espaco=”br”]Wes Ball[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: T.S. Nowlin baseado na obra de James Dashner
Título Original: The Maze Runner
Gênero: Ação, Ficção científica, Aventura
Duração: 1h 54min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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2 Comentários

  1. Felippe

    Ansioso! Gosto muito de Ação, aventura, drama ainda mais quando são expostos de forma inusitada.

  2. Valet

    Apesar da primeira cena ser legal, achei o roteiro bastante expositivo, não consegue segurar o suspense, bastante previsível. O protagonista, além de dispensar qualquer figura de mentor, não cativa, talvez porque as forças antagonistas não parecem muito bem balanceadas, Thomas é quase um semideus (como Percy). Não é um filme ruim, é divertido, os personagens Gally e Chuck elevam o nível da discussão e dão um banho no protagonista (em elaboração e em atuação) fazendo o filme valer a pena. Queria ter visto mais Newt, mais Alby, e menos Teresa. Também fiquei com vontade de ler os livros, com aquela esperança de que sejam melhores que o filme. 🙂