MENINA DE OURO (Crítica)

MENINA DE OURO

FICHA TÉCNICA

Título Original: Million Dollar Baby
Ano do lançamento: 2.004
Produção: EUA
Gênero: Drama
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Clint Eastwood, Morgan Freeman, Hillary Swank , Jay Baruchel, Mike Colter.

Roteiro: Baseado no romance “ Rope Burns ”, de F. X. Toole.

Por Loverci Ferreira

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O grande Clint Eastwood assina a direção desse filme, além de interpretar Frankie Dunn, um treinador de boxe que passou quase toda a sua vida nos ringues e possuí uma academia de treinos, tendo como pano de fundo, para os personagens principais as competições de boxe.

Esse ator sabe como ninguém interpretar homens aparentemente “secos”, o que é uma pura ilusão nessa história, porque conforme o enredo vai se desenrolando, ele nos mostra toda a fragilidade e emoção de seu personagem.

Como contra partido, temos seu leal amigo Eddie Dupris (Morgan Freeman), totalmente o oposto dele, um boxeador derrotado que enxerga apenas com um olho e serve como “faxineiro” dessa academia, além de narrar parte da história que vai se desenvolvendo.

Eis que surge na vida desses dois homens, a obstinada boxeadora amadora Maggie Fitzgerald (Hillary Swank), que deseja muito ser treinada por Frankie sabendo que ele é o melhor, ele por sua vez nega a ajuda por não trabalhar em sua academia com mulheres.

Mas ela é perseverante e forte, insiste até que ele aceite treiná-la como forma de poder tirá-la de seu pé, mas com um propósito, depois que ela estiver pronta eles vão atrás de um empresário para inscrevê-la nas competições.

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Os sonhos de Maggie são grandiosos, contrastando com sua realidade pobre de garçonete em uma lanchonete e sua difícil relação com a família, isso é um ponto comum entre os três personagens, são todos emocionalmente instáveis, derrotados em seus sonhos grandiosos, mas ainda tentando lutar na vida por algo melhor, ou mesmo sonhando com o passado de glórias.

Não há nada de novo no filme em termos de produção, o que segura mesmo à trama são as atuações encima de um roteiro muito bem elaborado, nem mesmo a direção de Clint Eastwood me surpreendeu em momento algum, mas isso não chega a incomodar, pois prova que não é necessário todos os efeitos que alguns filmes usam, para se contar uma boa história.

A interpretação de Swank é uma das melhores que já vi, ela consegue unir fragilidade e força numa personagem apenas, o que acrescenta muito a emoção dos outros dois principais na trama, e as lutas nos ringues são fortes e violentas, o que dá mais veracidade ao enredo.

O filme me lembrou um pouco o drama interpretado por Will Smith, “Em busca da felicidade”, porque também tem como fundo, pessoas em busca de um sonho, mas eu não aconselho o leitor se estiver meio deprimido a assistir, pode não fazer bem dependendo de como você vai interpretar, porque chega a propor uma discussão bem mais ampla e profunda sobre a vida dos seres humanos, seus anseios, realidade e fuga.

Não pense que o filme é um “chororo” só do começo ao fim, há algumas cenas cômicas, como as primeiras lutas de Maggie que dão uma pausa ao tom de drama da história, mas as melhores a meu ver são as duas que aparecem a família da boxeadora, e uma de Eddie, que defende um aspirante a boxeador, com alguma espécie de distúrbio mental, que valem a pena ser vistas.

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou: Melhor Filme, Melhor Diretor – Clint Eastwood, Melhor Atriz – Hilary Swank e Melhor Ator Coadjuvante – Morgan Freeman

Indicações: Melhor Ator – Clint Eastwood, Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Diretor – Clint Eastwood e Melhor Atriz – Drama – Hilary Swank

Indicações: Melhor Filme – Drama, Melhor Ator Coadjuvante – Morgan Freeman e Melhor Trilha Sonora Original

TRAILER

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