MENINO MALUQUINHO 2 – A AVENTURA (Crítica)

MENINO MALUQUINHO 2

3emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: Menino Maluquinho 2 : A aventura
Ano do lançamento: 1998
Produção: Brasil
Gênero: Fantasia, Aventura, Comédia
Direção: Fernando Meirelles, Fabrizia Pinto
Roteiro: Daniela Thomas, Fabrizia Pinto, Ziraldo

Sinopse: Maluquinho (Samuel Costa) vai passar as férias de julho com o vovô Tonico (Stênio Garcia) e com seus amigos tentará ajudar o avô a conseguir verba para as comemorações do centenário da cidade, já que o prefeito Costa (Nélson Dantas) quer demonstrar força e poder e se recusa em liberar o dinheiro. Paralelamente as crianças fazem amizade com uma entidade, o Tatá-mirim (Antônio Pedro), que se assemelha a uma labareda. Porém, surge outra entidade para levá-lo para o centro da terra, antes que ele fique muito fraco e se apague para sempre.

Por Kadu Silva

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Fernando Meirelles é formado em arquitetura, mas sua verdadeira paixão sempre foi o cinema por isso se juntou a alguns amigos e fundou a produtora Olhar Eletrônico, lá além de alguns videoclipes realizou uma série de curtas experimentais, mas acabou chamando atenção quando começou a dirigir alguns capítulos do premiado programa infantil Rá-Tim-Bum. E justamente o mundo infantil que marcou a estreia do diretor em longas-metragens. Fernando Meirelles divide a direção desse conto de Ziraldo com Fabrizia Pinto e mostra que é de fato um grande apaixonado por cinema, fazendo desse longa infantil uma homenagem a grandes filmes famosos voltados para crianças entre eles E.T. e Goonies.

Na trama que seria a sequencia de Menino Maluquinho de 1994, o maluquinho (Samuel Costa) vai passar as férias de julho na casa do vovô Tonico (Stênio Garcia) junto de seus amigos. Lá eles vão tentar ajudar o avô a conseguir verba para as comemorações do centenário da cidade já que o prefeito Costa (Nélson Dantas) não quer liberar o dinheiro para a festa. Paralelamente a isso as crianças conhecem o Tatá-mirim (Antônio Pedro), que por se assemelhar a uma labareda vai fazer a turminha a viver grandes aventuras.

O roteiro escrito por Ziraldo, Daniela Thomas e Fabrizia Pinto não buscaram uma continuação no primeiro filme (o que gerou críticas negativas ao longa-metragem) o filme é somente mais uma história que tem como personagem principal o Menino Maluquinho. E diferente do primeiro, aqui o roteiro é mais elaborado e requintado, sem esquecer que o público alvo são as crianças.

Como já citei o roteiro flerta com histórias infantis de sucesso no cinema, só que utilizando do folclore brasileiro como forma de se tornar autentico. O clima de aventura e situações lúdicas é muito grande. Os diálogos também ajudam bastante para manter esse climão divertido.

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O que chama atenção na direção é o cuidado pelos enquadramento, para sempre dar a sensação que o que vemos é uma visão completamente infantil dos fatos. Há também um visível uso de soluções criativas em algumas cenas, como por exemplo quando os garotos estão dentro da gruta e caem numa espécie de escorregador – Fernando Meirelles declarou que teve que filmar de vários ângulos a decida dos garotos para dar a sensação de algo mais longo.

E por falar nisso a edição é um ponto muito interessante do filme, o ótimo ritmo encontrado para montar a história é responsável por manter o interesse do público na trama. Sem contar também a trilha sonora perfeita repleta de grandes nomes assinando as canções que embalam as peripécias dessa turminha maluquinha.

E por falar na turminha aqui vejo um dos problemas do filme, com exceção de Samuel Costa que é o carisma em pessoa os outros meninos estão bem abaixo em termos interpretativos, atrapalhando o clima de peraltice que era necessário em várias passagens Samuel Brandão que faz o Junim ainda consegue chamar atenção pelo seu carisma também, mas é pouco já que as crianças estão no foco principal da trama.

Samuel Costa que infelizmente nunca mais vi no cinema é a grande representação do personagem do Ziraldo, e mesmo não tenha uma interpretação tão marcante como no primeiro longa-metragem é capaz de tirar o sorriso do público pelo seu jeitinho único de fazer o Menino Maluquinho.

Fernando Meirelles, já mostra aqui que gosta de ousar na direção e mesmo dividindo o comando, algumas de suas características fica evidente, nesse filme que marca o inicio de uma trajetória de grandes e marcantes sucessos na ainda curta mais premiada carreira desse grande diretor.

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TRAILER

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