MISTÉRIOS DA CARNE (Crítica)

Misterios da Carne

2emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: Mysterious Skin
Ano do lançamento: 2004
Produção: EUA
Gênero: Drama
Direção: Gregg Araki
Roteiro: Gregg Araki e Scott Heim

Sinopse: Aos 8 anos Brian Lackey (Brady Corbet) acordou do lado de fora de sua casa com o nariz sangrando, sem ter idéia de como tinha chegado lá. Depois do incidente ele nunca mais foi o mesmo: tem medo do escuro, urina na cama e é assombrado por pesadelos. Agora, aos 18 anos, ele acredita ter sido abduzido por alienígenas. Neil McComick (Joseph Gordon-Levitt), também de 18 anos, é um adorável forasteiro, o rapaz que todos admiram a distância. Quando seus caminhos se cruzam, eles descobrem que as memórias mais importantes de suas vidas não são o que parecem.

Por Jason

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Aos 8 anos Brian (Brady Corbet) acordou com o nariz sangrando, sem ter ideia de como tinha chegado lá. Depois do incidente ele nunca mais foi o mesmo: tem medo do escuro, urina na cama e é assombrado por pesadelos em que os ETS fazem experiencia com seu corpo. É um jovem inseguro e distante, vivendo isolado em seu próprio mundo, sem conexão com o pai que é completamente relapso. Agora, aos 18 anos, ele acredita ter sido abduzido por alienígenas.

Já Neil (Joseph Gordon-Levitt), também de 18 anos, é um perdido na vida. Teve uma infância perturbada: a mãe é promiscua, e ele presenciava sessões de sexo com seus parceiros quando era pequeno. Ainda jovem, o treinador do time de basebol em que atuava o abusou sexualmente. Neil vive se prostituindo com todos os homens da cidade.

Brian parte para encontrar uma jovem que passou por situação semelhante a dele com a finalidade de resolver o seu problema. É um nerd que não conhece o mundo. Neil é um desiludido com a vida, que só vê na sua vida o sexo como resolução para tudo, levando uma vida completamente oca. Sua cabeça ainda está presa a sua infância perdida e a relação com o treinador pedófilo – ele guarda as fitas de quando se relacionava com o homem e ainda o acha atraente, mesmo o tempo sendo cruel com o homem.

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Ambos não possuem figuras paternas em suas vidas – o pai do primeiro, como citado, é distante, o do segundo não existe e tudo que ele teve de referência sexual foram os parceiros da mãe. Quando seus caminhos se cruzam, eles descobrem sobre o passado: ambos foram abusados pelo treinador, mas cada um reagiu de uma forma ao acontecimento e parte da culpa disso ter acontecido com Brian se deve a um ato de Neil. Dito isso, o filme poderia explodir em um drama pesado, consistente e interessante. A pedofilia é um tema complexo e difícil de se tratar na vida real, imagine então nos cinemas, onde há um limite entre o corajoso e o apelativo. O filme passeia pelos dois lados, mas falta a ele um peso dramático.

Embora comece prometendo ser um tapa na cara, e a atuação excelente das crianças valha mais a pena do que dos adultos, ele falha na composição dos personagens depois de adultos e na profundidade das duas personalidades, valorizando apenas as cenas de sexo, tais como a de estupro e espancamento de Neil. A trama de abdução de Brian como motivo para encobrir o que realmente aconteceu é tão artificial quanto um capítulo de uma novela barata e a revelação é antecipada muito antes do final, o que perde totalmente o impacto – embora não pareça sequer intenção do diretor criar nenhum impacto com relação a isso.

Apesar da crueza do começo – e do paralelo entre a chuva de cereais que cai sobre Neil e a tempestade que se desaba sobre Brian, reparem -, a direção, sem nenhuma nota autoral, se sabota por este roteiro superficial. Elisabeth Shue é completamente desperdiçada como a mãe de Neil e sua personalidade é parcamente construída, assim como todos os coadjuvantes e isso inclui o pai ausente de Brian e sua mãe. É uma pena que um tema que poderia render um filme tão bom tenha caído em uma cilada tão tosca quanto essa.

Superestimado por muita gente, o filme tem qualidades que podem ser apreciadas pelo espectador.

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TRAILER

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4 Comentários

  1. Cris

    Achei o filme excelente, principalmente por mostrar que o abuso nunca passa incólume na vida de alguém e marca de forma indelével sua sexualidade futura.

  2. Leo Leite

    Achei a crítica bem rasa!

  3. lui

    achei a critica otima

  4. lui

    foi bem o que achei do filme mesmo