NA PIOR DAS HIPÓTESES (Crítica) | Mostra SP

NA PIOR DAS HIPOTESES

4emeio

Por Kadu Silva

Metalinguístico e divertido

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Imagine a seguinte situação: Um filme foi concebido para ter uma história X, mas em função de diversos problemas ao longa de sua pré produção, ele acaba indo para outra direção, se transformando em algo inusitado.

O filme “Na pior das Hipóteses” foi pensando para ser um longa road movie sobre uma família que sai da Alemanha e vai para a Polônia, a fim de assistir a Eurocop, uma típica comedia da temporada de verão. Quase tudo pronto, atores contratados, técnicos, locação, enfim. Dois meses antes de começar as gravações o produtor, informa que estava deixando a produção, porque não se senti a vontade de fazer um comedia. Ou seja grande parte dos recursos financeiros do filme acabaram com a desistência.

Foi então que o diretor Franz Müller reuniu a equipe e avisou que possivelmente teria que desistir do filme. Eva Löbau a protagonista do filme sugeriu que a equipe fosse para Polônia, para fazer o filme por lá. Foi então que Müller teve a ideia usar toda esta tragédia a seu favor. Em duas semanas escreveu o roteiro e faz piada da dificuldade de fazer um filme, ainda mais quando no meio do processo os envolvidos deixam para trás o compromisso que assumiu.

O longa “Na pior das Hipóteses” apresenta uma metalinguística narrativa de um fato real que a própria produção passou. (Metalinguística cinematográfica é quando se faz ou fala de um filme dentro do filme).

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A produção contou somente com dois atores profissionais os protagonistas e o restante foram realmente pessoais improvisadas ou atores de teatro local. A produção do filme também era formada por profissionais improvisados. A maioria amigos do diretor, que toparam o desafio de ver o que daria esta “brincadeira”.

Então vemos um filme, onde um grupo de profissionais de cinema estão reunidos para gravar uma comedia na Polônia, só que ao longo da pré-produção um e outro deixa a equipe. O diretor, então, precisa encontrar alguém que tope finalizar o projeto. Mas nem ele sabe ao certo qual vai ser a base central do longa, já que tudo vem mudando a cada nova reunião da equipe. Diante desta bagunça, vemos todos os profissionais ironizando o próprio processo cinematográfico e nisso é lembrado semelhanças que grandes diretores passaram para desenvolver seus longas. É uma divertida aventura, onde o espectador tem a chance de ver o detrás da câmera, mesmo que tudo seja meio exagerado.

Assisti a sessão com o diretor, que disse que o processo foi uma grande festa, já que todos estavam a vontade, improvisando, e isso é facilmente notável durante a projeção.

“Na pior das Hipóteses” é a grande chance de quem não tem vivencia com o mundo cinematográfico e assim conseguir verificar como é difícil a arte de desenvolver uma projeto da sétima arte.

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SINOPSE

Uma equipe cinematográfica, liderada pelo diretor Georg (Samuel Finzi), tenta fazer um filme em um parque polônes sobre o campeonato europeu de futebol. Mas com a falta de recursos, um a um, os integrantes do grupo vão deixando o projeto. Mas o teimoso diretor insiste em continuar o trabalho, ignorando as adversidades. Se isso já não fosse complicado o suficiente, Georg descobre que sua figurinista e ex-namorada Olga (Eva Löbau) está grávida de seu filho.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Franz Müller
Título Original: Worst Case Scenario
Gênero: Comedia
Duração: 1h 22min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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