NO MUNDO DA LUA (Crítica)

Kadu Silva

Embarque na fantasia e boa diversão!

Os filmes da Pixar logo que apareceram no cenário cinematográfico acrescentaram aos filmes infantis uma complexidade intelectual em seus roteiros pouco explorada pelo gênero até então, e ainda assim se tornaram fenômeno de crítica e de público. Devido a isso, o mercado correu atrás do prejuízo e tentou se adequar a essa nova formula de contar histórias para os pequeninos, mas há quem resista a esse formato e permanece no universo mais fantasioso que foi sucesso antigamente. O espanhol No Mundo da Lua do diretor Enrique Gato (As Aventuras de Tadeo), atualiza o mundo fantástico com a linguagem atual, mas apresenta um roteiro bem irreal como os contos de fadas famosos da Disney (por exemplo).

A história maniqueísta apresenta o jovem Mike de 12 anos, que sonha em tentar unir sua família novamente, depois que seu avô um ex-astronauta nunca mais quis se aproximar dele e de seus pais ao não conseguir embarcar para a lua anos atrás. Devido aos planos maléficos do milionário Richard Carson de ir até a lua para explorar minérios, iludindo a população que nunca de fato se pisou na lua, o governo dos Estados Unidos convoca os ex-astronautas e os atuais para se prepararem para chegar na lua antes de Richard e provar para a população, que o país de fato já explorou a lua. É então que Mike tem uma ideia de unir seu pai e seu avô novamente nessa missão espacial, mas nem tudo ocorre como previsto e Mike e seu avô acabam indo para a lua e lá tem que tentar combater o vilão Richard e voltar para a Terra vivos.

O roteiro de Jordi Gasull (Lope) e Patxi Amezcua (Sétimo) cria uma história fantástica, onde existe o manjado embate do bem contra o mal e paralelo a isso o conflito familiar do avô que se priva de ter contato com seus parentes (filho, netos e nora).

O diretor espanhol Enrique Gato bebe nas animações famosas norte-americanas, tanto é que a história se passa nos Estados Unidos e todos os personagens também são de lá, o universo, tudo é ianque, e tudo isso, para cria uma atmosfera de encantamento e sonho muito musical e repleta de cores e personagens super carismáticos, onde o principal compromisso é se divertir embarcando nessa história tão delicada e ao mesmo tempo tão radical e vibrante.

A riqueza da composição dos cenários impressiona, além disso, algumas escolhas narrativa também aparecem no filme, surpreendendo, ainda mais pelo fato da família ser o ponto para trazer ao espectador a empatia com os personagens, eu diria que essa é uma das escolhas mais corajosa em todo o filme. Para ficar mais claro, observe o desenvolvimento do avô ao longo de todo o filme.

Apesar de ser uma trilha sonora obvia (até certo ponto), ela consegue ser a mola que impulsiona a narrativa em diversos momentos, as escolhas certeiras nas canções só ajudam no total envolvimento (encantamento) a trama.

No Mundo da Lua, mesmo com um roteiro completamente inverossímil, consegue através de seus ótimos personagens e numa trama doce chegar ao seu objetivo que é divertir e emocionar crianças e adultos.

NO MUNDO DA LUA

SINOPSE

Richard Carson, um milionário ganancioso, quer colonizar a Lua. Ele pretende apagar todos os vestígios os feitos dos astronautas da Apollo XI para poder explorar o hélio-3, a energia limpa do futuro, em benefício próprio. Mas Mike Goldwing, um corajoso surfista de 12 anos, quer impedir esse plano maléfico, viajando até a Lua, com seus amigos, para pegar a bandeira que está lá há anos.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Enrique Gato” espaco=”br”]Enrique Gato[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Jordi Gasull e Patxi Amezcua
Título Original: Atrapa la bandera
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Duração: 1h 35min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: Livre
Lançamento: 21 de abril de 2016 (Brasil)

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