O BEBÊ DE BRIDGET JONES (Crítica)

Kadu Silva

Fechando com chave de ouro

Muitos fãs imaginaram que devido à demora o terceiro e derradeiro capitulo da franquia Bridget Jones não sairia do papel, a espera demorou 12 anos, mas finalmente a maioria dos envolvidos aceitou finalizar essa história e essa semana chega nos cinemas O Bebê de Bridget Jones, que entre outras coisas traz de volta Sharon Maguire a cineasta responsável pelo primeiro e o até então grande sucesso da franquia. Já nos primeiros minutos do filme é possível notar que ela não teve medo de resgatar o que deu certo no primeiro, repetindo a fórmula, mas conseguindo dar uma certa originalidade para a trama. Talvez a grande ausência seja de Hugh Grant (Um Grande Garoto) que não aceitou participar do filme, mas ainda assim seu personagem é citado em diversos momentos.

A trama mostra nossa querida Bridget Jones (Renée Zellweger) novamente sozinha em pleno aniversário ao som de “All By Myself” e tudo mais, mas sua amiga Jude (Shirley Henderson) a leva para uma raive, onde Bridget conhece Jack (Patrick Dempsey) e acaba tendo uma noite de amor com ele. Dias depois reencontra Mark (Colin Firth) e também acaba indo para cama com ele, após algumas semanas descobre que está gravida, mas não sabe ao certo quem é o pai de seu filho e agora o que ela vai fazer para sair dessa encrenca? É essa resposta que vai permear toda a trama do filme.

O roteiro foi assinado por Dan Mazer, Emma Thompson e Helen Fielding e usa a mesma estrutura do primeiro filme onde a protagonista está dividida entre dois homens e tem suas idas e vindas até finalmente encontrar o melhor caminho para sua vida amorosa, a diferença é que nesse filme ela não é mais uma mulher frustrada, é uma profissional importante, tem vários amigos e de certa forma soube superar a falta de um grande amor.

Ainda sobre o roteiro vale destacar como foi bem solucionada a ausência de Hugh Grant. O humor está perfeito, o destaque fica para a médica vivida por Emma Thompson, e sua presença no desenvolvimento do roteiro explica isso.

Apesar dos acertos, principalmente no timing do humor, o filme pode não soar tão atual assim, já que ainda mostra uma mulher que parece que só pode ser feliz se tiver um homem ao seu lado e o que vemos na sociedade atual é uma mudança significativa nesse sentido, portanto para aproveitar melhor o filme o ideal é não querer pensar muito sobre ele e sim curtir suas quase duas horas de duração que felizmente passam sem ser notadas.

Assim como nos filmes anteriores a trilha sonora é um caso à parte, são diversas canções que entram muitas vezes para elevar o clima proposto, seja no humor ou romance.

Por fim a volta da diretora Sharon Maguire se mostra o grande acerto do filme, já que ela soube transmitir através da narrativa as dores e as alegrias de uma mulher, sem perder o humor e a doçura caraterística da alma feminina. O grande destaque é a quebra dos momentos dramáticos ou das repetições dos filmes anteriores em situações inesperadas e consequentemente muito divertidas.

O Bebê de Bridget Jones é um entretenimento perfeito para rir e encontrar velhos e queridos personagens que foram sucesso anos atrás, talvez um pouco datado na retratação da mulher, portanto o importante é se deixar levar pela história e se divertir.

O BEBE DE BRIDGET JONES

SINOPSE

Cercada de amigos e pronta para ser feliz para sempre, Bridget Jones segue confiante já que sua vida está dando sinais de melhora: agora ela é produtora do noticiário em que trabalhava e se orgulha por ter uma boa relação com seu ex-namorado, o advogado Mark Darcy (Colin Firth). Quando tudo parece estar às mil maravilhas, ela descobre que, aos 40 anos de idade, está esperando seu primeiro filho. A pergunta que não quer calar é: quem será o pai do bebê?

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Sharon Maguire” espaco=”br”]Sharon Maguire[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Dan Mazer, Emma Thompson e Helen Fielding
Título Original: Bridget Jones’s Baby
Gênero: Comédia romântica
Duração: 2h 3min
Classificação etária: 12 Anos
Lançamento: 29 de setembro de 2016 (Brasil)

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