O CONTO DA PRINCESA KAGUYA (Crítica)

O CONTO DA PRINCESA KAGUYA

Por Pedro Vieira5estrelas

STUDIO GHIBLI PRODUZ UM DE SEUS FILMES MAIS TRISTES E BELOS

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Pouco antes de anunciar sua paralisação, o Studio Ghibli lançou o longa “O Conto da Princesa Kaguya” (Kaguya-Hime no Monogatari), aquele que pode ser considerado o penúltimo filme do estúdio, que chegou a lançar ainda “Omoide no Marnie” em Julho do ano passado no Japão. A direção de “Kaguya” ficou por conta de Isao Takahata, o mesmo diretor do melancólico e corajoso “O Túmulo dos Vagalumes” – e essas duas características de “O Túmulo dos Vagalumes” também são encontradas em “Kaguya”, ainda que com mais leveza.

O roteiro da animação toma como base um conto folclórico japonês chamado “O Conto do Cortador de Bambu”, narrando a trajetória de uma menina que é encontrada dentro de um bambu brilhante por um cortador de bambu. O cortador de bambu, junto de sua esposa, cria a garota como sua filha e, a partir de uma quantidade significativa de ouro que lhe é dado pelos bambus, ele a transforma em uma verdadeira princesa – ainda que a vida dentro de um palácio não agrade a jovem Kaguya.

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O traço da animação se assemelha as antigas gravuras japonesas do início do século XVII e que influenciaram o impressionismo na Europa. As cores vibram e enchem os olhos do espectador. Assistir ao filme é assistir a uma pintura dançante e fluída na tela. As músicas e canções e acompanham as imagens são um charme a parte. Elas se manifestam de forma linda junto aos desenhos. Também há ousadia em se utilizar momentos mais silenciosos, trazendo consigo todas as dores passadas pela protagonista.

Metáforas sobre o crescimento e o amadurecimento pipocam durante o longa. O filme também não tem medo de parecer surreal em vista de acontecimentos mágicos quase inexplicados. Isso se encaixa mais que perfeitamente em uma produção que lida com um conto folclórico e com o cinema oriental, que não se apega as racionalidades cheias de esclarecimentos dos filmes ocidentais.

A história da animação é capaz de encantar pessoas de todas as idades, e seu estilo visual é uma verdadeira expressão artística sofisticada. Uma pena que o Ghibli esteja em uma situação delicada, pois “O Conto da Princesa Kaguya” é mais do que um filme: é uma obra-prima cheia de tristeza, mas também com doses de alegria e beleza. Um dos melhores trabalhos de um estúdio de animação cheio de produções inspiradoras.

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SINOPSE

Esta animação é baseada no conto popular japonês “O corte do bambu”. Kaguya era um minúsculo bebê quando foi encontrada dentro de um tronco de bambu brilhante. Passado o tempo, ela se transforma em uma bela jovem que passa a ser cobiçada por 5 nobres, dentre eles, o próprio Imperador. Mas nenhum deles é o que ela realmente quer. A moça envia seus pretendentes em tarefas aparentemente impossíveis para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Mas Kaguya terá que enfrentar seu destino e punição por suas escolhas.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Isao Takahata” espaco=”br”]Isao Takahata[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Isao Takahata
Título Original: Kaguya-hime no monogatari
Gênero: Drama
Duração: 2h 17min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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3 Comentários

  1. Alana

    Esse filme é muito lindo, e triste tb.. adoro os filmes do estudio Ghibli!

  2. Ruan

    Gostaria de saber qual o nome da música que ela canta juntos dos amigos pela primeira vez