O DESPERTAR (Crítica)

O DESPERTAR

3emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Awakening
Ano do lançamento: 2011
Produção: Reino Unido
Gênero: Thriller
Direção: Nick Murphy
Roteiro: Nick Murphy e Stephen Volk

Sinopse: 1921, pouco após a Primeira Guerra Mundial. Assombrada pela morte de seu noivo, Florence Cathcart (Rebecca Hall) resolveu dedicar sua vida a investigar supostos casos paranormais, usando a lógica para explicá-los. Ela aceita o convite para ir a uma escola onde um garoto foi encontrado morto e, segundo rumores, seu fantasma assombra o local. Logo ela começa a buscar evidências científicas que expliquem a situação, só que suas descobertas aos poucos colocam em dúvida tudo o que sabe até então.

Por Jason

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Confesso que acabei me surpreendendo com este filme pois esperava bem menos dele. Na trama, que se passa na década de 20, a Inglaterra sofre com as perdas e o luto deixados pela I Guerra Mundial. A cética Florence Cathcart é uma especialista em desvendar fenômenos paranormais e abre o filme acabando com uma sessão de charlatões que induzem uma mulher a acreditar que está presenciando um fantasma de seu filho. Em seguida, Florence é chamada para visitar uma escola e explicar as visões do fantasma de uma criança. O caso, porém, colocará em dúvida tudo aquilo em que ela pensou acreditar até então.

A cena em que é procurada e o problema apresentado é a chave central da trama. Um dos cuidadores da escola, Sr Mallory, apresenta a situação mostrando fotos que foram tiradas das turmas e nelas uma figura fantasmagórica de um menino aparece. A mulher, no entanto, cética, procura uma explicação para o fato. O problema é que um dos alunos sumiu e no dia anterior ele relatou ter visto o tal espirito do menino. Florence vai ao local para a investigação e arma seu aparato para identificar quem é a pessoa que está causando todo o transtorno, sem acreditar ainda que se trata de um espirito. Durante a noite, fatos estranhos começam a acontecer e ela descobre a participação de dois meninos – sendo que um deles, Florence não consegue identificar quem é.

À medida que o filme avança, descobrimos que ela está mais envolvida na história da escola do que ela pensa. Ela descobre que o espirito que atormenta os meninos é na verdade de alguém que já morou na casa e que Florence conhece muito bem e é louvável que a produção trate o tema com seriedade. Todo o filme tem uma reconstituição de época requintada e a parte técnica – fotografia, trilha sonora, cenários – é bem elaborada e deixam o filme consistente. Rebecca Hall, desperdiçada na porcaria Homem de Ferro 3, aqui se mostra segura em um personagem interessante e bem desenvolvido. Hall é capaz de compreender o seu personagem embora falhe aqui e ali nas cenas de maior carga dramática, como uma mulher que desloca sua obsessão e ceticismo para o trabalho, mas não compromete o saldo final. O filme ainda tem a excelente Imelda Staunton como a Sra Hill, que cuida das crianças e é fã do trabalho de Florence.

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Os problemas do filme começam no terceiro ato, onde começa a confusão e quem já viu o filme provavelmente vai entender. O despertar, que lembrava até Os outros em sua ambientação, começa a se perder. Apesar de seu ritmo um tanto lento e mesmo não sendo um filme de sustos fáceis e nem um terror apelativo, o que agrada, ele entrega todo o segredo envolvendo o espirito perturbado de bandeja com direito a flashbacks didáticos (tudo poderia ser resumido numa linha de diálogo e incitado o espectador a pensar). Algumas explicações ficam soltas – como uma pessoa poderia esquecer tal tragédia em sua vida, é um verdadeiro mistério que nem Freud explica – e outras são chulas – o tal argumento de querer matar a mulher envenenada para ficar do lado de lá com o melhor amigo parece remendo descabido do roteiro, algo de quem não sabia o que fazer depois da revelação, quando o filme deveria acabar. Não ajuda em nada a presença de um personagem que cai de paraquedas na trama, que ameaça Florence e tenta estuprá-la.

Sobre o final, muitos acreditam que a personagem poderia estar morta devido a uma cena de quase passagem para o além – Florence diz que precisa dormir, mas toma o antidoto para o veneno levado pelo espirito! Para mim, fumando, batendo papo com seu homem, falando com crianças e ainda por cima marcando encontro, planejando um novo livro, de duas uma: ou ela virou um espirito pop que adora ser visto e fazer o social com todo mundo ou ela ficou foi muito da viva. Diante das escorregadas do filme no terceiro ato, é melhor ficar mesmo com a segunda opção.

Não é memorável, mas vale pela competência dos envolvidos e da técnica da produção, que parece mais cara do que realmente é. O pecado é o último ato.

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TRAILER

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8 Comentários

  1. Stephany

    Bem, o menino que a vê – depois da suposta morte – é um rapazinho solitário e “precisa” de companhia, levando em conta que essa característica foi responsável pela MORTE do MENino que a levou a investigar a Casa, seria aceitável que ela realmente estivesse MORTA. Acredito que a conversa do diretor também é bem suspeita. Mas levando em conta a vontade de escrever um novo livro e o carro que a aguardará, também seria cabível que ela estivesse viva. Enfim, “não sou capaz de opinar” SObre o fim, mas achei o filme no mínimo Interessante.

  2. nathalia nunes

    Eu acho que ela morre, mas que o companheiro dela não sabe. Acredito que tanto ele quanto o menino ruivinho podem ver fantasmas… O que me fez acreditar nisso é o fato dela pedir que o carro espere mais a frente, que no caso el companheiro dela não veria o motorista procurando quem solicitou/quem entraria no carro. Depois vemos ela se distanciando dele, mas há crianças dizendo oi… no momento pensei que fosse pra ela, mas podemos observar que um outro homem se aproxima dessas crianças, então o oi seria para ele e não para ela.

    • eduardo giacomelli

      melhor resposta tambem axo issu e cm certeza adorei o filme…

  3. Ludnanda Nogueira

    não gente… vcs nao entenderam… ela nao morreu… gente morta nao escreve livro nem fuma… e as crianças falaram sim com ela!! O diretos nao falou com ela pq tava conversando com outras pessoas e nao a viu… quando ele disse que ela nao ajudou muito se referiu em ajudar no caso!! e ela nao tava morta… tanto que ele disse: Sei que esta ai… e ela disse ao rapaz: sabe melhor do que o diretor…. então eh pq tava viva!! tipo, ela quis dizer ali que ela passou pelo diretor e ele nao a viu pq tava distraído com alguém, ali ja matei a charada de que ela tava vivinha da silva!! super amei o filme !! recomendoooo!!

  4. Carlos henrique

    Numa CEna antes dela tomar o veneno, ela conversa com o sr. mallory sobre ver espíritos e ele confirma que também os vê. e quando ela passa por todos até chegar nele, e ninguém a vê, é uma prova de que ela estaria morta. o menino loirinho no meio do filme confirma ter visto o fantasma do menino. então, o loirinho também a vê. na minha opinião, ela teria morrido.

  5. Marise

    Não gosto de filmes de terror, menos que sejam sofisticados, intrigantes e reflexivos. O Despertar (2011) com a presença de Rebecca Hall, para quem gosta de filmes do tema, é um bom longa. Fotografia impecável, suspense e sensação de medo surpreendentes. O final deixa um pouco a desejar mas vale a pena assistir. Umburana de Cheiro

  6. Camila

    Acho q a intenção é deixar em duvida mesmo. Eu acho q ela morreu, mas o final não deixa claro, entao depende da opiniao de cada um. Otimo filme!

  7. Sáfya

    Bem, parece que ela não morreu, o MENINO FOi buscar o antídoto pra ela ,pois ele a amava muito. E escrever um LIVro é só para os vivos.