O FUGITIVO (Crítica)

O FUGITIVO

4estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Fugitive
Ano do lançamento: 1993
Produção: EUA
Gênero: Drama, Suspense
Direção: Andrew Davis
Roteiro: Jeb Stuart, David Twohy e Roy Huggins
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Richard Kimble (Harrison Ford), um eminente cirurgião, é condenado à morte injustamente pelo assassinato de Helen Kimble (Sela Ward), sua esposa, mas consegue escapar devido a um acidente quando rumava para o presídio, onde ficaria até ser executado. Mas é implacavelmente perseguido por Samuel Gerard (Tommy Lee Jones), um dos agentes que tentam recapturá-lo, forçando-o a não ter nenhum contato com amigos. No entanto, Kimble está determinado a encontrar provas que determinem sua inocência.

Por Kadu Silva

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Em 1963 uma série chamada O Fugitivo estreava na TV norte americana. Criada por Roy Huggins (Arquivo Confidencial) e estrelada por David Janssen, a produção ficou por 4 anos no ar, tornando-se um grande sucesso. Um dos últimos episódios da quarta temporada é até hoje uma das maiores audiências da TV americana, de todos os tempos. Tanto sucesso levou a história para a telona, trinta nos depois.

Antes de finalmente conseguir sair do papel a produção passou por alguns problemas de pré produção. Houve troca de direção, quando já estava para se iniciar as filmagens, diversos atores foram convidados para viver o protagonista Dr. Richard, entre eles Andy Garcia, Kevin Costner e Alec Baldwin, o roteiro teve diversas revisões e o mais grave, após o inicio das filmagens o ator Richard Jordan ficou fortemente doente e teve que ser substituído por Jeroen Krabbé no papel do doutor Charles Nichols. Superando todos estes obstáculos o diretor Andrew Davis (Força em Alerta) acabou dirigindo de forma bem competente o longa, que conta a história do doutor Richard Kimble (Harrison Ford), um renomado cirurgião que é acusado de ser o responsável da morte de sua esposa. E mesmo inocente, Richard é condenado, sua única chance é investigar a verdadeira história para provar sua inocência, mesmo tendo toda a policia de Chicago ao seu encalce.

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O roteiro é de um suspense crescente, de tirar o fôlego. É daquelas tramas que vai desvendando as peças de um grande quebra-cabeça aos poucos. A história é tão bem articulada, que temos a sensação de estarmos vendo uma série de TV, tal é a riqueza de acontecimentos que surgem durante a investigação do protagonista. Mas tudo isso sem ser cansativo, afim a edição ágil e precisa, consegue dar o ritmo perfeito para a narrativa, tendo como resultado, uma trama que consegue envolver o espectador do começo ao fim. Um dos fatores que ajuda neste sucesso, pode ser credito ao fato da história não se utilizar de efeitos visuais, tudo que vemos foi de fato realizado e filmado, tornando as cenas de ação impecavelmente empolgantes. Um exemplo é na cena em que Richard consegue escapar da policia, quando o ônibus que estava o levando para a penitenciaria, sofre um acidente provocado por um dos presos, caindo na linha do trem. O descarrilamento do trem, as explosões, foi tudo realizado de verdade. Uma grande equipe de engenheiros, especialistas em cenas de ação e técnicos foram envolvidos, porque não se podia errar, tinha que ser tudo num só take, ainda assim, a velocidade do trem que estava estimada para 56km por hora, acabou chegando a 73km/h no momento do impacto com o ônibus, mas como se pode ver, no final, ficou tudo perfeito.

O longa foi recebido pelo público e pela crítica muito bem, se tornando um dos grandes sucessos de 1993, ano de seu lançamento, ficando por 6 semanas em primeiro lugar nas bilheterias norte americanas. Além disso, foi indicado a diversos prêmios importantes.

Vale ressaltar o excelente desempenho do elenco, base fundamental do sucesso da produção. Harrison Ford consegue manter o bom nível tanto nas cenas dramáticas como de ação, e principalmente consegue ganhar a plateia como o injustiçado médico, não há quem não torça por ele, durante as mais de duas horas de filme. Tommy Lee Jones, toma conta do filme sempre que está em cena, sendo com ele, os momentos mais marcantes da trama. Apesar de uma participação mínima, Julianne Moore, também ganhou destaque, tanto é que diversos diretores elogiaram a sua atuação, entre eles Steve Spielberg, que pelo seu desempenho no longa a convidou para o filme O mundo perdido – Jurassic Park.

O Fugitivo é daqueles raros exemplos de uma produção que conseguiu narrar de forma impecável, uma história popular, sem se tornar didática e/ou clichê, e além disso, é capaz de no final dos créditos o fazer refletir. Portanto se ainda não assistiu, é um suspense imperdível, principalmente se for fã do gênero.

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou: Melhor Ator Coadjuvante – Tommy Lee Jones

Indicações: Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhores Efeitos de Som, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som

BAFTA
Ganhou: Melhor Som

Indicações: Melhor Ator Coadjuvante – Tommy Lee Jones, Melhor Edição e Melhores Efeitos Especiais

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Ator Coadjuvante – Tommy Lee Jones

Indicações: Melhor Diretor – Andrew Davis e Melhor Ator – Drama – Harrison Ford

MTV MOVIE AWARDS
Ganhou: Melhor Sequência de Ação – Batida de Trem e Melhor Duo na Tela – Harrison Ford e Tommy Lee Jones

Indicações: Melhor Filme e Melhor Ator – Harrison Ford

TRAILER

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