O GRANDE GATSBY (Crítica)

O GRANDE GATSBY

Por Silas Mendes

Mesmo com outras versões já realizadas, Baz Luhrmann encontra um jeito de tornar seu Gatsby único e diferente, lhe empregando seu estilo festivo e exagerado, e aliando o forte texto de F. Scott Fitzgerald (autor do livro de 1925) a uma composição visual incrível muito bem auxiliada por um 3D interessante.

Jovem, Nick Carraway se vê fascinado pelo estilo de vida de seu vizinho, o rico Jay Gatsby. Ele começa, então, a fazer parte do seu círculo social e acaba se tornando testemunha da obsessão e da tragédia.

De uma forma geral, o elenco está muito bem, Carey Mulligan faz um bom trabalho como Daisy, mas é Di Caprio que compõe o personagem mais interessante e cativante de toda a história, o que é ótimo, pois é pra isso que estamos ali, para conhecer Gatsby, mesmo que pelos olhos de Nick Carraway (Tobey Maguire), escritor frustrado que trabalha no mercado de ações e narra toda a história, agindo como um alterego para o próprio Fitzgerald.

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Com seu estilo glamoroso e exagerado, como em Moulin Rouge (Moulin Rouge! – Amor em Vermelho, 2001), Baz trás muitas cores e muito brilho para uma história profunda e melancólica, além de belos figurinos, tudo funcionando lado a lado para representar de maneira moderna uma história que se passa na década de 20 e que permanecesse atual.

Apesar de todo o glamour presente na vida desses jovens alpinistas sociais, há uma certa melancolia por trás de suas vidas, que é expressa pelos temas principais da trilha sonora, que da metade para o final passam a ser responsáveis pelo tom da história de Gatsby, Daisy e Tom.

Com uso do HipHop e ritmos populares nos anos 1920 além de regravações e musicas de grandes sucessos da atualidade (como Florence Welsh, Lana Del Rey e Gotye), torna a trilha sonora um dos destaques ao longo da projeção.

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Ao inicio, durante as festas na mansão de Gatsby, são utilizadas “Bang Bang” de Will I am e “A Little Party Never Killed Nobody” interpretada pela Fergie e em certo momento “Love is The Drug” por Bryan Ferry, músicas animadas e responsáveis por empolgar os convidados.

Na segunda metade, no entanto, mesmo com toda a animação presente entre os convidados durante a festa, a coisa toda parece começar a desandar e a música agora dominante é a melancólica “Young and Beautiful” interpretada por Lana Del Rey, que mesmo quando não completamente presente, surge com sua melodia dando tom a trama.

Em uma história de muitos temas, inclusive musicais, a montagem acaba por ser, talvez, um dos problemas do longa. Com cortes rápidos na primeira metade, acaba prejudicando a trilha sonora e com um ritmo lento, garante a segunda metade um ar cansativo por não se aliar bem a banda musical, que é quase toda guiada pela melodia de Young and Beautiful.

O Grande Gatsby é um belo e moderno retrato sobre uma época de importância cultural e crescimento econômico as portas da grande crise, atemporal, e obtém sucesso em retratar seu grande personagem, Jay Gatsby.

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SINOPSE

Nick Carraway (Tobey Maguire) tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa incrível, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, esquecendo o fato dela ser casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton). Agora, o conflito está armado e as consequências serão trágicas.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Baz Luhrmann e Craig Pearce
Título Original: The Great Gatsby
Gênero: Drama, Romance
Duração: 2h 22min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

4estrelas

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1 Comentário

  1. Lucas

    Se tornou um dos meus favoritos, achei muito bom, gostaria de ter assistido no cinema mas a espera valeu muito a pena.