O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA (Crítica)

O HOBBIT UMA JORNADA INESPERADA

5estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Hobbit – An Unexpected Journey
Ano do lançamento: 2012
Produção: Estados Unidos
Gênero: Aventura
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro

Sinopse: Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) vive uma vida pacata no condado, como a maioria dos hobbits. Um dia, aparece em sua porta o mago Gandalf, o cinzento (Ian McKellen), que lhe promete uma aventura como nunca antes vista. Na companhia de vários anões, Bilbo e Gandalf iniciam sua jornada inesperada pela Terra Média. Eles têm por objetivo libertar o reino de Erebor, conquistado há tempos pelo dragão Smaug e que antes pertencia aos anões. No meio do caminho encontram elfos, trolls e, é claro, a criatura Gollum (Andy Serkis) e seu precioso anel.

Por Kadu Silva

Belo começo em nossa volta a Terra Média

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Antes que começar meu texto sobre o filme gostaria de pedir licença para um pequeno desabafo: “Eu não sou crítico formado e nem tenho essa pretensão, mas conheço um pouco da técnica, até porque estudei bastante para isso. Então para que você diga algo contra ou a favor de um filme, use argumento plausíveis para que possamos analisar tal crítica”. Digo isso porque muitos críticos falaram mau de O Hobbit simplesmente por preguiça ou falta de interesse, sem argumentos reais. Um exemplo é do crítico da revista mais lido do Brasil que disse que O Hobbit é ruim porque só quer fazer dinheiro. Oi? Isso é analise? Enfim, vamos ao meu argumento sobre O Hobbit.

Quase dez anos após de nossa despedida da Terra Média com o filme O Senhor dos Anéis – O retorno do Rei, Peter Jackson nos leva novamente aos encantos e magia desse universo maravilhoso, dessa vez em 3D e também na inovadora técnica de 48 quadros por segundo. Essa nova história acontece 60 mil anos antes da aventura que já conhecemos e foi baseada numa serie de livros infantis de J.R. Tolkien, e Peter Jackson junto com Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro adaptaram para que tivesse ligação com a trilogia Senhor dos Anéis e para que o filme fosse para todos os públicos – tarefa muito bem comprida!

A história tem inicio com certa semelhança na trilogia anterior, onde Bilbo (Martin Freeman) é convocado pelo Gandalf, o Cinzento (Ian Mckellen) a uma jornada inesperada junto com treze anões, em busca da reconquista de seus terras.

O filme começa num grande flashback, introduzindo o espectador ao novo universo e partindo da época em que aconteceu a primeira trilogia, tanto que Bilbo já velhinho está escrevendo suas memórias para deixar para Frodo (Elijah Wood) – e nesse momento acontece o primeiro momento de lembrança emotiva ao ver nosso pequeno herói novamente e como aconteceu em o Senhor dos Anéis inicia-se toda a aventura que vai passar pelos belos reinos tanto do lado bom como do lado ruim. E durante toda jornada vamos relembrando de grandes personagens que povoaram nosso imaginário na primeira trilogia, mas sem dúvida o grande momento é na aparição de Gollum (Andy Serkis) que está ainda mais bem definido e com expressões corporais e faciais impressionantes – na sessão que conferir o filme, no seu surgimento ouve grande comoção na plateia.

Como foi dito realmente os primeiro minutos do filme tem um tom mais lento, mas necessário para que se tenha um panorama do que está acontecendo na Terra Média e porque da jornada, mas diferente do que se esperava o filme não é nada lento, tem várias e empolgantes cenas de ação de tirar o fôlego.

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Diferente da primeira trilogia a computação gráfica está perfeita, ainda mais quando se vê em 48 quadros por segundo. É tudo impressionante e de definição formidável. Os vilões que em sua grande maioria são computadorizados parecem reais, de deixar qualquer um de boca aberta.

A fotografia e a direção de arte mais uma vez se superaram e realizam um trabalho formidável, os reinos e os detalhes da Terra Média são mostrado em detalhes tão fortes que parece que não é locação, a sensação que se dá que tudo aquilo é real. Os ângulos e as tomadas aéreas impressionam.

Outro destaque do longa é o ótimo elenco e principalmente a boa composição de cada um deles. Martin Freeman está soberbo como Bilbo e assim como aconteceu com Frodo consegue já nos minutos iniciais ganhar a empatia do publico pelo seu jeito ingênuo e carinhoso de ser. Ian Mckellen dispensa comentários, seu Gandalf parece já fazer parte da nossa família (um vovô, distante). Mas vale destacar a boa apresentação dos 13 anões que são bem diferentes e muito bem definidos pelo roteiro e cada um dos atores conseguiu compor muito bem suas características o destaque fica para Richard Armitage (Thorin) que é o líder e o mais exigido, e por isso o que mais chama atenção no filme, que diga-se de passagem o ator soube muito bem delinear sua postura na narrativa, tendo a mesma importância que o hobbit Bilbo na trama nem menos nem mais (por pura competência do ator).

Antes de terminar vale um parágrafo para observações sobre o 3D e os 48 quadros por segundo. A tecnologia 3D é extremamente bem realizada, ainda não entra no hall das melhores de todos os tempos, mas a profundidade que Jackson pretendia foi muito bem passada com seu uso, já os 48 quadros por segundo é algo a parte, a definição é tão impressionante que temos realmente a sensação que estamos dentro da história sem nenhuma película cinematográfica nos separando. É um uso ousado, pois acredito que boa parte do publico pode ter resistência, mas para filmes com esse tipo de pegada aventureira não há melhor técnica, pois tudo é tão real e plausível que as vezes parece que é possível tocar nas coisas, uma sensação hipnótica e inesquecível, vale cada centavo, mesmo que nos primeiros minutos tem uma certa estranheza, mas que passa logo (Se possível assista com essa tecnologia).

Bom, sem dúvida que o Ccine recomenda esse ótimo filme que dá inicio a uma nova trilogia, que sim, apresenta uma história mais simples, mas nem por isso deixa de ser fascinante para os fãs. Poderia até apontar uns pequenos defeitos ou alguns exageros, mas nada disso diminui o filme, que é para mim um dos melhores filmes do ano e que vale a pena conferir e se encantar novamente com o universo rico e mágico da Terra Média.

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PRÊMIOS

PRÊMIO CCINE10
Indicação: Melhor Herói – Martin Freeman

OSCAR
Indicações: Melhor Maquiagem, Melhor Efeitos Visuais e Melhor Design de Produção

BAFTA
Indicações: Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Efeitos Visuais e Melhor Som

MTV MOVIE AWARDS
Ganhou: Melhor Herói – Martin Freeman

Indicação: Melhor Performance com Susto – Martin Freeman

TRAILER

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