O PACIENTE INGLÊS (Crítica)

O PACIENTE INGLES

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FICHA TÉCNICA

Título Original: The English Patient
Ano do lançamento: 1996
Produção: EUA
Gênero: Romance
Direção: Anthony Minghella
Roteiro: Anthony Minghella

Sinopse: No final da Segunda Guerra Mundial, um desconhecido (Ralph Fiennes) que teve queimaduras generalizadas quando seu avião foi abatido e é conhecido apenas como o paciente inglês acaba recebendo os cuidados de uma enfermeira canadense (Juliette Binoche). Gradativamente ele começa a narrar o grande envolvimento que teve com a mulher (Kristin Scott Thomas) do seu melhor amigo (Colin Firth) e de como este amor foi fortemente correspondido. Mas da mesma forma que determinadas lembranças lhe surgem na mente, outros detalhes parecem não vir a lembrança, como se ele quisesse que tais fatos continuassem enterrados e esquecidos.

Por Kadu Silva

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O Paciente Inglês é um dos filmes de menor repercussão popular, ganhadores do Oscar dos últimos 20 anos. Tudo porque o filme é um épico com algumas peculiaridades de difícil digestão da grande massa, mesmo tendo uma história simples e de fácil compreensão.

A trama se passa em dois tempos, no presente e no passado. E conta o romance proibido vivido durante a segunda guerra por Katharine e Almasy. Os dois se conheceram durante uma expedição a África, mas uma série de acontecimentos o separaram, um deles que o deixou deformado devido a um acidente aéreo.

Sem documentos e sem memória, Almasy, vai parar na Itália, onde junto da enfermeira Hana vivem num mosteiro abandonado para não serem mortos durante a guerra. Nesse onde Hana cuida dele, acaba aos poucos tendo alguns novos moradores como o soldado Kip, por quem ela se apaixona.

Almasy aos poucos com ajuda de palavras ou sons, vai se lembrando de seu passado que vemos em flashbacks, assim acompanhamos as duas tramas românticas serem contadas em paralelo, até descobrir seus desfechos.

Como se vê o roteiro do também diretor Anthony Minghella é simples, até clichê eu diria, pois é mais um romance proibido, seu diferencial se dá em escolhas (felizes) do diretor em ter por exemplo, como cenário o ambiente Africano, dando a película um tom exótico incrível.

A narrativa é lenta, afinal a escolha do diretor é que os dois romances mostrados, o paralelo e o principal seja claramente compreendido e absorvido pela plateia. A própria escolha de dar respostas a perguntas através do flashback do protagonista contribui para essa proposta, afinal Almasy está sem memórias e assim como ele, nos vamos aos poucos compreendendo o porque de tudo aquilo que se passou com ele.

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Além da romance que é o carro chefe da trama, o interessante do roteiro são os personagens complexos que são extremamente bem desenvolvido pelo estreante diretor. Ele soube levar sua experiência do teatro para as telonas, e assim, nesse longo filme dar uma composição solida e madura para todos os presente na trama.

Minghella ainda mostra outro diferencial louvável, conta uma trama de guerra em que quase não se tem cenas de ação, tensas, é tudo mais lírico, as vezes quase poético, é uma visão romantizada de fato, o plano de fundo da guerra, serve aqui só para mostrar que se trata de um assunto delicado como um campo minado, que estamos prestes a adentrar.

Tecnicamente o filme também se destaca, pela fotografia hipnotizante, direção de arte magistral, figurinos excelentes, maquiagem idem, enfim é uma obra técnica perfeita, dentre elas há de se destacar a edição, hoje chamada de montagem, além de conseguir dar um ritmo dinâmico para o longa, o tornando envolvente, existe escolhas sutis maravilhosas, como usar dos sons do presente para levar ao passado, ou seja a edição se torna quase uma personagem para desenrolar a trama, já que essa junção do presente e do passado é a forma utilizada para desvenda a história como o todo.

O elenco é composto por uma série de atores competentes e que se mostram inspiradíssimos na trama, sem dúvida o grande destaque é para Kristin Scott Thomas que rouba a cena com seu deslumbrante personagem Katharine.

O Paciente Inglês é um épico exótico, delicado, maduro, mas que infelizmente não consegue falar com a grande massa, devido a suas escolhas corajosas do diretor, se tornado assim um bom filme pouco reconhecido.

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou: Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante – Juliette Binoche, Melhor Diretor – Anthony Minghella, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurinos, Melhor Som, Melhor Edição, Melhor Canção original, Melhor Ator – Ralph Fiennes e Melhor Fotografia.

Indicações: Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz – Kristin Scott Thomas

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Filme Drama e Melhor Trilha Sonora Original

Indicações: Melhor Direção, Melhor Atriz Drama – Kristin Scott Thomas, Melhor Ator Drama – Ralph Fiennes, Melhor Atriz Coadjuvante – Juliette Binoche e Melhor Roteiro.

BAFTA
Ganhou: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante – Juliette Binoche, Melhor Fotografia e Melhor Edição

Indicações: Melhor Atriz – Kristin Scott Thomas, Melhor Ator – Ralph Fiennes, Melhor Desenho de produção, Melhor Figurinos, Melhor Som e Melhor Maquiagem.

TRAILER

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2 Comentários

  1. Marjorie Mezabarba Gonçalves

    Ralph Fiennes não ganhou Oscar de melhor ator!