O PREÇO DE UMA ESCOLHA (Crítica)

O PRECO DE UMA ESCOLHA

4emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: If These Walls Could Talk
Ano do lançamento: 1996
Produção: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Cher e Nancy Savoca
Roteiro: Earl W. Wallace, I. Marlene King, Nancy Savoca, Pamela Wallace e Susan Nanus

Sinopse: O aborto é o tema comum de três histórias passadas em diferentes ocasiões: em 1954, jovem viúva recorre ao aborto quando fica grávida do cunhado, meses após a morte do marido; em 1970, família decide se a mãe, que já tem 4 filhos, deve dar à luz o quinto; e nos anos 1990, jovem que engravidou de professor chega à clínica em meio a uma manifestação.

Por Jason

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O filme trata de um assunto ainda polêmico: o direito da mulher de abortar. No primeiro seguimento, Demi Moore interpreta uma jovem que perde o marido mas acaba engravidando do cunhado. Desesperada, ela esconde o acontecimento de todos e pensa em fazer um aborto, mas não sabe a quem recorrer. No auge da paranoia tenta tirar o feto de sua própria barriga usando uma haste, o que a faz confessar a sua gravidez para a ex cunhada (Catherine Keener, uma monstra). É a década de 50, onde as mulheres praticamente não falavam sobre o assunto e onde o procedimento, já bizarro e violento, era realizado dentro da própria casa da mulher por pessoas completamente despreparadas. Através de contatos, ela consegue realizar o procedimento sem que ninguém saiba, mas acaba sofrendo as consequências do aborto realizado na mesa cozinha da própria da casa.

O tempo passa e a mesma casa é habitada agora por Barbara (Sissy Spacek, excelente), uma mãe de quatro filhos que acaba engravidando novamente. A mulher não dá conta de ser mãe dos quatro que vivem brigando, está estudando, tentando organizar a vida e cogita um aborto. Uma de suas amigas, que já realizou o procedimento, confessa ter se sentido aliviada de ter feito, porque lhe trouxe tranquilidade em sua vida. Ao final, ela recua da decisão e acaba aceitando a criança. Nesse sentido, o filme mostra as consequências de um aborto mal feito com a primeira personagem e a possibilidade de aceitação por parte da mulher de um filho que não é bem vindo no segundo caso.

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O terceiro mostra Anne Heche, no papel de uma mulher que engravidou de um homem casado (Craig T Nelson) e não sabe o que fazer. Esconde da família, que são religiosos fervorosos e conta com o apoio da amiga (Jada Pinkett Smith), até que decide finalmente fazer o aborto. O que acontece é que na porta da clínica responsável por abortos, há uma manifestação tentando impedir que mais mulheres realizem o procedimento. O seguimento é dirigido por Cher, que aparece fazendo o papel da doutora responsável pelos abortos e que faz, na pele da doutora, com que o procedimento não seja algo violento para as mulheres, já que elas possuem acompanhamento psicológico.

O preço de um escolha é um filme feito para a televisão, no ano de 96. Os episódios parecem saídos de uma novela. Há de se relevar a atuação de Demi Moore, a mais fraca do time de atores, e de Jada Pinkett, quase prejudicando o composto final. De qualquer modo, o tema, polêmico, atual e sempre urgente, revela no filme como mulheres diferentes encaram o problema e como podem solucioná-los. Essa solução, aliás, nem sempre é a melhor ou mais fácil e a saída não é bem vinda pela sociedade – o fato é que a legalidade do aborto não muda o sofrimento da mulher em qualquer ocasião, seja antes, durante ou depois.

O filme não procura julgar nem emitir uma opinião clara sobre a questão da legalidade, apenas registrar o problema de diferentes mulheres diante de uma gravidez não desejada e a procura por uma forma de aliviar um tormento que quase sempre resulta em outro muito pior.

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PRÊMIOS

GLOBO DE OURO
Indicações: Melhor Filme para TV, Melhor Atriz – Demi Moore e Melhor Atriz Coadjuvante – Cher.

TRAILER

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2 Comentários

  1. victor farias

    discordo quanto a atuação da Demi moore,pra mim esse foi o terceiro e ultimo filme que demi estava boa como atriz…(ghost e questão de honra ela tava otima)..mas como é pouco tempo pra cada segmento ela não pode ir mais profundo com sua personagem..um bom filme que retrata o quanto é importante a legalização por métodos legais.assim diminuiria o riscos de vidas.

  2. ida perea monteiro

    tenho utilizado este filme como base para discussão nas oficinas de violência sexual e aborto previsto em lei com alunos de medicina com excelentes resultados. recomendo