O PROFISSIONAL (Crítica)

O PROFISSIONAL

5estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Professional (Léon)
Ano do lançamento: 1994
Produção: França
Gênero: Drama, Thriller
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson, Thierry Arbogast e Magali Guidasci

Sinopse: Em Nova York o assassino profissional Leon (Jean Reno) não vê sentido na vida. Quando a família vizinha é morta por policiais envolvidos com drogas ele decide proteger Mathilda (Natalie Portman), uma menina de 12 anos que é a única sobrevivente da família. Ela deseja se tornar uma assassina, para poder vingar a morte do seu irmão de 4 anos. Enquanto ela cuida da casa e ensina o pistoleiro a ler e a escrever, ele lhe ensina o básico de como manejar uma arma.

Por Pedro Vieira

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Quando, no começo dos anos 90, o cineasta francês Luc Besson chamou Jean Reno para interpretar um assassino no suspense “Nikita” (1990), ele provavelmente viu ali um personagem de tanto impacto, que não demorou para que a ideia de que o mesmo protagonizasse um filme surgisse em sua mente. De fato, o personagem de “Nikita” e o protagonista de “O Profissional” (Léon, 1994), não são os mesmos, mas não deixam de ter semelhanças entre si – e o ator que os interpreta é apenas uma delas.

O roteiro escrito pelo próprio Besson mostra a história de Léon, que ganha a vida como matador de aluguel. Ele vive sozinho e não demonstrar rancor quando mata. Mas sua vida muda após ajudar Mathilda (Natalie Portman), um jovem de 12 anos que teve a família morta por um grupo de policiais corruptos comandos por Stansfield (Gary Oldman). Conforme Léon vai se envolvendo coma garota, o laço de afeição que liga os dois vai se tornando mais forte, fazendo-o treinar a jovem para que um dia ela possa vingar sua família.

A caracterização dos personagens é perfeita. Embora no começo seja mostrado como um ser misterioso – assim como qualquer outro assassino do cinema – Léon possui muitas características próprias, a começar pelo seu figurino. Há a ideia de que um assassino profissional se vista bem, mas o que vemos aqui é um homem sem nenhum senso de estilo – e que realmente pouco se importa com isso. Ele também não sabe ler, mas isso não o impede de criar estratégias inteligentes durante seus confrontos. Mas sua maior característica está na sua humanidade. A feição dura que demonstra no começo da história vai esvanecendo conforme ele se torna mais humano, e assim, revelando – parcialmente – seus sentimentos ao espectador.

Em contraponto a Léon está Mathilda. Ela é a personagem feminina de temperamento forte recorrente na maioria dos filmes de Besson. Esperta e extrovertida, ela trava ótimos diálogos com Léon, enquanto seu desejo de vingança bate de frente com os ideais do profissional. Além disso, conforme a história passa, ela vai ganhando tal destaque que não resta dúvidas de que ela é a verdadeira protagonista de todo o filme. E mesmo que esse seja o seu primeiro papel em um longa-metragem, a jovem Portman já demonstra toda a sua capacidade como atriz, o que só fortalece a sua personagem.

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Porém, quem rouba a cena mesmo é Gary Oldman como o vilão da história. Seu personagem é irônico e por vezes insensível, entretanto, demonstra tamanha extravagância no momento em que decidi exterminar algum empecilho no seu caminho, que chega a ser difícil não rir com a suas ações, por mais sádicas que elas sejam, e assim, se apegar de algum modo a este antagonista.

Apesar de possuir várias sequências de ação, Besson não cria um espetáculo em torno delas do modo como se vê nos filmes atuais. Em partes, é por causa de se tratar de um filme de 1994, mas há ai também um toque pessoal do diretor, que sabe como organizar tais cenas a partir de uma montagem sofisticada, capaz de esconder parte da violência da visão do espectador. Não que sangue e pessoas sendo mortas não sejam mostrados, porém, o a aparição rápida de tais elementos em planos que por vezes esconde algumas informações da imagem, mais aguçam os sentidos daqueles que assistem ao filme – e por vezes, o levam à sentir certo choque – do que representam uma brutalidade dura e seca.

Para amenizar o tom dramático, há momentos de humor que permeiam a trama, aparecendo de tempos e tempos, para retirar uma risada ou outra, sem fazer com que o clima da história se perca. É algo só para descontrair e que se encaixa muito bem na proposta do longa.

Com um roteiro consistente, “O Profissional” traz uma história cheia de humanidade, que quebra os paradigmas do assassino de aluguel ao mostrar esse personagem sofrendo problemas do cotidiano e evoluindo-o a partir disso. É a prova de que pode fazer um bom filme de ação, sem se perder nos tiroteios e explosões assim como algumas produções contemporâneas do gênero.

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PRÊMIOS

CÉSAR
Indicações: Melhor Filme, Melhor Ator – Jean Reno, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Som.

TRAILER

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1 Comentário

  1. paulo roberto

    ah sempre qeu posso vejo filme mt legal …..os personagens leon e maltilda sao perfeitos m/tornei fã parabens .