O TERMINAL (Crítica)

O Terminal

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FICHA TÉCNICA

Título Original: The Terminal
Ano do lançamento: 2004
Produção: EUA
Gênero: Drama
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Sacha Gervasi, Jeff Nathanson e Andrew Niccol

Sinopse: Viktor Navorski (Tom Hanks) é um cidadão da Europa Oriental que viaja rumo a Nova York justamente quando seu país sofre um golpe de estado, o que faz com que seu passaporte seja invalidado. Ao chegar ao aeroporto, Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos. Sem poder retornar à sua terra natal, já que as fronteiras foram fechadas após o golpe, Viktor passa a improvisar seus dias e noites no próprio aeroporto, à espera que a situação se resolva. Porém, com a situação se arrastando por meses, Viktor permanece no aeroporto e passa a descobrir o complexo mundo do terminal onde está preso.

Por Silas Mendes

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Supostamente inspirado na história do iraniano Merhan Nasseri que viveu em um aeroporto francês de 1988 à 2005, Tom Hanks interpreta Viktor Navorski, que viajava de seu país, Krakozhia, para Nova Iorque e não pode entrar nos Estados Unidos, pois em sua terra natal uma guerra havia se iniciado, tornando a Krakozhia – em seu estado atual – um país não mais reconhecido pelos EUA e consequentemente inutilizando o passaporte de Viktor.

Por ser uma “brecha” no sistema, não há muito que ninguém possa fazer por ele. Ele não pode voltar para casa, pois seu pais está em guerra e nem pode deixar o aeroporto, pois não possuí o visto. Frank Dixon (Stanley Tucci), chefe de segurança do aeroporto, quer apenas se ver livre do “problema” que Navorski compõe, nem que seja jogando o problema para outra pessoa, deixando Navorski sair ilegalmente do Aeroporto, para que seja preso do lado de fora.

Vivendo nessa situação de espera, Viktor “The Goat” Navorski (como fica conhecido por outros funcionários do aeroporto), age como poucos agiriam em tal situação. Com paciência.

Ao chegar aos EUA, Viktor não fala muito bem o inglês, ele se vira como pode, mas é muitas vezes enrolado ou deixado de lado. Com o passar do tempo no Terminal, Viktor vai fazendo o que pode para sobreviver. Ele perde os cupons de comida que ganha de Frank? descobre como conseguir dinheiro recolhendo os carrinhos que ficam largados pelo aeroporto. Não tem onde dormir? Improvisa uma cama em um portão de embarque que ainda está sendo construído. Não consegue mais as moedas dos carrinhos? Aceita a primeira oportunidade que lhe oferece alimento (no caso, ajudar um apaixonado a se aproximar de sua amada).

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A questão é que Viktor se adapta. Ele simplesmente não tenta seguir em frente de maneira ilegal ou desistir e voltar para casa, ele espera.

Viktor, apesar de um homem paciente e muito capaz de se adaptar a um momento de dificuldade, ele enxerga que é só isso, um momento. Não desiste de ir atrás do que veio e somente ameaças baixas lhe impediriam de seguir em frente.

Talvez, um ponto interessante do filme seja o título “O Terminal”, palavra/lugar que passa a ideia de fim ou ponto final, mas que na história de Viktor acaba tendo um significado completamente oposto, O Terminal não significa o fim da linha da promessa de Navorski, mas sim um momento de transição e mudança em que só lhe resta esperar e se adaptar, mas não desistir.

“O Terminal” não é visualmente deslumbrante – igualmente longe de ser ruim ou desleixado – mas representa algo muito presente no variado cinema de Spielberg, a identificação/preocuapação para com o personagem principal.

Afinal, como não sorrir quando Viktor parte para a saída do aeroporto e é seguido por inúmeros funcionários que lhe entregam objetos para ajudar em sua jornada?

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TRAILER

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