ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (Crítica)

ONDE OS FRACOS NAO TEM VEZ

5estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: No Country for Old Men
Ano do lançamento: 2007
Produção: EUA
Gênero: Drama, Suspense
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Roteiro: Cormac McCarthy, Ethan Coen e Joel Coen

Sinopse: Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Por Silas Mendes

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Primeiro, vamos aos números… rs

O filme conseguiu 8 indicações ao Oscar (ou Academy Awards :P), das quais venceu 4, sendo elas a de Melhor Filme, Direção, Roteiro e Ator Coadjuvante para Javier Bardem. Além das indicações por Onde Os Fracos Não Tem Vez (por direção, roteiro e edição), os irmãos, somam por todos os seus filmes juntos, 12 indicações (Joel Coen possui uma nomeação a mais pela direção de Fargo), dentre as categorias de Melhor Filme, Direção, Roteiro e Montagem, tendo vencido em apenas 4 das 13 indicações, sendo que 3 por Onde os Fracos Não Tem Vez.

Agora, o filme….

Baseado no livro homonimo de Cormac McCarthy, a história se passa no Texas dos Anos 80. Llewelyn Moss (Josh Brolin) é um azarado que acaba tropeçando numa troca de traficantes, que não deu muito certo, quanto caça nas terras áridas. Entre carros abandonados, sangue e um traficante ferido, mas ainda vivo, Moss encontra uma maleta com o dinheiro da transação. Sem pensar muito ele a pega, e então a coisa toda desanda.

Atrás do dinheiro está o “bad guy” Anton Chigurh (Javier Bardem), um matador psicopata capaz de tudo e quase impossível de ser detido, seja com uma escopeta com um baita silenciador, com as próprias mãos ou com uma arma pneumática (sim, daquelas usadas para o abate de bois) ele vai caçar quem tem de matar, não importa como ou onde a pessoa esteja, e vai matá-la.

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A determinação e fodasticidade de Anton só é superada pela interpretação brilhante de Bardem – ator que alias, demonstra um talento a parte para vilões espetaculares – que dá ao personagem características impecáveis, como, o jeito de antar, o olhar objetivo, os movimentos, a voz… E tudo isso fica incrível com o visual “geek anos 80” – tipo o Jobs (?) – com um cabelinho que pode causar graça a princípio, mas no conjunto da obra é apenas sinistro!

A direção dos irmãos Coen é sempre algo que recebe destaque, não só por eles transitarem entre inumeros estilos em sua filmografia, mas também pelo cuidado na construção de suas tramas e de seus personagens, mas também dos detalhes de cada plano e sequência – como um abajur que após uma luta se torna um elemento de cena ao mudar a iluminação do ambiente, dando um novo tom – e em Onde Os Fracos Não Tem Vez, não é diferente, e assim como a filmografia dos irmãos, está cheio de humor negro.

No Country for Old Men acerta em todos pontos, da execução, passando pelos cenários e se apoiando no belo trabalho do elenco, mas o filme também acerta ao garantir a um dos gêneros mais antigos (se não o mais antigo gênero) da história do cinema, um novo tom sem o descaracterizar.

Onde os Fracos Não Tem Vez é um daqueles filmes que você só quer falar bem e falar pouco pra não estragar a surpresa de quem vê… Corre lá vê… O final é F%#@!

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou: Melhor Filme, Melhor Diretor – Joel e Ethan Coen, Melhor Ator Coadjuvante – Javier Bardem e Melhor Roteiro Adaptado

Indicações: Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Edição de Som

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Ator Coadjuvante – Javier Bardem e Melhor Roteiro

Indicações: Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor – Joel e Ethan Coen

BAFTA
Ganhou: Melhor Diretor – Joel e Ethan Coen, Melhor Ator Coadjuvante – Javier Bardem e Melhor Fotografia

Indicações: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante – Tommy Lee Jones, Melhor Atriz Coadjuvante – Kelly Macdonald, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Som

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5 Comentários

  1. Pia Torres

    É um fato que os irmãos Coen conseguiram uma adaptação muito fiel, mas com este filme, há um paradoxo na sua construção na relação entre forma e substância que provoca uma aparente parece fita muito simples para o seu enredo, que parece não diz nada e até mesmo a sua história é um pouco confuso, mas não por isso se torna uma obra-prima que gere a linguagem cinematográfica com perfeição. Além do elenco é de luxo, Tommy Lee Jones, Javier Bardem e Kelly Macdonald, que era digno de prêmio SAG por sua grande desepemeño neste filme.

  2. Fernando José Gomes

    Cara, o final altamente frustrante é justamente o calcanhar de Aquiles do filme! É o famoso nadar e morrer na praia. O filme é ótimo até quase o seu fim, quando nos deparamos com um final que parece com essas series mal condensadas que andam por aí, onde faltam partes essenciais que não deveriam ter sido cortadas. Os Coen, com esse final, pretendiam algo que não foi alcançado de fato, deram um tiro no pé (nos pés, no caso).

  3. gil

    Misera de filme. gera uma expectativa enorme e termina horrivel. basta dizer que os bandidos se dao bem e o bom morre com os outros bons. perca de tempo ver essa desgraça. nao é isso que queremos quando dispomos um tempo para um filme.

    • Denis

      Eu já acho o contrário. O filme é excelente pq retrata a vida real. Nada de felizes para sempre, nada de de FInal feliz, nada de expectativa. O filme é totalmente cult e não cabe a qualquer um. Deve-se ter o MINimo de conhecimento, filosofia e sociologia para interpretação. Muita mensagem subliminar que é impossível os ignorantes entender. Excelente filme, só não é bom para os alienados DOs FILMInhos de bilheteria de holiwood.