OS HOMENS SÃO DE MARTE E É PRA LÁ QUE EU VOU (Crítica)

OS HOMENS SAO DE MARTE E E PRA LA QUE EU VOU

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Por Emílio Faustino

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Depois de “Minha mãe é uma peça” chega aos cinemas de todo Brasil uma nova adaptação extraída do teatro: “Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou”. Uma peça de Mônica Martelli, que ficou em cartaz durante 9 anos e levou mais de 2 milhões de pessoas ao teatro.

Confesso que fui conferir o filme só para ver se ele era tão machista quanto o título sugeria, afinal, porque as mulheres precisam ir para Marte?! Porque os homens não podem ir até elas? E para desespero das feminista de plantão o filme vai na contramão das conquistas da mulher contemporânea, apresentando uma personagem que condiciona a sua própria felicidade na busca por encontrar “o homem de sua vida”.

Engraçado mesmo é ler a sinopse da história desenvolvida pela própria equipe do filme, vejam só: “Fernanda (Mônica Martelli), exemplo da mulher do terceiro milênio, é livre em suas escolhas, independente e com dificuldade de encontrar um amor. Ela se envolve com diferentes tipos de homens – do político sedutor ao hippie gringo. E a cada tentativa acredita ter encontrado o amor da sua vida. Ela se joga nas relações sem medo, vive intensamente cada encontro e é muito otimista: sempre acha que vai dar certo”.

Resta saber que exemplo é esse, né? Tudo bem que existem muitas mulheres de meia idade que irão rir e se identificar com este filme, disso eu não tenho dúvida, mas daí a dizer que a protagonista é um exemplo de mulher do terceiro milênio, isso já é forçar um pouquinho a barra…

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A personagem pode até ser independente profissionalmente, mas a sua independência acaba por ai. Porque o filme se resume numa busca incessante da protagonista para encontrar o seu grande amor. É uma espécie de “Comer, rezar e amar”, só que bem menos requintado.

Mas o que mais incomoda nessa história é a submissão da personagem que acaba abrindo mão de sua personalidade para se moldar aos gostos de seus pretendentes. O que vemos em cena é uma personagem sem carisma que na duvida do que fazer, ri de tudo numa tentativa desesperada de ser agradável.

Para se ter uma noção, em uma de suas investidas a personagem chega a abrir mão de sua carreira para viver com o cara que ela acredita ser o homem de sua vida. (Quanta independência, não?)

Mas se ignorar o fator “mulher submissa” e ver o filme desligando o cérebro, pode-se ter bons momentos de risada. A maior parte graças ao personagem Aníbal interpretado por Paulo Gustavo, que na trama desempenha o papel do sócio/amigo gay da protagonista.

É interessante observar que o ator Paulo Gustavo, é o mesmo sempre, esteja ele fazendo o papel da mãe, do amigo gay ou do hetero. As únicas coisas que mudam é a roupa e a caracterização, porque as piadas aceleradas e debochadas são sempre as mesmas. (Mas elas funcionam e isso é o que importa).

A trilha sonora do filme conta com nomes como Marcelo Jeneci, Amy Winehouse e Lulu Santos (esse último mais do que emprestar a voz também contribui com sua participação especial fazendo o papel dele mesmo).

O desfecho da história é pra lá de previsível e clichê, com direito a esta frase de efeito, reflitão: “Consegui a conquista mais importante da minha vida que é o casamento”. PARA TUDO! Sério… Consigo imaginar mulheres do século XVI falando isso, mas a frase foi dita por esse “exemplo da mulher do terceiro milênio”, enfim…

“Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou”, reserva boas risadas, é um filme que deve gerar muita empatia por parte das mulheres encalhadas que acreditam que a felicidade venha somente aos pares. Com uma mensagem pra lá de questionável, mas de uma sinceridade sem precedentes é o tipo de filme que deve agradar o grande público.

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SINOPSE

Ironia. Essa é a definição ideal para a situação de Fernanda (Mônica Martelli), de 39 anos, que trabalha organizando a cerimônia mais importante do imaginário feminino, o casamento, mas é solteira. Forte devota do amor, a produtora lida com os mais diversos tipos de homem e reserva grande parte do seu tempo à procura do par perfeito.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Marcus Baldini” espaco=”br”]Marcus Baldini[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Mônica Martelli e Pedro Aguilera
Título Original: Os Homens São de Marte…E É Para Lá que Eu Vou
Gênero: Comedia
Duração: 1h 46min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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23 Comentários

  1. andre

    Cade a trilha sonora? quais as músicas do filme? que ficha técnica é essa que não diz as músicas???????

    • Kadu Silva

      Olá André. Tudo bem?

      No padrão de crítica do site, não colocamos na ficha técnica detalhes da trilha sonora, até porque muitos filmes não apresentam, já no lançamento, essa informação. Mas como você nos visitou para ter obter esse dado, fui pesquisar e segue abaixo as canções e os interpretes:

      Lulu Santos …………… Canção: “Apenas Mais uma de Amor”
      Tulipa Ruiz …………… Canção: “Apenas Mais uma de Amor”
      Boyan Chowdhury …………… Canção: “Valerie”
      Abi Harding …………… Canção: “Valerie”
      David McCabe (2) …………… Canção: “Valerie”
      Sean Payne (2) …………… Canção: “Valerie”
      Russell Pritchard …………… Canção: “Valerie”
      Amy Winehouse …………… Canção: “Valerie”
      Deborah Harry …………… Canção: “Heart of Glass”
      Chris Stein …………… Canção: “Heart of Glass”
      Blondie …………… Canção: “Heart of Glass”
      Marcelo Jeneci …………… Canção: “Felicidade”

      • Rafaela

        Também estava a procura das musicas! Obrigado 🙂

      • isaac

        ainda falta uma musica romantica cantada por um casal no final do filme

        • tx car insurance quote

          Com certeza! Foi só terminar o filme que eu corri pra pesquisar tuuudo sobre ele, e cai logo no seu blog! É muito bom você ir “googlar” sobre a vida de alguém e encontrar um post mega informado com o seu. Boy George sempre foi e sempre será um ícone, um arraso! ;D

      • jonas

        Qual o nome da música classica que toca no casamento?

  2. Rodrigo

    Baixando Heart of Glass !!!
    Obrigadão

  3. Simone

    Estava louca para saber o nome da música com ares de anos 70 e vi aqui que é Heart of glass, muito legal, obrigada

  4. Pamella

    Também estava procurando a música Heart of Glass e não tinha idéia do nome, achei sensacional a trilha sonora desse filme.
    Obrigada.

  5. Fernando

    Como é o nome da música de forró que toca no filme? Obrigado!

    • Marcia Regina

      O forro é Espumas ao Vento de Flávio Jose

  6. Diovani

    Qual a musica que toca quando eles estao na cabana na bahia. Onde eu baixo as musicas?

  7. junior

    Estava procurando faz tempo a musica heart of glass obrigado!

  8. Jucilene

    Adorei este filme!! o Máximo…
    A musica que me chamou muito a atenção foi aquela com ares de anos 70, pelo que vi aqui se chama heart of glass… vou baixar…quero ouvir/ouvir no cel.
    Valew

  9. Cema

    Porque a classificação é 14 anos?? O.o

  10. Juliana

    Amei o filme e amei a trilha.. <3

  11. Cacilda

    Gostaria muito de saber o nome da musica em violino que toca no inicio do filme, dá a impressão de ser alguma música de Marcos Viana, alguém pode por favor me dizer que música linda é aquela? Obrigada.

  12. Alvaro

    Também tenho curiosidade em saber qual a música que tocava na igreja no momento em que ela foi falar com o noivo, é um clássico conhecido.
    Já vi o filme mais de uma vez. Gostei muito, leve, bom humor e verdadeiro.

    • Jorzete

      Alvaro,
      a música se chama Pachelbel Canon In D Major.

  13. Jorzete

    Gostaria de saber o nome da música ( clássica ) que toca ao fundo na entrada da igreja no casamento e onde o noivo revela que é homossexual.

  14. Julia

    QUal o nome do forro que toca quando vao dançar?