OS INVASORES DE CORPOS (Crítica)

INVASORES DE CORPOS

FICHA TÉCNICA

Título Original: Invasion of the Body Snatchers
Ano de lançamento: 1978
Direção: Philip Kaufman
Roteiro: Jack Finney, W.D. Richter
Elenco: Art Hindle, Brooke Adams, Don Siegel, Donald Sutherland, Jeff Goldblum, Kevin McCarthy, Lelia Goldoni, Leonard Nimoy, Michael Chapman, Philip Kaufman, Robert Duvall, Veronica Cartwright

Sinopse: São Francisco. Um inspetor do serviço de saúde, Matthew Bennell (Donald Sutherland), e uma colega de trabalho, Elizabeth Driscoll (Brooke Adams), começam a reparar que as pessoas à sua volta estão se comportando de forma bem estranha. Gradativamente descobrem que alienígenas com exatamente a mesma aparência estão tomando os lugares dos humanos, quando estes dormem.

Por Jason

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No interessante Invasores de corpos, uma refilmagem do filme de 1956, pessoas próximas de Matthew Bennell (Sutherland) começam a notar alterações de comportamento nas pessoas mais próximas. Elas parecem perder os sentimentos, se comportando como se fossem zumbis. Instala-se então um clima de paranoia na cidade de São Francisco: a mudança de comportamento parece contaminar tudo e Bennell e os amigos não sabem o que está havendo.

Tudo está relacionado a uma invasão alien, que chega à Terra na forma de uma criaturas bizarras gelatinosas, que parasitam inicialmente vegetais, que por sua vez geram flores convidativas e formam o meio pelo qual contaminaram os humanos. A partir daí, elas se reproduzem, copiando os humanos contaminados que nascem dentro de espécies de vagens, para substituir os verdadeiros com essas cópias. O nascimento, aliás, produz ao menos uma das sequências mais grotescas do filme, com os clones de Bennell sendo reproduzidos. As criaturas atacam durante o sono e seu grupo luta com medicamentos para não dormirem.

Uma das melhores sacadas do filme é o fato de que as cópias não possuem sentimentos e trabalham para produzirem outras cópias, descartando os originais. Quando alguém demonstra algum tipo de emoção, os outros se comunicam através de gritos estranhos, para que os humanos normais sejam capturados e passem pelo processo. Impressionante também a cena com o cachorro com rosto humano, que assusta e acaba entregando a presença dos personagens. É bizarro.

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Prejudica o filme a fotografia escura, que faz com que o espectador muitas vezes não entenda o que está se passando na tela. Mas o filme tem momentos bem construídos e uma constante tensão, como o nascimento das cópias de Bennell ou a primeira vítima na casa de banhos. O elenco traz Donald Sutherland, descabelado, um jovem e magro Jeff Goldblum, Leonard Nimoy (o Spock, de Star Trek, como um doutor psiquiatra) e Veronica Cartwright (a Lambert, de Alien) que tem papel importante na trama uma vez que é ela quem descobre o modo de operação das criaturas e uma forma de burlá-las – mas é sacrificada pelo roteiro no final, na última cena, uma vez que comete um erro que não havia cometido até então.

Os problemas do roteiro, aliás, também são outros. No caso da personagem de Veronica, além desse final, a forma como a personagem deduz toda a trama é de uma fragilidade impar (ela parece sempre saber mais do que os outros, se antecipando em tudo, e não há uma justificativa convincente para isso). O personagem de Jeff Goldblum parece entrar e sair sem dizer a que veio – e o personagem é chato, falastrão e sem graça. Melhor proveito tem Leonard Nimoy, como o doutor que acaba traindo o amigo e atraindo o grupo para fazer a transformação.

Nada que reduza a condição merecida de clássico do filme.

É melhor do que a refilmagem protagonizada por Nicole Kidman e Daniel Craig, o horrível Invasores, e dá uma ideia do potencial que a trama tinha se caísse nas mãos de pessoas mais habilidosas e competentes para trabalhar com ela.

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TRAILER

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