PEIXE GRANDE E SUAS HISTÓRIAS MARAVILHOSAS (Crítica)

PEIXE GRANDE E SUAS HISTORIAS MARAVILHOSAS

FICHA TÉCNICA

Título Original: Big Fish
Ano do lançamento: 2004
Produção: EUA
Gênero: Comédia dramática, Aventura
Direção: Tim Burton
Roteiro: John August

Sinopse: Ed Bloom (Albert Finney) é um grande contador de histórias. Quando jovem Ed saiu de sua pequena cidade-natal, no Alabama, para realizar uma volta ao mundo. A diversão predileta de Ed, já velho, é contar sobre as aventuras que viveu neste período, mesclando realidade com fantasia. As histórias fascinam todos que as ouvem, com exceção de Will (Billy Crudup), filho de Ed. Até que Sandra (Jessica Lange), mãe de Will, tenta aproximar pai e filho, o que faz com que Ed enfim tenha que separar a ficção da realidade de suas histórias.

Por Kadu Silva

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Escrever sobre clássico é sempre uma tarefa complicada, ainda mais quando isso vem de Tim Burton, um cineasta acostumado a transformar obras a seu estilo, mas vamos lá.

No filme Peixe Grande, Tim Burton discute de forma lúdica a relação pai e filho e como a inocência sobre algo fabuloso pode nos fazer viver mais felizes, já que tudo parece um sonho.

Essa linda fabula mostra Edward (Albert Finney) um exímio contador de histórias, que por conta-la de forma tão contundente acaba se tornando um verdadeiro mito adorado por quase todos que escutam seus contos, menos seu filho Will (Billy Crudup) que após se tornar adulto perdeu o interesse pelas fantasiosas histórias do seu pai. Em certo momento Will recebe uma ligação dizendo que seu pai está doente, o que acaba aproximando eles novamente, possibilitando assim que ele entenda melhor seu pai e a origem de todas essas histórias maravilhosas.

O roteiro escrito por, John August baseado no livro de Daniel Wallace nos convida a entrar em um mundo particular, onde o que vale é a magia do sonho. Os diálogos e os personagens carismáticos nos envolvem de forma encantadora, já que todo aquele ambiente é pura nostalgia de um mundo dos sonhos, representando nosso olhar particular de quando olhávamos para o alto e todo mundo parecia gigante, onde as nuvens pareciam desenhos e por ai vai…

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Burton muito acostumado a construir um mundo paralelo, pode colocar sua criatividade considerada por muitos, bizarra, a flor da pele, já que as histórias de Ed não tem nenhum caráter real. Seus contos sempre estão buscando algo fantasioso e mágico para que se torne realmente uma história maravilhosa. A direção de arte ajuda a criar todo esse universo com bruxas, gigantes, o ambiente circense, tudo isso no tom poético.

A narrativa do filme é bem cadenciada, mesclando os acontecimentos reais com os flashbacks que fazem parte das histórias de Ed, e essa nuance entre o real e o imaginário, transforma o filme numa aventura magica e repleta de metáforas, sem contar as ironias acidas que Burton sempre costuma imprimir em seus longas.

Como já citei a construção desse mundo imaginário é perfeitamente bem pensada e a equipe de direção de arte sabe muito bem delimitar o lúdico do real. E dentro desse mundo imaginário os vários ambientes são de uma precisão incrível, nos transportando para essa viagem dos sonhos.

O elenco responsável por representar essa linda história se mostra bem inspirado. Todos os atores conseguem compor os carismáticos personagens que dão vida as histórias de forma ótima. Destaque para Albert Finney o contador de histórias Ed que com um seu tom amoroso faz esse pai que só quer tornar a vida do filho sempre mágica e divertida, mesmo depois de adulto.

Apesar de não tão rebuscada e sombria como outras obras de Tim Burton, esse filme Peixe Grande é mais um que mostra o seu poder em impor sua linguagem visual e mesmo assim não tirar a essência sentimental do filme. Filme esse que celebra o amor e o sonho de permanecemos sempre com a inocência dos tempos de criança ativa, nos tornando assim seres muito mais humanos e felizes. É uma obra essencial para quem ama o cinema e principalmente para quem gosta do trabalho de Tim Burton.

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PRÊMIOS

OSCAR
Indicação: Melhor Trilha Sonora

GLOBO DE OURO
Indicações: Melhor Filme, Ator coadjuvante – Albert Finney, Trilha Sonora e canção original – Man of the hour

BAFTA
Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator coadjuvante – Albert Finney, Roteiro adaptado, Maquiagem, desenho de produção e efeitos especiais.

TRAILER

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