PEQUENA GRANDE VIDA (Crítica)

Kadu Silva

Regular

Um dos fatores que faz o cinema ser tão mágico é a possibilidade dele surfar em diversos estilos para passar sua mensagem, do terror a comedia, tudo pode ser usado para transformar um filme de conteúdo crítico, em uma obra revestida de ficção fantástica, é o caso do aclamado Corra! que usa o terror como forma de fazer uma protesto contra o racismo. No Pequena Grande Vida, Alexander Payne (Os Descendentes), usa a mesma ideia, “brincando” com a ficção cientifica para protestar sobre o que pode acontecer com o futuro do planeta.

No filme Paul (Matt Damon) e sua esposa Audrey (Kristen Wiig), resolvem aproveitar um experimento inovador que reduz a pessoa para miniaturas, sem efeito colateral, dessa forma toda as dividas também reduzia, tornando a qualidade de vida de quem se submete, muito melhor. Tal feito foi desenvolvido para que a superpopulação mundial fosse controlada, dessa forma os recursos naturais não sofreriam de escassez.

O roteiro de Payne até metade do filme acerta em não levar a sério a trama, inclusive utilizando de uma trilha sonora bem-humorada para narrar sua história, o problema acontece quando na parte final, o longa entra num melodrama comum e previsível, tornando tudo apenas regular. Inclusive o discurso perde a força com essa mudança de tom, infelizmente!

PEQUENA GRANDE VIDA (Crítica)

Tecnicamente o filme é impecável, os efeitos visuais são de um acabamento primoroso. A tal sociedade de miniaturas humanas inseridas no mundo atual é totalmente crível esteticamente dentro do filme, um fator primordial para tornar o filme ainda mais interessante, o trecho inicial onde vemos a interação com os de estatura normal e todo o processo de diminuição que acontece a quem se submete ao processo, é o melhor de toda a obra.

O elenco em geral todo está excelente, dois destaques positivos chamam atenção: Kristen Wiig (Mãe!) hilária e no tom certo como sempre, mas quem rouba o filme é Hong Chau (Vício Inerente), que vai do drama ao humor de forma muito precisa, sua personagem é puro carisma, o ponto negativo é para repetição do papel de Christoph Waltz (Bastardos Inglórios), triste ver sua limitação ficar a cada novo trabalho mais evidente.

Pequena Grande Vida poderia não se levar a sério e brincar com o tema durante todo seu desenrolar, mas mesmo não fazendo isso, tem lá seu valor.

Pôster de divulgação: PEQUENA GRANDE VIDA

Pôster de divulgação: PEQUENA GRANDE VIDA

SINOPSE

Na cidade de Omaha, as pessoas descobrem a possibilidade de reduzir de tamanho para uma versão minúscula, a fim de terem menos gastos vivendo em pequenas comunidades que se espalham pelo mundo. Um homem (Matt Damon) aceita passar por esse processo.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Alexander Payne” espaco=”br”]Alexander Payne[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Alexander Payne
Título Original: Downsizing
Gênero: Comédia
Duração: 2h 16min
Classificação etária: 12 Anos
Lançamento: 22 de fevereiro de 2018 (Brasil)

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