PEQUENO DICIONÁRIO AMOROSO 2 (Crítica)

Pequeno Dicionario Amoroso 2

4emeio

Por Igor Pinheiro

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A distância temporal entre o primeiro e o segundo Pequeno Dicionário Amoroso torna inevitável a associação com os filmes Antes do Amanhecer e suas sequência, de Richard Linklater (Boyhood). A ligação direta entre os dois longas acaba forçando comparações, que felizmente geram um resultado final bastante positivo, uma vez que o primeiro longa é montado em cima de estereótipos e preconceitos.

O esquema “mulheres são assim, homens são assado” é deixado de lado (AINDA BEM!) e em Pequeno Dicionário Amoroso 2 temos uma visão mais “moderna” do amor. E os pontos positivos, pelo menos para mim, começaram aí, porque começa a corrigir os erros do primeiro filme. Outra coisa que não temos mais é o diálogo direto com o público, quebrando a quarta parede, fator que não me incomodava, mas que realmente não faz falta, mesmo que nos tenha afastado dos personagens de Tony Ramos e Mônica Torres, ambos do longa anterior e não presentes agora.

Além da história de Luíza e Gabriel, que agora vivem como um casal divorciado que se dá bem, temos as histórias de seus filhos de outros casamentos, os dois em idades diferentes e também aprendendo mais sobre o que sentem em relação a outra pessoa.

O roteiro tem algumas falhas de verossimilhança. A maneira sobre como contar para o filho sobre um divórcio e a forma como os personagens conhecem outras pessoas é feita de maneira superficial, deixando tudo acontecer muito rápido.

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Outro ponto que incomoda é a não-importância e evolução de Gabriel na trama. Muito bem interpretado por Daniel Dantas, seu personagem é claramente secundário quando paramos para analisar os conflitos que encontramos na vida de Luiza (Andréa Beltrão).

Os personagens novos acrescentam bons momentos à trama, mas poderiam se melhor aproveitados. Camila Amado interpreta a mãe de Luíza, que insere boas reflexões durante a história, mas acaba no levando a outro filme, Loucas Pra Casar, em que interpreta um personagem parecido. A personagem de Fernanda Vasconcellos, por outro lado, é um dos melhores acertos do filme, apesar de ser deixada de lado por um tempo e não ter um bom desfecho.

Ao contrário do primeiro filme, aqui encontramos uma falta de comprometimento com uma verdade maior sobre o amor. As regras são deixadas de lado e tudo fica muito mais aberto para a interpretação do espectador. Prefiro assim do que todas as normas e números citados no longa de 1996.

Valorizando a amizade e questionando a possibilidade de ser feliz sozinho, Pequeno Dicionário Amoroso 2 funciona como sequência e isoladamente, mostrando que nos preocupamos demais com alguns problemas que o tempo nos faz esquecer completamente.

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SINOPSE

Quinze anos após se separarem, Luíza (Andréa Beltrão) e Gabriel (Daniel Dantas) se reencontram no cemitério, logo após o velório do padrasto dela. Luíza casou-se novamente, com Alex (Marcelo Airoldi), e com ele teve um filho, enquanto que Gabriel teve várias namoradas e hoje vive com Jaqueline (Fernanda Freitas), que é bem mais jovem do que ele. O reencontro faz com que Gabriel visite Luíza na galeria de arte que administra e, impulsionado pelo fato dela estar bem infeliz no casamento, eles logo iniciam um caso. Paralelamente, Alice (Fernanda Vasconcelos), a filha de Gabriel com Bel (Glória Pires), se mete em um complicado triângulo amoroso envolvendo um homem e outra mulher.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Sandra Werneck” espaco=”br”]Sandra Werneck[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Paulo Halm
Título Original: Pequeno Dicionário Amoroso 2
Gênero: Comédia
Duração: 1h 38min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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