PHILOMENA (Crítica)

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Por Emílio Faustino

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Com 4 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e melhor atriz, chega aos cinemas “Philomena”.

Eis aqui mais um filme que mostra o lado B da igreja católica, baseado em uma história real, “Philomena” conta o drama de uma jovem beata que foi separada do filho quando vivia em um convento na Irlanda. Convento este, que além de vender por para a adoção as crianças sem o consentimento das mães, ainda as forçavam a trabalhar em um regime servil, para pagarem sua “dívida” com as freiras que as acolhiam.

Judi Dench que dá vida a protagonista esta ótima no papel e fez por merecer a sua indicação ao Oscar, ainda que tenha poucas chances de ganhar o premio haja vista o trabalho de suas concorrentes Cate Blanchett, Sandra Bullock, Amy Adams e Meryl Streep.

O filme mescla as lembranças de Philomena e sua rotina de exploração no convento, com a busca dela pelo filho 50 anos depois quando já esta na casa dos seus 70 anos.

É isso mesmo minha gente, ela esperou 50 anos para criar coragem e ir atrás do filho, não porque ela não o amava, mas porque vivia angustiada pela culpa incutida pelas freiras que a fizeram acreditar que era um pecado irreparável ter um filho enquanto ainda era beata.

Superado isso e decidida a encontrar seu filho, Philomena vê no jornalista Martin Sixmth (Steve Coogan) a oportunidade de conseguir apoio e um norte em sua busca. Do outro lado dessa moeda, temos Martin Sixmth, um jornalista desempregado, ateu, cínico, que só topa ajudar Philomena pois acredita que sua história pode lhe render um bom livro.

É interessante observar as nuancias dos personagens, embora o jornalista reúna todas as qualidades descritas acima, ele não deixa de ter ética e ser um cara humano e de bom coração. Philomena por sua vez, embora tenha sido explorada e roubada pela Igreja mantém a sua fé inabalada.

São personagens quase antagônicos e é do choque de diferença deles que surgem os diálogos mais inspirados do filme, ela enobrecendo os valores da fé e do perdão e ele defendo a justiça e a verdade.

A trilha sonora composta por Alexandre Desplat (Harry Potter e as Relíquias da Morte) através da presença predominante do piano soma ao filme sensibilidade e ajuda a embalar as cenas da busca do filho desaparecido de Philomena.

É uma trilha agradável que fez por merecer a sua indicação ao Oscar, do tipo de música que a gente pega pra ouvir quando quer ter um momento de paz ou de abstração maior. Boa inclusive para embalar uma boa noite de sono. (Falo isso com experiência de causa).

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O filme em si é bom, do tipo de filme “chorável” que se indica assistir com o lencinho ao alcance das mãos. Mas também não é tuuuudo isso, sua indicação ao Oscar de melhor filme foi um tanto quanto exagerada. A impressão que dá é que colocaram o filme na lista dos indicados porque não tinham outro melhor. (O que definitivamente não é o caso).

Para saber se Philomena encontra ou não o filho, vocês terão que assistir ao filme que já esta em cartaz e embarcar nessa busca junto com a personagem. O que eu posso dizer é que o final do filme garante boas atuações e irá dividir opiniões quanto a postura de Philomena.

Você fica se perguntando o que faria se estivesse no lugar da personagem. Sem dúvida é um filme que vale a pena ser visto, um verdadeiro soco no estomago da igreja católica.

Curiosidades:

Mulher que inspirou filme ‘Philomena’ é recebida pelo Papa Francisco

‘Acredito que o papa se unirá a minha luta’, disse irlandesa após encontro.

Busca por filho entregue à adoção é retratada em filme indicado ao Oscar.

Inspiração para o filme “Philomena”, que narra a história de uma mulher que tenta encontrar o filho arrancado de seus braços por uma instituição católica, a irlandesa Philomena Lee se encontrou nesta quarta-feira (5) com o Papa Francisco, no Vaticano.

Philomena, de 80 anos, participou da audiência de Francisco na praça de São Pedro e, ao final, foi apresentada ao Papa.

Philomena estava acompanhada de Steve Coogan, o ator britânico e co-produtor do filme.

“É uma honra ter encontrado o papa Francisco”, afirmou a mulher, que foi acompanhada também por sua filha.

“Espero que o Papa veja o filme. Ele é um cara legal, isso fará bem pra ele, não?”, brincou Stephen Frears no Festival de Veneza, onde o filme foi muito bem recebido.

Poucos dias depois, o porta-voz do Vaticano disse que “o papa não assiste filmes”.

Fonte: G1

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SINOPSE

Irlanda, 1952. Philomena Lee (Judi Dench) é uma jovem que tem um filho recém-nascido quando é mandada para um convento. Sem poder levar a criança, ela o dá para adoção. A criança é adotada por um casal americano e some no mundo. Após sair do convento, Philomena começa uma busca pelo seu filho, junto com a ajuda de Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista de temperamento forte. Ao viajar para os Estados Unidos, eles descobrem informações incríveis sobre a vida do filho de Philomena e criam um intenso laço de afetividade entre os dois.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Martin Sixsmith e Steve Coogan
Título Original: Philomena
Gênero: Drama
Duração: 1h 38min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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