PLANETA DOS MACACOS (Crítica)

PLANETA DOS MACACOS

FICHA TÉCNICA

Título Original: Planet of the Apes
Ano do lançamento: 2001
Produção: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Drama, Ficção Científica
Direção: Tim Burton
Roteiro: Chris Columbus e Sam Hamm

Sinopse: Após sofrer um acidente na espaçonave em que estava, Leo Davidson (Mark Wahlberg) chega a um planeta estranho e primitivo, onde os humanos migalham por sua subsistência, são caçados e escravizados por primatas tiranos, que formam o poder local. Sem concordar com a opressão imposta à raça humana, Leo logo se torna uma séria ameaça ao status quo local e dá início a uma revolução social no planeta.

Por Kadu Silva

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Em 1993 o estúdio Fox mostrou interesse em refilmar o clássico O Planeta dos Macacos de 1968. A ideia inicial é que a direção ficasse a cargo de Oliver Stone, antes mesmo que o roteiro começasse a ser desenvolvido o ator Arnold Schwarzenegger se mostrou interessado em participar do projeto, fato que fez Stone abandonar a direção. Schwarzenegger continua no projeto e aprovou a escolha de Phillip Noyce para direção, mas ele não aceitou a proposta porque já estava envolvido com outro longa-metragem. Após isso a Fox buscou vários diretores entre eles teve James Cameron, mas não fechou com ninguém os roteiristas Chris Columbus e Sam Hamm já estavam reescrevendo o roteiro do longa quando em 2000 Tim Burton foi oficializado como diretor.

Só por essa introdução vemos que o projeto foi todo feito e pensado pelo estúdio, possivelmente Tim Burton aceitou a proposta pelo dinheiro envolvido, mas pelo que vemos no resultado final não teve liberdade criativa, é um dos seus poucos filmes em que não é possível identificar de cara que se trata de uma obra do cineasta, apenas o conteúdo que carrega grande crítica social lembra seus autorais longas.

A trama é bem conhecida, Leo Davidson (Mark Wahlberg) sofre um acidente no espaço aéreo e acaba caindo num planeta desconhecido e bem primitivo, onde humanos são escravizados por primatas tiranos com hábitos bem parecidos com os dos humanos. Leo se sentindo oprimido pelo regime imposto, logo se junto de outros humanos e dão inicio a uma revolução para libertar o planeta de tal regime.

O roteiro teve pouca influencia de Burton, já que ele entrou no projeto com ele já em andamento, mas mesmo assim é possível perceber que o diretor buscou introduzir alguns conceitos que ele acredita e que marcaram seus longas em todo sua cinebiografia.

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Um dos conceitos importante do longa e que acabe nessa identificação com as obras de Tim Burton é a inversão de valores, evidenciando o quanto o ser humano pode ser cruel com o diferente. O tom irônico do texto do filme fica a todo o momento ressaltando esse lado cruel e “desumano” da raça super sobre a inferior. Obvio que aqui é do humano diante do animal, mas se encaixa em várias outras situações cotidianas que vivemos.

Apesar do longa não ter sido bem aceito pela crítica até pelo fato de todos estarem esperando algo mais Tim Burton, o filme tem seus mérito e mostra que o diretor também sabe fazer filme que é puro entretenimento, e isso fica claro pela narrativa em tom mais acelerado, mostrando que o importante ali são os efeitos e o clímax final para segurar o público, o experimental ou o criativo não faziam parte do pacote.

Entre os grandes destaques técnicos podemos ressaltar a boa direção de arte, mostrando um ambiente cibernético muito moderno e tão bom quanto o ambiente do planeta primitivo. Além disso, tem os figurinos e principalmente a maquiagem maravilhosa, imprimindo no rosto dos primatas expressões perfeitas.

A computação gráfica e os efeitos visuais são dois outros momentos de grande inspiração do longa, além é claro de alguns dos atores do grande elenco do filme, entre eles vale ressaltar o grande trabalho de Tim Roth que faz o primata Thade que comanda o exercito local, seu trabalho corporal e sua própria atuação do arrogante e destemido soldado é perfeitamente bem realizado.

O filme ainda apresenta uma participação especial muito interessante, o ator Charlton Heston que fez o papel que ficou a cargo de Mark Wahlberg nessa refilmagem aparece na pele do macaco velho e sábio e que é o pai de Thade, uma pequena ponta, mas que fez a alegria dos fãs mais antigos.

Ou seja, é um filme que foi feito para entreter e nada mais, e isso, Tim Burton apresenta com classe. Uma pena que para os fãs mais íntimos esse projeto parece um estranho no ninho, mas a indústria de Hollywood às vezes leva certos diretores a aceitar algo assim.

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PRÊMIOS

BAFTA
Indicações: Melhor Montagem e Melhor Figurino

MTV MOVIE AWARDS
Indicação: Melhor Vilão – Tim Roth

FRAMBOESA DE OURO
Ganhou: Pior Remake ou Sequência, Pior Atriz Coadjuvante – Estella Warren e Pior Ator Coadjuvante – Charlton Heston

TRAILER

3estrelas

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