PREFONTAINE: UM NOME SEM LIMITES (Crítica)

PREFONTAINE UM NOME SEM LIMITES

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FICHA TÉCNICA

Título Original: Prefontaine
Ano do lançamento: 1997
Produção: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Steve James
Roteiro: Eugene Corr e Steve James

Sinopse: Cinebiografia de Steve Prefontaine (Jared Leto), polêmico corredor que, na década de 70, participou das Olimpíadas. Dedicado, sempre treinou para ser o melhor, mas sua personalidade impetuosa sempre o impediu de atingir o sucesso pleno no esporte.

Por Jason

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O drama esportivo Prefontaine traz a história de Steve Prefontaine, um jovem que tinha o sonho de correr e ganhar o ouro nas Olimpíadas de Monique e trabalhou duramente para conseguir realizá-lo, se transformando num dos maiores e mais trágicos corredores olímpicos dos EUA. Desde pequeno, Prefontaine precisava enfrentar suas próprias limitações. Era sempre pequeno demais para as atividades esportivas, como futebol americano, e tinha uma perna maior que a outra. O pai era carpinteiro e achava que o filho sonhava demais. Ainda jovem, convidado por uma universidade – os EUA investem em esportistas através dos campus universitários – Prefontaine se destacou nas categorias universitárias, e espantava a todos com a sua determinação.

Fontaine se tornou recordista americano em corridas de média e longa distância numa ascensão meteórica. Em uma delas, por exemplo, ele correu com o pé cortado e dez pontos, sangrando, vitimado por um acidente numa piscina, para a vitória. Ganhou medalha de ouro nos jogos pan-americanos de Cali, em 1971, na corrida dos 5000 metros e se preparava para correr pela delegação americana para os jogos olímpicos de Monique, em 1972. Fontaine correu aos 21 anos na prova, mas a delegação americana foi atropelada pela concorrência e o corredor, embora tenha liderado a primeira volta, acabou em quarto lugar. Fontaine não aceitou a derrota e se preparava então para a outra Olimpíada, a de 1976, conquistando todos os recordes americanos até 1975, quando um acidente de carro mataria para sempre o corredor e os seus sonhos.

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O filme, que custou 8 milhões mas fracassou em bilheterias, traz Lee Ermey como o treinador linha dura, Bill Bowerman, que fazia sapatos temporários para que ele corresse – Bill se tornaria um dos fundadores da NIKE – e que se acha culpado pelo desempenho ruim de Fontaine nas Olimpíadas. Traz ainda Jared Leto em uma caracterização apenas regular como Prefontaine, além de recriar rapidamente sequências que abalaram o mundo, como a dos atentados a vila olímpica de Munique, quando um grupo de terroristas palestinos invadiram o local, mataram dois esportistas a sangue frio. Depois de negociações turbulentas, as tentativas de libertação foram um fiasco e acabaram com quinze mortos. Para completar, aquela foi a pior atuação americanas nas provas.

Prefontaine é cinebiografia óbvia e simples, que falha miseravelmente ao misturar sequências reais com filmadas. Não chega a ter duas horas, mas a sensação é a de que tem mais. O drama do corredor não é sentido em nenhum momento – tudo avança muito rapidamente, incluindo histórias envolvendo namoradas, a família, o desafio com o comitê nacional americano do esporte, a vida pós olimpíadas, morando num trailer e trabalhando num bar etc, até a própria morte dele, que chega de uma forma sem peso dramático. Dito isso, é o personagem grandalhão Mac Wilkins que parece merecer até um filme sobre ele, já que se tornaria vencedor Olímpico em Montreal em 1976 e recordista na modalidade, competindo até 1988. O elenco de suporte não ajuda muito e o filme é atrapalhado pelos momentos de clicheria e por uma trilha sonora que não conversa com ele. Vale, contudo, para quem curte dramas esportivos e deseja conhecer um pouco mais sobre essa já lendária figura do esporte.

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TRAILER

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