QUANDO EU ERA VIVO (Crítica)

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Por Emílio Faustino

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Antes de mais nada: não se enganem com o trailer de “Quando eu era vivo”, ou com a forma como ele esta sendo vendido. O filme esta longe de ser considerado um terror ou de causar qualquer tipo de susto ou medo no telespectador. E não, não se trata de um cara que morreu e voltou como o título sugere.

Digo isso apenas para evitar maiores frustrações, mas também há de se valorizar a coragem de se fazer um filme do gênero suspense aqui no Brasil, tendo em vista que o público está acostumado a consumir apenas comédias românticas.

Estrelado por nomes como Sandy Leah e Antônio Fagundes, “Quando eu era vivo” é um longa que mostra uma complexa relação familiar e a impossibilidade de recuperar o passado. O filme é baseado no livro “A Arte de Produzir Efeito Sem Causa”, de Lourenço Mutarelli.

Dirigido por Marco Druta, trata-se de um suspense que almeja ser um terror psicológico, aos moldes de filmes como o renomado “O Ilumidado” de Stanley Kubrick. Mas que na prática, consegue causar apenas estranheza por conta de seu enredo subjetivo que embora de pistas de uma força sobrenatural, não se afirma neste sentido em momento algum. O filme caminha entre a linha tênue da loucura e do misticismo.

Com um começo monótono e pouco envolvente a trama se desenrola em torno de um filho de meia idade que volta a casa do pai, após ficar desempregado, desmotivado e sem maiores pretensões na vida a não ser resgatar as lembranças de sua infância. Quanto mais o personagem mexe nas coisas do passado, mais o filme toma ares de suspense, mas até chegar ai é preciso tomar cuidado para não pescar algumas vezes, devido ao ritmo lento, quase arrastado do filme.

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A cantora Sandy Leah que deve atrair grande público por conta de seu nome e seus fãs, faz um papel menor que não é muito distante da Sandy que estamos acostumados a ver na TV. Ela dá vida a Bruna, uma personagem boazinha que mora de aluguel na casa do pai do protagonista e estuda música. A música por sua vez, tem papel decisivo no filme e é a chave que irá desencadear uma série de acontecimentos na trama.

O filme não goza de boas interpretações e caminha mais para o trash do que para o sofisticado. Alguns elementos de cena chamam a atenção de forma positiva, destaque para o boneco do “Fofão” que aterrorizou a infância de muita gente com as lendas urbanas que diziam que dentro de cada boneco do fofão havia uma faca dentro.

De modo geral, o filme não agrada, é confuso e tem um desfecho pouco elucidativo. É o tipo de filme que te deixa cheio de perguntas e pouco se compromete em respondê-las. Algumas cenas no filme ficaram despropositadas, como a cena em que o pai vai fazer a barba do filho com a navalha e tem que sair para atender alguém que batia a porta. Na sequência o filho esconde a navalha dando a ideia de que a navalha será usada em algum contexto sanguinolento, porém a navalha nunca mais é retomada na história.

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Quando eu era vivo” foi rodado em São Paulo em apenas 18 dias e tem sua estreia nacional no cinema marcada para esta sexta, dia 31 de janeiro.

SINOPSE

Júnior (Marat Descartes) volta a morar com a família depois que perdeu o emprego e se separou da esposa. Ao chegar na casa que um dia já fora seu lar, ele se sente um estranho e passa seus dias no sofá do velho Sênior (Antônio Fagundes) remoendo a separação, o desemprego e sonhando com a jovem inquilina Bruna (Sandy). Após achar alguns objetos que pertenciam à sua mãe, Júnior passa a querer saber tudo sobre a história da família e desenvolve uma estranha obsessão pelo passado, passando a confundir delírio e realidade.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Marco Dutra” espaco=”br”]Marco Dutra[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Gabriela Amaral Almeida e Marco Dutra
Título Original: Quando Eu Era Vivo
Gênero: Terror
Duração: 1h 25min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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5 Comentários

  1. Junior

    Finalmente encontrei um comentário que bate com o filme que assisti. Achava que estava ficando louco, pois em outros sites, como Adoro Cinema, que só elogia o filme, fiquei pensando: não é o mesmo filme que assisti, “não bate”. Agora sim, esse comentário tem tudo a ver com o filme. Parabéns!

  2. Phaola

    Quando li o titulo do filme fui procurar mais informações, daí me deparei com a foto da Sandy “””assustada””” e desisti, acho que vou ler o livro, acho que a história deve ser bem interessante e mais intrigante. Valeu pela crítica!!

  3. Alex

    REalmente, essa é a única crítica que li que realmente corresponde ao péssimo filme que assisti. filme confuso, atuações péssimas (exceto fagundes que salva um pouco do filme)