SCARFACE (Crítica)

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4emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: Scarface
Ano do lançamento: 1983
Produção: EUA
Gênero: Drama, Thriller
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Oliver Stone

Sinopse: Um criminoso cubano exilado (Al Pacino) vai para Miami e em pouco tempo está trabalhando para um chefão das drogas. Sua ascensão na quadrilha é meteórica, mas quando ele começa a sentir interesse na amante do chefe (Michelle Pfeiffer) este manda matá-lo. No entanto ele escapa do atentado, mata o mandante do crime, fica com a amante dele – mas simultaneamente sente desejos incestuosos por sua irmã (Mary Elizabeth Mastrantonio) – e assume o controle da quadrilha. Em pouco tempo ele ganha mais dinheiro do que jamais sonhou. No entanto ele está na mira dos agentes federais, que o pegam quando ele está “trocando” dinheiro. Mas seu problema pode ser resolvido se ele fizer um “serviço” em Nova York para um grande traficante e pessoas influentes, que podem manipular o poder para ajudá-lo. Porém, a missão toma um rumo inesperado quando, para concretizá-la, ele precisa matar crianças.

Por Jason

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Scarface, de De Palma, é uma refilmagem do filme Scarface – A Vergonha de uma Nação, do diretor Howard Hawks, de 1932. O roteirista Oliver Stone não apenas colocou o enredo nos anos 80, como também transferiu o ambiente da história de Chicago para Miami. Al Pacino é Tony Montana, um imigrante cubano que ao ser despachado para os EUA, começa como lavador de pratos em uma lanchonete antes de voltar ao crime.

No começo, o trabalho de Tony é pequeno – ele recebe uma quantia em dinheiro para negociar drogas com colombianos e quase acaba picotado por uma serra elétrica como seu companheiro. Tony se apaixona pela mulher do chefe, Elvira – a estonteante Michelle Pfeiffer – ao passo que ambiciona mais dinheiro, mais poder, mais luxo, e um modo de vida que nunca teve. Tony quer chegar ao topo da industria do tráfico. Em paralelo a isso é desprezado pela mãe, uma costureira humilde, que não quer o dinheiro sujo dele. A irmã, cabeleireira, sonha em fazer uma faculdade de esteticista. Ele trai o chefão Frank, se aliando a outro, o barão da cocaína Alejandro Sosa, mas após matar Frank, sua vida começa a ruir.

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Quando o dinheiro começa a entrar na conta de Tony, a Receita Federal começa a cair em cima por causa das fortunas não declaradas e sem impostos retidos. Paralelo a isso, Tony se torna consumidor compulsivo de cocaína. A relação com Elvira é péssima, fadada ao fracasso desde o começo. O traficante é pego por uma operação da polícia. De Palma e Stone, com cinismo, criticam a forma como a nação americana se sustenta – com base na podridão e escória humana jogada na sociedade. Condenam o estilo de vida dos endinheirados (a certo momento, o próprio Tony discute em uma mesa de restaurante o estilo de vida vazio que leva, ao que Elvira responde que a vida deles é um desastre) e investigam um câncer na sociedade norte-americana – o narcotráfico e a violência que dele enraíza.

O engomado parceiro, desde o começo fiel a Tony, é morto por ele porque se envolve com a irmã, que a esta altura já está contaminada pelo estilo de vida de luxo e poder dos ricos traficantes. Tudo caminha para o final trágico, que envolve uma invasão de um exército de assassinos à mansão de Tony para executá-lo – e o filme ganha ares de filme B com direito a escadaria (De Palma adora uma em seus filmes); um exterminador de óculos escuros (à noite) e escopeta nas mãos matando o chefão do crime.

Todos os personagens são interessantes, se destacando Tony e Elvira (Michele é engessada porque o roteiro não dá brecha para ela). A direção de De Palma é excelente, cenários, figurinos, fotografia, são coisas que funcionam muito bem – o filme é visualmente bonito e colorido. É também violento – tiros, sangue, mortes, é quase tudo cru. Mas em termos de atuação é Mary Elizabeth Mastrontonio -, como a irmã de Tony e com uma cabeleira trash, virando uma peneira ao final do filme depois de ser metralhada -, e o comparsa de Tony, Steven Bauer, que formam a parte fraca do time. A trilha sonora é datada e o filme é longo – são quase três horas de duração – pincelados por alguns efeitos especiais risíveis da época.

O título de clássico, porém, é merecido.

É De Palma no auge.

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PRÊMIOS

GLOBO DE OURO
Indicações: Melhor Ator – Drama – Al Pacino, Melhor Ator Coadjuvante – Steven Bauer e Melhor Trilha Sonora

TRAILER

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3 Comentários

  1. Bruno

    Filme Excelente, nota maxima.

  2. Luiz Gonzaga

    esse não é o auge de palma. ele ganhou o premio framboesa de ouro como pior diretor por esse filme!