SELMA – UMA LUTA PELA IGUALDADE (Crítica)

SELMA

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Por Carlos Pedroso

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Antes de ver Selma fiz questão de conferir os outros dois longas dirigidos por Ava DuVernay, até pra ter uma referência pro filme. É importante ressaltar que mesmo Selma sendo um veículo essencialmente político, existe nas camadas do filme (eu falo camadas porque a visão de DuVernay é bastante particular e simbólica pra se entender todo o contexto dele) uma incrível noção do que Martin Luther King representa para os negros (sim, os negros).

Quase um grito de clamor, já que DuVernay pensa seu filme bem mais como um catalisador de uma vertente artística (no caso, o Cinema) para o que se sucedeu no ano passado nos Estados Unidos, Selma encontra no poder de dialogar sobre racismo e direitos civis com a persona de Martin Luther King um essencial registro de resgate de contracultura que todo e qualquer debate sobre o tema tenha a oferecer. E por ser uma versão completamente oposta do Spike Lee, por exemplo, é que Ava DuVernay tem total controle de como introduzir ao espectador cada informação necessária para compreender a grandeza daquela luta dos anos 60, e como ela ainda perpetua na rotina de cada cidadão negro do século XXI, sem que sua visão se dissipe no caminho.

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DuVernay e sua brutal sensibilidade para redigir sobre temas sociais, vê em Selma um retrato simbólico (e o fato do filme ter sido completamente esnobado pela Academia também se encaixa aqui) sobre como o diferencial de um ato político se relaciona com o que ele representa para um determinado grupo de pessoas. Não é a toa, aliás, que no filme o mito de Luther King é explorado pelo confronto entre sua vida pública e sua vida pessoal. Ademais, Selma é poderoso por excelência, tanto porque cada membro do elenco sente (literalmente) na pele o que aquela luta significou e continua significando (e a atuação do David Oyelowo é um dos pontos altos pra entender esse sentimento), como porque é um Cinema que sabe dialogar com seu público sem nunca subestimá-lo.

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SINOPSE

Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Ava DuVernay” espaco=”br”]Ava DuVernay[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Ava DuVernay e Paul Webb
Título Original: Selma
Gênero: Drama
Duração: 2h 2min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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