SILKWOOD – O RETRATO DE UMA CORAGEM (Crítica)

SILKWOOD - O RETRATO DE UMA CORAGEM

4emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: Silkwood
Ano do lançamento: 1983
Produção: EUA
Gênero: Drama
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Alice Arlen e Nora Ephron

Sinopse: Karen Silkwood (Meryl Streep) é uma dona de casa normal como qualquer outra, com seus filhos e dramas pessoais, e trabalha como metalúrgica em uma fábrica de peças para uma usina atômica. Ela vê que vários casos de abuso aos trabalhadores acontecem no local de trabalho, e então ela resolve denunciar. O que ela não esperava é que a usina atômica e o governo fossem ter a reação de querer esconder o que estava acontecendo. De uma simples funcionária até uma líder sindical, Karen sentirá que está com a vida ameaçada depois de tantas descobertas.

Por Jason

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Baseado em uma história real, Silkwood o retrato de uma coragem traz Meryl Streep em mais uma de suas excelentes interpretações, na pele de Karen Silkwood, que trabalha em uma fábrica de componentes nucleares. Karen tem uma vida desajustada, com três filhos que moram distantes com o pai das crianças, com o qual se quer se casou e que está de mudança para mais longe. Ela divide a pequena e velha casa com a melhor amiga Dolly (Cher) e com seu namorado Drew (Kurt Russell).

Karen é popular no trabalho, é ajudada por uma amiga durante um fim de semana para que possa ver os filhos. A fábrica explora os funcionários em horas extras por mais de doze horas por dia. Uma noite, Karen presencia um acontecimento estranho envolvendo um caminhão contaminado por radiação. Ao ver uma amiga ser contaminada pouco tempo depois e depois ser vítima de descaso pela falta de segurança da fábrica, Karen começa a se mexer atrás dos seus direitos e cobrar do sindicato uma posição em relação a segurança do trabalho e a saúde dos funcionários da fábrica. Ela precisa, no entanto, de provas contra a empresa. Em uma reunião secreta, ela denuncia a fábrica que poderá contaminar mais de dois milhões de pessoas se ninguém tomar alguma atitude para punir e interromper os seus métodos de trabalho.

O sindicato tenta explicar aos funcionários o tamanho do problema, mas o próprio sindicato é a imagem de uma estrutura relapsa, que não fiscaliza as industrias e não cobra uma posição de proteção ao funcionário. O plutônio é altamente contagioso e um grão dele pode matar uma pessoa de câncer se uma vez inalado, mas os funcionários são incapazes de perceber no que estão trabalhando e no risco que correm já que não possuem instruções adequadas (nem a empresa se encarrega de explicar sobre o perigo). Paralelo a isso, a vida pessoal de Karen começa a ruir com seu relacionamento amoroso e suas amizades e a empresa passa a persegui-la, fazendo pressão psicológica e emocional para que ela desista, plantando provas contra ela.

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Se Meryl exibe a eterna segurança e a capacidade de se transmutar em um personagem e desaparecer dentro dele, quem surpreende no filme é mesmo Cher (quando ainda era humana). Em sua segunda incursão como atriz na década de 80 (os últimos trabalhos eram da década de 60), Cher ganhou o Globo de Ouro de Melhor atriz coadjuvante e Indicação ao Oscar na mesma categoria com o filme, onde faz o papel de Dolly, uma personagem que se revela lésbica, em uma cena no mínimo hilária, se envolve com uma mulher separada e a leva para morar com ela, mas é abandonada em seguida. Para Kurt Russell, na tentativa de se destacar como ator dramático, não sobra muita coisa nem espaço mas, embora seja canastra, Kurt não compromete o desenvolvimento da trama. O filme ainda tem Ron Silver e Craig T Nelson (de Poltergeist) em papeis menores e sem destaque.

Como neste tipo de filme, a montagem precisa ser eficiente o bastante para manter o interesse do espectador. Silkwood peca por não ter dinamismo. Demora a passar e se amarra principalmente na terceira parte. O final do filme parece inconclusivo – e, na vida real, é – e resume de maneira um tanto insatisfatória o ocorrido com Karen. A vida, para ela, teria um fim trágico em circunstâncias nunca esclarecidas. A luta dela, ao menos, não foi em vão.

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PRÊMIOS

OSCAR
Indicações: Melhor atriz – Meryl Streep, Melhor atriz coadjuvante – Cher, Melhor diretor, Melhor edição e Melhor roteiro original

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Atriz Coadjuvante – Cher
Indicações: Melhor diretor, Melhor filme – Drama, Melhor ator coadjuvante – Kurt Russell e Melhor atriz – Drama – Meryl Streep

BAFTA
Indicações: Melhor atriz – Meryl Streep e Melhor atriz coadjuvante – Cher

TRAILER

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