STAR TREK – SEM FRONTEIRAS (Crítica)

Kadu Silva

Uma homenagem (emocionante) para os fãs

Em 2016 Star Trek completa 50 anos de franquia, são anos de altos e baixos na TV e no cinema, mas sempre com uma legião de fãs acompanhando as aventuras intergaláctica de Kirk, Spock e companhia. Nesse mesmo ano chega aos cinemas a terceira parte da revolucionaria releitura de J.J. Abrams para Jornada nas Estrelas, uma produção que é acima de tudo uma grande homenagem ao legado da franquia.

No filme Kirk (Chris Pine) e a tripulação da Enterprise estão em busca de novos povos como de costume, quando recebem um pedido de socorre e acabam caindo numa armadilha arquitetada pelo vilão Krall (Idris Elba), nisso o capitão tem junto de seus comandados que abandonar a nave, já que ela está sendo destruída pelo ataque dos inimigos, o que os leva a cair num planeta desconhecido.

O roteiro do ator Simon Pegg, o Scott do filme é construído pelos diálogos inteligentes e bem humorados. Pegg tira boa parte da aventura do espaço e assim desenvolve a trama em que todos os personagens possam brilhar, e como já foi citado, utiliza o cacho dos 50 anos para relembrar grandes momentos da franquia, que felizmente entram na trama de forma orgânica, não aparecem apenas para criar um saudosismo apelativo.

O diretor Justin Lin (franquia Velozes e Furiosos) sabe usar seu timing de aventura e ação para criar cenas de ação alucinantes, destaque para uma em que ele usa a música Sabotage, da banda Beastie Boys para um dos momentos mais genais do cinema em 2016 (alucinante!).

Star Trek é conhecida por uma franquia que sempre foi aberta a diversidade e nesse filme tal fator não foi esquecido, o personagem Sulu (John Cho), é revelado gay, essa é mais uma homenagem, já que o ator George Takei, que a muitos anos viveu o personagem, se revelou recentemente gay, o interessante que isso acontece de forma natural sem querer forçar ao espectador a “engolir” tal “novidade” inesperada por muitos. Ainda nesse sentido o filme tem espaço para o feminismo na figura da personagem Jaylah (Sofia Boutella), ela se torna porta-voz da força e independência das mulheres num ambiente ainda dominado por homens.

O elenco está excelente o grande destaque é novamente Zachary Quinto que faz o Spock, sua construção quase robótica, que nesse filme se mostra mais sentimental é incrível, como já foi citada Sofia Boutella também se destaque mesmo diante de vários personagens tão fortes e já conhecidos do público, não se pode ainda deixar de citar o vilão exuberante e assustador de Idris Elba, uma pena que somente em um pequeno momento do filme conseguimos vê-lo sem a pesada maquiagem.

Além de tudo isso vale mencionar os efeitos visuais deslumbrantes, ainda que em alguns momentos seja possível notar o uso do CGI, uma forte e marcante trilha sonora, a edição ágil, fotografia adequada, maquiagem bem realizada, todos elementos que auxiliam para a grandiosidade do longa-metragem.

Star Trek – Sem Fronteiras é um filme empolgante, bem escrito, divertido e acima de tudo fiel a franquia que tem tantos apaixonados fãs, ou seja um dos melhores filmes do ano até o momento.

STAR TREK  SEM FRONTEIRAS

SINOPSE

Após sofrerem com a ira de John Harrison (Benedict Cumberbatch), Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Uhura (Zoe Saldana), McCoy (Karl Urban), Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon Pegg) retornam à Enterprise para uma nova e difícil aventura intergaláctica.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Justin Lin” espaco=”br”]Justin Lin[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Simon Pegg
Título Original: Star Trek Beyond
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Cientifica
Duração: 2h 3min
Classificação etária: 12 Anos
Lançamento: 1 de setembro de 2016 (Brasil)

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