SWEENEY TODD: O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET (Crítica)

SWEENEY TODD

FICHA TÉCNICA

Título Original: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
Ano do lançamento: 2008
Produção: EUA e Inglaterra
Gênero: Musical
Direção: Tim Burton
Roteiro: Christopher Bond, Hugh Wheeler e John Logan

Sinopse: Em um vilarejo europeu do século XIX vive Victor Van Dorst (Johnny Depp), um jovem que está prestes a se casar com Victoria Everglot (Emily Watson). Porém acidentalmente Victor se casa com a Noiva-Cadáver (Helena Bonham Carter), que o leva para conhecer a Terra dos Mortos. Desejando desfazer o ocorrido para poder enfim se casar com Victoria, aos poucos Victor percebe que a Terra dos Mortos é bem mais animada do que o meio vitoriano em que nasceu e cresceu.

Por Silas Mendes

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Sombrio.

Sem duvidas o filme mais dramático de Tim Burton, “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”, possui diversos elementos muito bem guiados e um tom diferente de outras obras de Tim Burton.

Johnny Depp dá vida ao ferido e rancoroso Sweeney Todd, barbeiro que vivia com sua esposa e filha em Londres, felizes e em paz, até que a inveja de um poderoso juiz destrói essa família. Sweeney é afastado de sua esposa. Sua esposa desaparece. Sua filha se torna afilhada do juiz.

De volta a Londres. O obscuro Sweeney Todd decide se vingar. Decide ir atrás do juiz e lhe tomar de volta o que é dele. No caminho conhece Mrs. Lovett (Helena Bohnam Carter), uma cozinheira que prepara as piores tortas de Londres e o jovem Anthony (Jamie Campbell Bower) com quem chega a cidade em um návio e que em breve se apaixonará por Johanna (Jayne Wisener) afilhada do juiz e filha de Todd.

Um ponto interessante da obra é como cada personagem é seguro em seu “tom” próprio. Sweeney não se torna um homem apaixonado, ele está ali pela vingança. Mrs. Lovett não se torna uma mulher “má” ou violenta, ela continua a esperta apaixonada. O juiz não possuí nenhum traço de bondade. Essa mescla de tons e personagens, talvez seja um bom exemplo do que é a obra.

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Uma bela mistura de horror, humor e drama, que cria uma obra com um tom quase único que viaja numa mesma escala. Nada é só obscuridade, ainda há espaço para uma história de amor. Nada é só drama, ainda há espaço para um humor “ácido”. Nada é só graça, ainda há espaço para o drama de um homem em busca de vingança.

O elenco está ótimo. Johnny Depp encarna muito bem a sede de Sweeney enquanto Helena B. Carter é uma adorável e ao mesmo tempo estranha Mrs. Lovett. Alan Rickman (Professor Snape de Harry Potter) faz muito bem o papel do sádico juiz.

Além do ótimo equilíbrio de tons, o musical também se destaca por seus figurinos, cenários e pela linda fotografia, trabalhos de Colleen Atwood (Chicago), Francesca Lo Schiavo (Hugo) e Dariusz Wolski (Prometheus) respectivamente.

Sem negar o seu estilo próprio, Tim Burton cria uma obra que guia muito bem diversos elementos sem deixar a mão pesar. Sweeney Todd é dramático, violento, doce e sombrio. Um musical sombrio e interessante.

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou : Melhor Direção de Arte

Indicações: Melhor Ator – Johnny Depp e Melhor Figurino

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Filme – Comédia/Musical e Melhor Ator – Comédia/Musical – Johnny Depp

Indicações: Melhor Diretor – Tim Burton e Melhor Atriz – Comédia/Musical – Helena Bonham Carter

BAFTA
Indicações: Melhor Figurino e Melhor Maquiagem

TRAILER

4estrelas

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