THE LAST DAYS ON MARS (Crítica)

THE LAST DAYS ON MARS

1estrela

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Last Days on Mars
Ano do lançamento: 2013
Produção: Reino Unido da Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e EUA
Gênero: Ficção Cientifica
Direção: Ruairi Robinson
Roteiro: Clive Dawson e Sydney J. Bounds

Sinopse: Missão espacial descobre evidências microscópicas de vida no seu último dia em Marte. Os dois astronautas da expedição decidem usar suas últimas horas no planeta para buscar mais provas de vida em uma região chamada Site 9. Durante a escavação, uma tragédia acontece e um dos astronautas é tomado pela estranha forma de vida marciana.

Por Jason

THE LAST DAYS ON MARS03

Marte já foi estrela de muitas ficções no cinema, algumas excelentes, como Guerra dos Mundos (1953), ou O vingador do futuro (1990). Mas a maior parte delas, contudo, é feita de filmes ruins (do ET chorão de Missão Marte, da ficção fracassada John Carter, de Val Kilmer no horrível O planeta vermelho, passando por outras como os péssimos Doom e Fantasmas de Marte…), uma prova de que o pobre e desolado planeta sofre com péssimos roteiristas. Aqui a situação não é diferente.

Metralhado pela crítica e rejeitado pelo público que o transformou num fracasso total, The last days on mars começa até de maneira interessante, mesmo trazendo o planeta vermelho como pano de fundo para uma trama insossa, mal elaborada e sem atores muito conhecidos do público como atrativo. O elenco é bom e traz, além de Liev Schreiber (o Dentes de Sabre, de Wolverine) no papel principal, a competente Olivia Williams e o ótimo e subestimado Elias Koteas.

Filmado em locações desertas, com pequenas inserções de efeitos especiais – parece mais caro do que realmente é -, traz um grupo de astronautas e estudiosos que se prepara para deixar Marte depois de uma temporada de colonização e pesquisa. Antes de conseguirem realizar o desejo de vazar dali, a equipe descobre que um deles, Marko, está trabalhando em uma análise de uma forma de vida bacteriana misteriosa. É óbvio, já a partir daí, que a bactéria vai contaminar todo mundo e tocar o terror. Para tal, um acidente com o personagem Marko, que cai em uma fenda, deixa a equipe desesperada para encontrá-lo. O problema é que o acontecimento acaba dando sumiço em outro integrante da equipe. É quando eles reaparecem, depois de meia hora, e a qualidade da produção vai ladeira abaixo.

THE LAST DAYS ON MARS02

Se havia um clima de mistério, bons efeitos especiais e um certo suspense, com um cenário bem elaborado, o filme cai no lugar comum: os dois se transformaram em zumbis – de maquiagem pobre – e estão loucos atacando todo mundo. O que era para ser uma ficção vira um tipo de trash nos moldes de Resident Evil na superfície marciana (só faltou a Milla Jojovich aparecer dando pirueta e atirando em todo mundo) misturado com Prometheus (se colocassem um robô no meio, a continuação do filme estava completa). Sai o tom de seriedade e o clima que permeava a produção até ali e entra o ataque ao personagem de Elias, que começa a sofrer sua transformação. Encurralados dentro da base, os sobreviventes que restam tentam sair e pedem socorro a nave em órbita, mas os zumbis vão atacando um a um.

É claro que, entre um ataque e outro, eles procuram um remédio para matar a bactéria marciana assassina que, ninja, desenvolve resistência em poucos minutos (!). Claro que, entre um take e outro, animações surgem mostrando como a bactéria age (O enigma do outro mundo?), e gente irrelevante vai se mostrar perigosa, sacaneando até com outros personagens e escondendo que está contaminada também. Olivia Williams é despachada de maneira ridícula, em um personagem que tinha tudo para restar ao final por ser a de melhor clareza e de melhor desenvolvimento (vai entender…).

A fórmula é batida e ninguém se esforça para fazer diferente. O filme escurece, pra esconder o baixo orçamento, a câmera se descontrola tentando fazer suspense (não é culpa da direção, que até é competente). O drama do filme se resume ao personagem de Vincent de Liev, que tem alguma claustrofobia um tanto mal explicada por flashbacks e seu interesse amoroso, a tal personagem Lane, que é contaminada e ele é forçado a matá-la. Isso sem falar, obviamente (mais uma vez), que ele não pode deixar a bactéria sair do planeta vermelho e chegar a Terra.

O pior de tudo vem ao final. Como uma Ripley, Vincent despacha o zumbi da nave e ainda manda recadinho para quem quiser ouvir no espaço. Juro que esperei que ele fizesse strip tease e aparecesse de calcinha, mas, graças ao meu bom Deus, isso não aconteceu. Viu só? Pensando bem, não é tão previsível quanto parece. É só um filmeco sem originalidade mesmo.

Bons atores e boa produção desperdiçada em um filme medíocre.

THE LAST DAYS ON MARS01

TRAILER

Comente pelo Facebook