TINKER BELL E O MONSTRO DA TERRA DO NUNCA (Crítica)

TINKER BELL E O MONSTRO DA TERRA DO NUNCA

4emeio

Por Pedro Vieira

CARISMÁTICA NOVA AVENTURA DAS FADAS DA DISNEY APOSTA EM UMA NOVA PROTAGONISTA

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Depois de seu primeiro filme, a fadinha Tinker Bell estrelou diversas aventuras, sempre unida a um segundo protagonista como uma fada pirata, uma garotinha humana ou até mesmo a sua irmã gêmea. Nestes casos havia certa igualdade de protagonismo entre a fada e o segundo personagem. Não é o que ocorre no sexto (e provavelmente último) longa-metragem que leva seu nome: “Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca” (Tinker Bell and the Legend of the Neverbeast). Neste longa, “Tink” deixa de ser o centro das atenções para dar a chance de Fawn, a fada dos animais, conduzir o filme, aparecendo somente como coadjuvante – de modo que o nome “Tinker Bell” só está no título porque ele é como uma marca que “vende mais” do que a denominação “Disney Fadas”.

A trama se inicia no momento em que um cometa atravessa os céus da Terra do Nunca e acorda uma criatura que passou mil anos hibernando. Enquanto tenta provar que é uma fada responsável, Fawn encontra a criatura (um monstro peludo e mal humorado) em uma floresta e se aproxima do estranho animal até a formação de um laço de amizade. Mas onde Fawn vê um amigo, as outras fadas enxergam uma ameaça. A fadinha agora tem de tentar proteger o monstro de Nyx, a líder e um grupo de fadas guardiãs que buscam acabar com qualquer ameaça à paz da Terra do Nunca. É neste clima de “Como Treinar o seu Dragão” que o filme irá se desenvolver.

A escolha de Fawn como protagonista é acertada. Ela apareceu pouco nos filmes predecessores, de forma que é possível desenvolver melhor sua personalidade. Se o roteiro tivesse ignorado a fada dos animais em prol de dar o protagonismo para Tinker Bell poderia causar uma injúria à própria “mitologia” que a franquia das fadas criou desde o seu início, relacionada aos talentos e inclinações de cada fada. Além disso, Fawn possui seus momentos divertidos capazes de alegrar o público, em especial o infantil.

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A relação da fada e do monstro (apelidado de Ranzinza) é bem desenvolvida, ainda que não traga nada de especial ou novo para as animações atuais sobre amizade. É bem verdade que criatividade não é foco da franquia “Disney Fadas”, mas é possível se afeiçoar aos personagens e histórias, e esta história em particular ainda pode trazer alguma dúvida sobre o seu desfecho causando certa curiosidade entre o público.

O visual da animação em geral está ainda mais deslumbrante que os anteriores. Destaque para a bela cena em que Fawn e o monstro observam as estrelas, e para a sequência final, que é de fato muito bem feita e bonita. Uma pena que o 3D não traga nenhuma diferença circunstancial para a imagem do filme, passando despercebido pelo espectador.

A grande sacada de “Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca” é mudar um pouco o foco da franquia e trazer uma nova visão deste mundo de fadas, conseguindo fazer isso de forma que as crianças possam se divertir e se emocionar com a história – e obviamente aprender valorosas lições, sendo que a principal delas não pode ser citada aqui para evitar “spoilers”. Aqueles que se encantaram com os outros filmes das fadinhas da Terra do Nunca com certeza irão gostar.

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SINOPSE

A acolhedora aventura Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca fala sobre o antigo mito de uma criatura misteriosa cujo rugido distante desperta a curiosidade da fada dos animais Fawn, amiga de Tinker Bell, que não tem medo de infringir regras para resgatar o Monstro da Terra do Nunca antes que o tempo acabe.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Steve Loter
Título Original: TinkerBell and the Legend of the Never Beast
Gênero: Aventura
Duração: 1h 38min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: Livre

TRAILER

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2 Comentários

  1. eva

    Eu amo os filmes da “Tinker Bell” , as músicas são sempre lindas!!!!
    Não vejo a hora de assistir este…

  2. Mateus

    Por que “Provavelmente o último?”