TINKER BELL: FADAS E PIRATAS (Crítica)

TINKER BELL FADAS E PIRATAS

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Por Pedro Vieira

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Na busca de se aproveitar da grande variedade de personagens famosos que possui, a Disney já criou inúmeras franquias das quais as mais conhecidas são as com princesas, com vilões e a com as fadas. Esta última protagonizada pela personagem Tinker Bell, ou Sininho, que possui uma série de filmes produzidos pela Disneytoon Studios – um estúdio de animação que cuida de produções menores e spin-offs, enquanto o Walt Disney Animation fica com os grandes lançamentos.

Antes previsto só quatro longas relacionados às estações do ano, as aventuras da fadinha na Terra do Nunca agora chegam a sua quinta produção intitulada “Tinker Bell: Fadas e Piratas” (The Pirate Fairy). Se você não viu os filmes anteriores, não tem problema, há varias referências às tramas predecessoras, feita de forma didática para o espectador não familiarizado com as heroínas do Refúgio das Fadas.

Nesse novo capítulo, a história se inicia mostrando a vida da jovem fada Zarina, uma guardiã do “pozinho mágico”, destemida e cheia de curiosidade. Certo dia ela comete um erro e é “despedida” de seu cargo, decidindo deixar o Refúgio das fadas em seguida. Tempos mais tarde ela retorna e rouba o poderoso “pozinho azul” e põe todas as fadas para dormir, com exceção de Tinker Bell e seu grupo, que agora tem de encontrar Zarina e recuperar o “pozinho azul”.

A partir daqui o filme toca em um ponto que está no cerne da mitologia das fadas: os dons de cada uma delas. Em certo momento, “Tink” e suas amigas têm seus dons trocados e cada uma deve aprender com lidar com o seu novo tipo de “poder”, algo semelhante ao que acontece no primeiro filme da franquia, que é todo focado na ideia de Tinker Bell procurando seu dom.

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Mas não é só de reciclar as ideias antigas que o filme sobrevive, já que Zarina está aqui justamente para dar um novo gás à trama. Junto dela surgem os piratas, que trazem ao filme a oportunidade de inserir uma figura já conhecida dos livros do Peter Pan: o Capitão Gancho, marcando a segunda vez em que essa série, tida como prelúdio do filme de 1953, traz um personagem já visto pelo público – a primeira foi com a rápida aparição de Wendy no longa original.

Junto com Gancho, várias outras referências ao clássico da Disney vão surgindo, e é justamente em procurar essas referências que os adultos vão se divertir, pois “Tinker Bell” ainda é um filme voltado muito mais para o público infantil, do que para a família toda. É uma história simples, mas agradável, sem muitas reviravoltas – nada que o público não espere – e que tem um teor educativo, com mensagens de amizade, como todos os outros quatros filmes.

É também um filme bem mais “feminino”, pois enquanto a W.D.A. faz “Frozen” e “Detona Ralph”, e com eles consegue encaixar elementos rotulados como “de menina” e “de menino” em um contexto que quebra tais conceitos, a Disneytoon parece focada na ideia de produzir algo que agrade um só gênero de cada vez. Dessa forma se tem uma animação com um visual todo colorido e cheio de brilho, o que deve fazer com que uma parcela do público evite o longa só de ver o pôster. Mas vale ressalta que isso traz uma estética bonita para a animação, que também é bem acabada.

A dose de humor no filme é baixa. Não que tenham poucas tentativas, mas só mesmo a personagem Rosetta com seu jeito vaidoso de ser, consegue tirar umas risadas tanto das crianças, quanto dos mais velhos. Nem mesmo os piratas são tão engraçados assim.

O grande trunfo está na trilha sonora. Assim como nas outras aventuras, a música e as canções são bem cuidadas no filme, e até mesmo ficam na cabeça do espectador tempos depois dele sair do cinema.

“Fadas e Piratas” pode não ser uma das animações mais inspiradoras já feitas, mas é um dos melhores filmes protagonizados por Tinker Bell, mesmo que isso signifique que ele seja apenas um filme bom. Fica assim a sensação de que há muito mais que possa ser explorado na mitologia das fadas, e que as coisas podem sair do trivial já mostrado para o público, e se tornar algo grandioso – então quem sabe o sexto filme, que está em produção, supere seus antecessores.

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SINOPSE

Do mundo de Peter Pan chega Tinker Bell: Fadas e Piratas, uma nova aventura eletrizante sobre Zarina (voz de Christina Hendricks), uma fada guardião do pozinho mágico, inteligente e ambiciosa, que fica encantada pelo pozinho azul mágico das fadas e suas infinitas possibilidades. Quando as ideias ousadas de Zarina a fazem ficar encrencada, ela foge do Refúgio das Fadas e se junta aos piratas de Skull Rock, que a nomeiam capitã do navio. Tinker Bell (voz de Mae Whitman) e suas amigas devem embarcar em uma aventura épica para deter Zarina e juntas lutam contra um bando de piratas liderados por um marujo chamado James (voz de Tom Hiddleston), que logo será conhecido como Capitão Gancho.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: John Lasseter, Peggy Holmes e Lorna Cook
Título Original: The Pirate Fairy
Gênero: Fantasia
Duração: 1h 16min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 10 Anos

TRAILER

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