TODAS AS CORES DA NOITE (Crítica) MOSTRA SP

TODAS AS CORES DA NOITE

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Por Kadu Silva

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O misterioso mundo do psicológico humano, sempre esteve presente no cinema, das mais infinitas maneiras. Em todas as Cores da Noite, o diretor Pedro Severien retrata o que acontece com uma pessoa, que se fecha em si com seus sentimentos.

Iris é um jovem que vive praticamente isolada em seu grande apartamento de frente para o mar. Ao acordar após uma festa regada a bebidas, ela encontra um corpo em sua sala, fato que a leva a relembrar do assassinato de sua grande amiga de infância, Tiara, que teve o fim trágico por atropelar um jovem ao sair de uma boate. Está forte passagem parece ter deixado marcam em Iris, que hoje não consegue ter um relacionamento muito próximo de ninguém, fato que sua amiga Fernanda cobra.

O roteiro de Luiz Otávio Pereira, ressalta a loucura da personagem, narrando de forma bem inusitada a rotina nada comum da personagem. Ele descontrói, o que entendemos como uma forma natural de contar os fatos com seu roteiro, sem contar que deixa diversos os acontecimentos da trama em aberto – por se tratar de uma personagem pouco lúcida, o resultado é interessante. A lucidez de Iris, serve no filme, como elemento para aumentar o teor de desequilíbrio da personagem e assim o público é convidado a estar num mundo fantástico.

Sabrina Greve (Quando Eu Era Vivo) que faz a Iris, segura o filme muito bem, afinal ela está presente em praticamente a totalidade do longa, seja atuando ou narrando os fatos.

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A boa escolha do estreante diretor pernambucano é o formato em encenação teatral na atuação do elenco, o que acabou ressaltando o teor de mistério, sobre o que de fato aconteceu com as personagens. Afinal o morto da sala de Iris foi assassinado, ou ele teve alguma espécie de ataque cardíaco? Tudo se torna aberto a interpretações da plateia.

Um fato que merece grande destaque no filme é a sonoplastia, que além de ser brilhante, tem um papel fundamental na trama. Além da sonoplastia, tecnicamente o filme é muito bem produzido, a fotografia também chama atenção, destaque para a cena final com o pôr do sol na janela da sala de Iris é pura poesia visual.

Apesar de não ser um filme fácil, por apresentar esta desconstrução narrativa, seu resultado final é interessante. É possível compreender para quem tem um pouco mais de domínio sobre a sétima arte a mensagem proposta, no entanto para o grande público o filme não deve ter apelo. O fato é, para se conectar com a produção é preciso embarcar na loucura do diretor e filosofar sobre os porquês dos acontecimentos narrados.

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SINOPSE

Iris vive sozinha em um espaçoso apartamento à beira-mar. Ao anoitecer, o lugar acolhe conhecidos e desconhecidos. Numa manhã pós-festa, ela encontra um corpo na sala de estar. Iris sente-se repetindo os passos de sua amiga de infância, Tiara, uma estudante de medicina que atropelou um paquera na saída de uma boate. O caso é bastante conhecido na cidade e Iris não quer se tornar mais um fantasma desse sombrio universo de histórias.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Luiz Otávio Pereira
Título Original: Todas as Cores da Noite
Gênero: Drama
Duração: 1h 11min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 16 Anos
Lançamento: Em Breve (Brasil)

TRAILER

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