TOMB RAIDER – A ORIGEM (Crítica)

Kadu Silva

Faltou adaptação

Ainda não foi dessa vez que o universo cinematográfico conseguiu fazer uma obra convincente adaptada de um jogo de vídeo game, Tomb Raider – A Origem sofre da falta de uma boa adaptação e por ser o filme de origem, que necessariamente requer tempo de tela em explicações longa, acaba trazendo para a narrativa aquelas “barrigas” incomodas (infelizmente).

O filme conta a origem da heroína Tom Raider. Aos 21 anos Lara Croft (Alicia Vikander), é uma simples entregadora marmitas em Londres, se recusando a assumir a companhia do seu pai milionário, que a sete anos está desaparecido. Ao receber objetos da herança do pai, ela descobre para onde ele possivelmente teria ido, e larga tudo em busca de encontra-lo, é quando ela vai parar numa ilha perigosa que esconde uma maldição numa tumba antiga no litoral japonês, ela terá então que tentar sobreviver nessa ilha e descobri se seu pai estará por lá e resgata-lo.

O roteiro de Alastair Siddons e Geneva Robertson-Dworet como já foi citado peca exatamente em não conseguir criar uma história envolvente para uma personagem tão marcante do universo dos games, sim, para os fãs vai ser possível reconhecer tudo que envolve o game clássico, mas o problema é exatamente esse, conseguimos ver o jogo na tela, mas sem o controle na mão para interagir com a história e isso torna a narrativa problemática.

TOMB RAIDER - A ORIGEM (Crítica)

O lado positivo do roteiro é a busca por uma história crível para a heroína, tudo é bem pé no chão, a dupla de roteiristas nunca busca licenças fantásticas, mas apesar disso, o enredo é extremamente previsível em seus 3 atos, não há surpresa alguma no desenvolvimento da história. Para “piorar” isso, existe poucas cenas de ação, que é até justificável devido a história ser de origem do personagem.

O diretor Roar Uthaug (A Onda), também não busca nada de novo em sua condução, ele realiza uma direção convencional para um filme de ação/blockbuster. Seu pior “erro” é não saber explorar o talento de seu elenco, ninguém se salva, todos estão de razoáveis para ruins, infelizmente.

Tecnicamente o filme apresenta alguns bons acertos, a direção de arte é precisa em recriar o universo do game, a trilha sonora também auxilia no avança da trama e a fotografia apesar de clichê funciona bem para a proposta do filme.

Tomb Raider – A Origem é mais um filme que tenta trazer para o cinema o universo dos games, no entanto, acaba deixando uma sensação de game over.

Pôster de divulgação: TOMB RAIDER - A ORIGEM

Pôster de divulgação: TOMB RAIDER – A ORIGEM

SINOPSE

Aos 21 anos, Lara Croft (Alicia Vikander) leva a vida fazendo entregas de bicicleta pelas ruas de Londres, se recusando a assumir a companhia global do seu pai desaparecido (Dominic West) há sete anos, ideia que ela se recusa a aceitar. Tentando desvendar o sumiço do pai, ela decide largar tudo para ir até o último lugar onde ele esteve e inicia uma perigosa aventura numa ilha japonesa.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Roar Uthaug” espaco=”br”]Roar Uthaug[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Alastair Siddons, Geneva Robertson-Dworet
Título Original: Tomb Raider
Gênero: Aventura, Ação
Duração: 1h 58min
Classificação etária: 12 Anos
Lançamento: 15 de março de 2018 (Brasil)

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