TOP 10 AS + FAMOSAS ADAPTAÇÕES LITERÁRIAS PARA O CINEMA

Livros2

Por Davi Gonçalves

Leitura é coisa boa. Cinema também. Logo, por que não tentar juntar um pouquinho esses dois mundos tão ricos?

Pois é, você já teve aquele imenso prazer de ler um livro e ficar desenhando na mente como seriam os personagens, os cenários, enfim, todo o universo que o autor cria e que nos deixa incrivelmente extasiados? Quem nunca?

É por essa forma que é tão comum a adaptação de obras literárias no cinema. A ideia já está lá, prontinha no papel, esperando apenas algum maluco colocar aquilo na prática – e nas telonas, claro. Isso tanto é verdade que a Academia entrega todos os anos até mesmo um prêmio dedicado ao melhor roteiro adaptado – que inclui histórias adaptadas de diversas fontes, como contos, peças de teatro, séries, etc.

Mas o foco hoje são as adaptações literárias. Por isso, nós do CCine10 criamos essa lista com alguns filmes que tiveram seus roteiros inspirados em livros e que, por algum motivo (seja bom ou ruim) merecem ser assistidos – ou simplesmente lembrados.

Medo e Delirio

10ª Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas), de Terry Gilliam (1998)

Hunter S. Thompson escreveu, em 1971, o romance Fear and Loathing in Las Vegas: A Savage Journey to the Heart of American Dream (ufa!) para a revista Rolling Stones, dividido em duas partes. No ano seguinte, a obra foi lançada como livro e, mais tarde, ganhou a adaptação cinematográfica de 1998 dirigida por Terry Gilliam. Protagonizado por Johnny Depp e Benicio Del Toro, o filme mostra as situações inusitadas de Raoul Duke e seu advogado, Dr. Gonzo, enquanto cobrem uma corrida de motos no deserto e percorrem Las Vegas em busca do “sonho americano”. No entanto, o uso contínuo de drogas torna a empreitada cada vez mais arriscada – e divertida.

As Vantagens de Ser Invisivel

09ª As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower), de Stephen Chbosky (2012)

Adaptado do livro homônimo de Stephen Chbosky, As Vantagens de Ser Invisível é um daqueles filmes que você assiste e ama logo de cara. O filme (e o livro), que se tornou febre adolescente em seu ano de lançamento, é narrado por Charlie, um adolescente tímido que descreve sua vida em uma série de cartas para uma pessoa anônima. Seus textos incluíam os mais diversos momentos de sua adolescência, abordando o uso de drogas, a descoberta da sexualidade e seu envolvimento com outros adolescentes. Dirigido pelo próprio Chbosky, o filme aposta em um time de atores “fofos”, incluindo o delicado Logan Lerman, o ótimo Erza Miller e a queridinha Emma Watson.

Alice no Pais das Maravilhas

08ª Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), de Clyde Geronimi, Hamilton Luske e Wilfred Jackson (1951)

Um dos maiores clássicos Disney de todos os tempos, Alice no País das Maravilhas é baseado no romance Alice in Wonderland, de 1865, e Through The Looking Glass, de 1871, ambos de Lewis Carroll (pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson). Lançado em 1951 (pós Segunda Guerra Mundial) e com um orçamento de cerca de 3 milhões de dólares, a história gira em torno da garota Alice que, cansada da monotonia de sua vida “normal”, cai na toca de um coelho e é transportada para um mundo fantástico onde a lógica foge do racional – revelando claramente o absurdo do mundo dos sonhos. Repleto de personagens surreais, a obra de Carroll ganhou, em 2010, uma adaptação pelas mãos do diretor Tim Burton, se tornando uma das maiores bilheterias da história do cinema.

O Codigo Da Vinci

07ª O Código Da Vinci (The Da Vinci Code), de Ron Howard (2006)

Dirigido por Ron Howard, O Código Da Vinci foi um dos filmes mais aguardados no seu ano de lançamento. Inspirado no polêmico romance de Dan Brown (que debatia sobre a divindade de Jesus Cristo), o longa, no entanto, não teve uma recepção muito boa pela crítica e público – se tornando uma das piores adaptações literárias de todos os tempos. No filme, Tom Hanks vive o simbologista Robert Langdon que, durante a investigação de um assassinato no Museu do Louvre, descobre a existência de uma sociedade secreta responsável por manter um segredo que pode jogar por terra todos os princípios do Cristianismo.

Crepusculo

06ª Crepúsculo (saga)

A relação entre Stephenie Meyer e o resto do mundo é um misto de amor e ódio: há quem ame a autora da saga Twilight, cujo primeiro filme, de 2005, revelou ao mundo os talentos (ah tá…) de Kristen Stewart e Robert Pattinson; e há aqueles (como eu) que torcem o nariz para a autora, que criou uma das maiores febres de todos os tempos. Para resumir tudo: uma adolescente insossa se apaixona por um vampiro que brilha à luz do sol. Quer mais? O triângulo amoroso da trama é formado pelos dois personagens citados e um lobisomem (protagonizado por um cara que aparece sem camisa – e sem pelos – durante quase toda a sequência de 5 filmes). Bram Stoker se revira no túmulo, apenas…

A Invencao de Hugo Cabret

05ª A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), de Martin Scorsese (2011)

Um dos melhores livros juvenis de fantasia e ficção dos últimos anos, The Invention of Hugo Cabret foi escrito por Brian Selznick e lançado em 2007. Martin Scorsese, que não é bobo nem nada – e há muito queria prestar uma homenagem à arte que tanto ama – escalou John Logan para adaptar a literatura de Selznick e levar a história do órfão Hugo às telas de cinema. Uma aula de som e imagem, o filme faturou 5 Oscar (a maior parte nas categorias técnicas) e mostrou uma faceta de Scorsese que a maioria de nós não conhecia. No filme, acompanhamos a trajetória de Hugo, um garoto pobre que vive sozinho na estação de Paris e sobrevive de pequenos furtos. Ao longo da história, descobrimos que Hugo tem um mistério a ser desvendado – que inclui uma belíssima viagem aos primórdios da sétima arte.

Deixa Ela Entrar

04ª Deixa Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In), de Tomas Alfredson (2008)

Provavelmente, um dos melhores filmes de terror de todos os tempos – mas não espere gritos, sustos e afins. O melhor de Deixa Ela Entrar, baseado no romance homônimo de John Ajvide Lindqvist (que também roteirizou o longa), é melancolia de suas personagens – o que gera um clima de tensão e sofrimento durante toda a história. No elogiado filme dirigido por Tomas Alfredson, somos apresentados aos personagens Oskar e Eli: ele, um pré-adolescente atormentado pelos colegas de classe; ela, uma espécie de vampira em corpo de criança que encoraja Oskar a se defender dos demais garotos do grupo. O título da produção faz referência a uma antiga tradição segundo a qual os vampiros devem ser convidados por suas vítimas a entrar em suas casas. O romance ainda gerou uma versão norte-americana em 2010 – muito inferior à original sueca.

Harry Potter

03ª Harry Potter (saga)

Criado pela mente genial da britânica J.K Rowling, Harry Potter é o protagonista de uma série de sete livros (cujo primeiro volume foi lançado em 1997) que influenciou toda uma geração de adolescentes. Nos cinemas, o personagem título foi interpretado por Daniel Radcliffe – que, em pouco tempo, se tornou um dos artistas jovens mais queridos (e ricos, diga-se de passagem) de todos os tempos. A história mostra a luta do bem contra o mal – o bruxinho Harry e o bruxo das trevas, Sr. Voldemort e se passa em uma terra fantástica e mística, cujo cenário principal é a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O universo de Harry Potter (com seus milhões de livros vendidos ao redor do mundo) gerou uma franquia milionária nos cinemas – no total, foram 8 filmes que lotaram as salas de cinema mundiais.

O Senhor dos Aneis

02ª O Senhor dos Anéis (saga)

Baseado no romance de Tolkien, O Senhor dos Anéis é, talvez, um dos maiores riscos de toda a história do cinema. Os três filmes da série foram rodados simultaneamente (há diversas histórias envolvendo a produção da saga) e, juntos, ganharam 17 Oscars e faturaram mais de 3 bilhões de dólares, se tornando uma das franquias mais rentáveis de todos os tempos. Na história, que se passa na Terra Média, acompanhamos Frodo, um hobbit, em sua difícil missão de destruir o “um anel” (o do título) e, consequentemente, o seu criador, o Senhor das Trevas Sauron. Em sua jornada, somos apresentados a diversos seres fantásticos (elfos, anões, etc.) e presenciamos diversas cenas de batalhas épicas e muito bem produzidas – fazendo com que a crítica caísse de amores pela sequência. Apesar de conter alguns desvios e interferências em relação à obra original, o sucesso da franquia ainda rendeu uma nova trilogia, iniciada em 2012 com O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, baseada no livro O Hobbit, do mesmo autor e prelúdio da saga.

O Poderoso Chefao

01ª O Poderoso Chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola (1972)

Com um elenco estelar (Marlon Brando, Al Pacino, Diane Keaton), O Poderoso Chefão é uma das produções cinematográficas mais amadas pela crítica e público, sendo considerado um dos mais importantes filmes de toda a história do cinema. Inspirado no romance The Godfather (publicado em 1969 por Mario Puzo), o filme acompanha os momentos da vida da família de mafiosos Corleone, liderada pelo patriarca Don Vito Corleone, durante o período de 1945 a 1955. Dirigido por Francis Ford Coppola, a produção faturou 3 prêmios no Oscar (melhor filme, melhor ator – para Marlon Brando – e melhor roteiro adaptado) e é referencial nas escolas de cinema.

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10 Comentários

  1. viviane

    Adoro todas as sagas citadas. Mas até hoje não entendo o preconceito que vcs jornalistas tem contra Crepusculo. Eu duvido que leram o livro, por isso só sabem falar mal, Nao entenderam quw o filme fala justamente sim sobre uma adolescente que nao se encontra na vida, fala sobre todas suaa angustias. E encontra um mundo totalmente diferente do seu onde ela vai se achar. A maioria dos adolescentes passa por isso, mas imagino que esses jornalistas nao passarm por isso. Leia o livro depois critica bom ou ruim…

    • Davi Gonçalves

      Olá, Viviane
      Então, li o primeiro livro da saga – e não achei uma boa literatura, como muitas pessoas também não.
      Obrigado por deixar seu comentário.
      Davi

  2. Thyago Pampuch

    Todas as sagas são muito boas, mas acredito que há um erro no que diz respeito a desvios da obra original do Senhor dos Anéis, afinal o nome é adaptação cinematográfica, a qual eu vejo como sendo melhor e mais fiel do que a do Poderoso Chefão ^^

  3. Mariana

    o senhor dos anéis virou um conto de fadas no cinema, sai fora…

  4. Thailon

    Deveria tirar Crepúsculo e colocar na lista das piores produções baseada na literatura, livro ruim filme péssimo! Se fez sucesso não quer dizer que a obra é boa

  5. William

    Affff Código da Vinci aparece entre os 10 melhores e nenhuma menção de O Iluminado e A espera de um milagre, ambos do Stephen King???
    Ou o autor do post anda mal informado ou o gosto para filmes é pra lá de duvidoso…
    Se bem que até o livro do Código da Vinci é horrível…
    Aliás, se é para levar em conta a “qualidade” dos filmes poderia ter cortado outros mais, tipo Crepúsculo e Harry Potter.
    Tá bom… sei que foi sucesso de bilheteria.
    Mas ainda assim, não é um daqueles filmes que a gente sai do cinema e fala “uau! filmaço!”

    • Maria

      Exatamente. Tá sabendo bem de adaptações, o sujeito que escreveu o artigo.

    • Davi Gonçalves

      Olá William, obrigado pela opinião.
      Na verdade, conforme eu sugeri no início do texto, não é necessariamente selecionar as melhores adaptações, mas sim aquelas que, por um motivo ou outro, são lembradas quando falamos sobre o assunto.
      “O Código Da Vinci”, por exemplo: o filme não é excelente, mas o livro causou muito rebuliço na época e as expectativas eram altas; “As vantagens de ser invisível” não é o melhor livro nem filme, mas ganhou um status “cult” nos últimos anos devido ao filme.
      “Crepúsculo” teve bastante polêmica – e mesmo não sendo a melhor adaptação, seria impossível não mencionar.
      Quanto ao Stephen, por ser um cara tão genial e citado, preferi deixar na lista e separar uma exclusiva para ele – acompanhe nos próximos dias.
      Obrigado,
      Davi

  6. Jonathan Esteche

    Fama está relacionada a multidão, e toda unanimidade é burra, como dizia Nelson Rodrigues…