TRASH – A ESPERANÇA VEM DO LIXO (Crítica)

cartaz

4estrelas

Por Igor Pinheiro

TRASH  A ESPERANCA VEM DO LIXO01

Eu tenho uma queda forte pelos filmes do Stephen Daldry, acho um ótimo diretor. Quando Trash começou a ser divulgado, fiquei animado, não só por ter o mesmo diretor de Billy Elliot, As Horas e O Leitor, mas por ser uma co-produção com o Brasil, com o elenco bem legal (tanto o daqui quanto o estrangeiro). No fundo, porém, me comecei a me desanimar com tudo, aparentemente sem motivo. E o filme me surpreendeu… Bastante.

No longa, acompanhamos a história de crianças que vivem às custas de um lixão e, ao encontrar uma carteira “perdida”, começam uma espécie de caça ao tesouro, curiosos para saber onde a carteira pode os levar, principalmente após perceberem que a polícia também está interessada no destino em que a carteira pode levar. O filme não chega a ser infantil, mas a aventura das crianças pode conquistar a todas as idades.

A grande sacada do filme é ser fiel ao que se propõe o tempo inteiro, sem a ambição de ser grandioso, mas sabendo o tempo inteiro a mensagem que se quer passar, independente de agradar quem assiste ou não. Temos a impressão, o tempo inteiro, de que a produção e o elenco estão cumprindo a missão a qual se propuseram, e é aí que o longa ganha pontos.

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A trama geral pode ser vista como uma grande fabula, uma grande metáfora para tudo que vivemos hoje. A crítica social é forte e acaba se perdendo em clichês, fazendo os problemas do país parecerem menores do que realmente são, mas como eu já disse anteriormente, a mensagem é passada.

O roteiro peca nos clichês e a atuação das criança deixa a desejar em alguns momentos, mas vale a ressaltar que é a primeira experiência dos jovens no mundo da atuação. Wagner Moura está muito bem, quase um pleonasmo, e Selton Mello merece seu destaque fazendo um papel sério. Quem merecia mais destaque é Rooney Mara, porque a gente a ama porque ela realmente é boa e seria ótimo vê-la contracenando mais com o povo brasileiro, apesar do papel já ter bastante importância.

Enfim, no meio de tantas produções vazias e repetições que temos visto ultimamente, Trash aparece como uma boa surpresa, sem grandes intenções e exatamente por isso se tornando um grande filme. Não vai ser o favorito de ninguém e nem deve levar prêmios ao redor do mundo, mas é uma proposta bacana e bem executada, cumprindo exatamente o que propõe desde o começo.

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SINOPSE

Rio de Janeiro, Brasil. Gardo (Eduardo Luís) e Raphael (Rickson Tevez) são garotos que vivem em um lixão e sempre buscam algo valioso entre os restos despejados no local todo dia. Um dia, Raphael encontra uma carteira com uma boa quantia em dinheiro e a divide com o amigo. Entretanto, logo surge o policial Frederico (Selton Mello), que está justamente procurando a tal carteira a mando de um candidato a prefeito, Santos (Stepan Nercessian). Os garotos não revelam que a encontraram e pedem ajuda a Rato (Gabriel Weinstein), também morador do lixão, para que possam descobrir o que ela tem de tão importante. É quando percebem que, através de uma chave, embarcarão em uma verdadeira caça ao tesouro.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Stephen Daldry” espaco=”br”]Stephen Daldry[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Richard Curtis
Título Original: White Bird in a Blizzard
Gênero: Drama , Aventura , Suspense
Duração: 1h 54min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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