TRÊS MULHERES, TRÊS AMORES (Crítica)

TRES MULHERES TRES AMORES

3emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: Mystic Pizza
Ano do lançamento: 1988
Produção: Estados Unidos
Gênero: Comedia Romântica
Direção: Donald Petrie
Roteiro: Amy Jones

Sinopse: Em Mystic, Kat Araujo (Annabeth Gish), Daisy Araujo (Julia Roberts) e Jojo (Lili Taylor) são três charmosas garçonetes que dividem experiências inesquecíveis durante as férias. Daisy torna-se atraída pelo belo e rico Charles (Adam Storke), mas o rapaz não é o que aparenta ser.

Por Kadu Silva

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Julia Roberts, para muitos é a atriz símbolo das comedias românticas dos anos 90, e como não poderia deixar de ser, seu primeiro papel de destaque no cinema, veio exatamente numa típica produção do gênero, Três Mulheres, Três Amores.

Nesse longa, Julia é Daisy uma garçonete que vive na pacata cidade de Mystic com seus pais e sua irmã Kat, as duas trabalham na Pizzaria Mystic, junto com a atrapalhada Jojo, as três são amigas inesperáveis e dividem as delicias e as dores de seus amores.

A principal locação do filme e a origem do titulo em inglês, a pizzaria Mystic existe de fato em Connecticut e foi numa viagem de férias da roteirista Amy Jones, que o roteiro surgiu – ela verificou a rústica, mas simpática pizzaria e se inspirou para escrever o roteiro dessa leve comedia romântica.

Apesar da narrativa dar destaque para os três romances complicados das amigas, o roteiro busca trazer a tona com eles, alguns tabus ainda em voga na época do lançamento, como o relacionamento com homem casado e mais velho, sexo fora do casamento, relacionamento entre pessoas de classes sociais diferentes, numa cidade do interior e bem conservadora. Hoje a trama soa até ingênua, mas na época, mostrava-se ousada.

Feito de forma precisa para agradar o público acostumado com essas típicas produções, o longa acaba por não sair do lugar comum e o diretor Donald Petrie (Miss Simpatia), não teve muito trabalho, seguiu a “cartilha”, dessas produções e entregou o clichê e previsível filme do gênero.

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Sem um momento de clímax importante ou mesmo de atuações dramáticas de destaque, a narrativa do longa é simples, pacata, mas ainda assim, consegue envolver, já que o roteiro tem o grande mérito de saber desenvolver bem as três principais personagens, ainda que Julia Roberts roube a cena sempre que está presente.

No elenco além de Julia, tem Annabeth Gish, que faz sua irmã Kat, ela se mostra bem no papel – a atriz acabou não vingando no cinema, hoje em dia somente pode ser vista, em produção para a TV. A outra amiga Jojo (Lili Taylor), faz um papel bem interessante, da mulher a frente do seu tempo, gosta de sexo e não sabe se o casamento é o melhor para sua vida, é, sem dúvida, a mais divertida das três, mas o elenco do filme apresenta uma curiosidade interessante, a estreia de Matt Damon no cinema – é apenas uma pequena cena, ainda assim, para os fãs do ator, vale conferir como foi o inicio do astro hollywoodiano na sétima arte.

E como já citei Julia Roberts, acaba se destacando, não só pelo carisma e simpatia na tela, mas pela “complexa” personagem. Daisy é uma suburbana sem grandes tatos no linguajar, relaxada, não gosta de estudar, sem perspectiva de futuro, só pensa em encontrar um homem e se mudar de Connecticut, enquanto isso trabalha de garçonete na pizzaria local. O interessante aqui é ver Julia Roberts mais solta, já que ainda não era considerada a musa/estrela que futuramente acabando se tornando.

Três Mulheres, Três Amores é o típico filme adocicado, clichê e previsível, mas para uma tarde despretensiosa cabe bem, já que seu 3 atos são bem contados, sabendo envolver o espectador do inicio ao fim.

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PRÊMIOS

INDEPENDENT SPIRIT AWARDS
Ganhou: Melhor Filme de Estreia

Indicação: Melhor Atriz – Julia Roberts

YOUNG ARTIST AWARDS
Indicações: Melhor Atriz de Drama – Annabeth Gish e Melhor Atriz de Drama – Julia Roberts

TRAILER

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