TRINTA (Crítica)

TRINTA

4estrelas

Por Igor Pinheiro

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Trinta com certeza vai agradar a muitos contando a história de um dos maiores (talvez o maior) carnavalescos da história. Com uma narrativa rápida, que não enrola muito, o longa começa no momento em que Joãosinho é chamado parar comandar o desfile do Salgueiro, volta para um flashback nos apresentando o que ele fez pra chegar até lá, sendo ousado demais para sua época, e termina com os preparos finais para o grande momento.

Como já mencionei, a narrativa é rápida, o que tem suas vantagens e desvantagens. O flashback é feito de forma muito rápida e sabemos por alto das origens verdadeiras do talento por trás de Joãosinho. O longa tem cerca de 90 minutos de duração, talvez alguns minutos a mais pudessem nos aprofundar mais no personagem, mas talvez quebrasse o ritmo rápido de como as coisas acontecem. O diretor Paulo Machline, entretando, afirma que essa foi a intenção, porque queria retratar uma parte desconhecida da história de Joãosinho, sua chegada ao Rio e o primeiro desfile.

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Matheus Nachtergaele é ótimo, disso não temos dúvidas, e o papel só vem para que tenhamos mais certeza disso. E a relação do ator com o Joãosinho trinta da vida real durou uma conversa de três horas, em que Matheus jura que ficaram amigos, pouco tempo antes do carnavalesco morrer. Matheus acredita que essa conversa foi essencial para que Joãosinho lhe passasse todos os detalhes do personagem, e gosta de ter dado sua própria cara ao papel. “Nunca imaginei fazer uma cópia do João, se fosse isso, outros atores poderiam ter feito muito melhor que eu”, afirma o ator. O resto do elenco também está ótimo, apesar de Milhem Cortez ter virado oficialmente o porta-voz das frases de efeitos e engraçadas de filmes nacionais. Paolla Oliveira me irrita profundamente e é claramente inferior aos outros membros do elenco, não consigo ver muita simpatia da parte dela em momento algum. E reparem que um dos figurantes aparecem demais.

Outro tópico que definitivamente merece ser destacado é a trilha sonora, misturando o samba da escola com música instrumental clássica da ópera que tanto despertou a paixão de Joãosinho. Tecnicamente de forma geral, na verdade, o filme merece destaque. Tudo muito bem feito, com detalhes e pontos positivos, novamente, para a direção de arte.

Tem tudo para dar certo, mas não chega a ser o grande filme que poderia ser. Ganha mais força no final, quando realmente emociona e vemos a produção de arte do filme misturada com imagens reais do desfile, nos dando noção de como é grandioso o trabalho dentro da escola de samba. E o amor pelo samba como arte é o que se destaca, apesar de todas as histórias que ouvimos em relação ao que acontece nos “bastidores” de grandes desfiles. Pelo menos na época de Joãosinho Trinta, tudo era feito por puro amor à escola e ao samba.

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SINOPSE

Cinebiografia do carnavalesco Joãosinho Trinta (Matheus Nachtergaele), desde sua vinda de São Luís, no Maranhão, até a glória no Carnaval do Rio de Janeiro. O início de carreira como bailarino, a ida para o Salgueiro, a estreia como carnavalesco e o reconhecimento como artista.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Paulo Machline” espaco=”br”]Paulo Machline[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Paulo Machline e Maurício Zacharias
Título Original: Trinta
Gênero: Drama
Duração: 1h 32min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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2 Comentários

  1. Ana

    Dizer que um ator irrita, mostra o seu comentário posterior é cheia de subjetividade.

  2. nvqs

    Você parece ter uma predisposição contra Paolla Oliveira, porque de outra forma não usaria a palavra “irritar”, um crítico respeitável deve ter antes de qualquer coisa objetividade!