TUDO SOBRE MINHA MÃE (Crítica)

TudoSobreMinhaMae

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FICHA TÉCNICA

Título Original: Todo Sobre Mi Madre
Ano do lançamento: 1999
Produção: Espanha, França
Gênero: Drama
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: No dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), um ingresso para a nova montagem da peça “Um bonde chamado desejo”, estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após o espetáculo, ao tentar pegar um autográfo de Huma, Esteban é atropelado e morre. Manuela resolve então ir até o pai do menino, que vive em Barcelona, para dar a notícia. No caminho, ela encontra o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo.

Por Loverci Ferreira

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Há dois tipos de público para os filmes de Pedro Almodóvar, os que amam os seus trabalho e os que odeiam, eu como muitos dos leitores que se interessaram por essa votação do “CCINE”, posso me colocar no primeiro tipo de público dessa lista.

Algumas vezes massacrado por seu estilo e principalmente roteiros, da para equiparar essas criticas com o mesmo que causaram os escritores nacionais Nelson Rodrigues e Plínio Marcos, por ousarem tocar em alguns assuntos polêmicos.

Uma coisa é incontestável sua estética marcou o cinema, tanto que até uma música de Adriana Calcanhoto tem um comparativo de sua marca registrada “ …cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores…”

Lembro de ter ouvido numa das cerimônias do Oscar o seguinte comentário de um dos apresentadores: “Mais um filme gay de Almodóvar”, porque é muito comum em seus trabalhos você ter um desfile de personagens como travestis, lésbicas, gays,maniacos sexuais, prostitutas, drogados, o que muitos definem como a “escoria” de nossa sociedade.

Mas acima de tudo essas pessoas são seres humanos como qualquer um de nós, com desejos, sonhos, frustrações e é nisso que ele se pauta para nos mostrar esses personagens cheios de vida, até muitas vezes caricatos e mesclando momentos dramáticos com comédia, isso tudo de forma genial e sensível.

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Antonio Banderas deve seu inicio de carreira a esse grande mestre que o projetou ao estrelado com filmes como “Labirintos da paixão”, “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, “Ata-me” entre outros.

Vamos falar sobre esse filme, ele não é a história da mãe do escritor/diretor, mas sim de Manuela(Cecilia Roth),o título do filme tem um trocadilho interessante que se explica logo numa das primeiras cenas, Esteban (Eloy Azorin) e sua mãe assistem o filme “A malvada”, estrelado por Bette Davis em 1950, que retrata a história de uma grande atriz consagrada e a jovem aspirante Eve Harrington(Anne Baxter), só que o título original do filme é “All about Eve” que na tradução certa seria “Tudo sobre Eve”.

Apaixonado por cinema e teatro no dia de seu aniversário o jovem vai com sua mãe ao teatro assistir a peça “Um bonde chamado desejo” com a grande atriz Huma Rojo (Marisa Paredes), quando termina a peça ele tenta se aproximar da atriz para pegar um autografo e acaba sendo atropelado.

Manuela acaba doando o seu coração já que não há mais esperanças de vida para ele e quando encontra sua agenda com memórias sobre seu relacionamento e a ausência de seu pai ,ela decidi ir ao encontro dele que mora em Barcelona para contar o que aconteceu com o filho deles.

Na sua busca em achar o ex-marido alguns personagens surgem em seu caminho acrescentando mais vida a trama, como a travesti Agrado (Antonia San), a freira Rosa (Penélope Cruz), o encontro entre a mãe e a grande estrela de teatro e finalmente o pai .

Em alguns momentos é como se a vida realmente imitasse a arte nessa busca da mãe sofrendo pela perda de seu único filho a vida de todos é mudada.

Poderia contar toda a história do filme, mas o elemento surpresa é que deixa o filme muito mais interessante, então vale a pena vocês assistirem e como grande destaque cito a interpretação de Antonia San Juan representando o travesti Agrado.

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou: Melhor Filme Estrangeiro

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Filme Estrangeiro

CÉSAR
Ganhou: Melhor Filme Estrangeiro

GOYA
Ganhou: Melhor Filme, Melhor Diretor – Pedro Almodóvar, Melhor Atriz – Cecilia Roth, Melhor Trilha Sonora, Melhor Cenografia, Melhor Maquiagem e Melhor Som

Indicações: Melhor Atriz Coadjuvante – Candela Peña, Melhor Revelação Feminina – Antonia San Juan, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Roteiro Original

GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO
Ganhou: Melhor Filme Estrangeiro

FESTIVAL DE CANNES
Ganhou: Melhor Diretor – Pedro Almodóvar

TRAILER

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4 Comentários

  1. Lucas

    BOA TARDE
    A ATRIZ MARISA PAREDES QUANDO APARECEU NO CARTAZ DESTE FILME QUE ELA ESTAVA COM UM HOMEM ATRÁS E ELA NA FRENTE, ATRAENTE, FOTOGÊNICA, LOURA E DESEJÁVEL.

  2. paulo dos santos

    O filme é muito caricato. Eu nao gostei!

  3. vinícius

    boa tarde
    a atriz marisa paredes que fez o papel de huma rojo estava atraente quando estava no cartaz um transvio llado deseo.