UM BOM PARTIDO (Crítica)

UM BOM PARTIDO

Mesmo com um elenco interessante o roteiro acaba com o filme

Nem todos os filmes que saem do papel tem a intenção de serem obras primas, muitas vezes, suas produções tem como objetivo entreter famílias ou somente para aguardar o público em geral, mas mesmo assim, não justifica fazer um filme em que o roteiro subestima a inteligência do público, como é o caso desse Um bom Partido.

Essa obra mostra um ex jogador de futebol, o George (Gerard Butler), que após perder todo seu dinheiro e estar sem emprego ou perspectiva de vida, vai para cidade onde mora seu filho para tentar se reerguer. O típico filme de redenção.

Até esse momento tudo bem, mas o roteiro de Robbie Fox transforma essa redenção de George em algo fora da realidade ou melhor ele não consegue se tornar crível diante da forma que ela surge, pelo excesso de caminhos possíveis e nenhum bem desenvolvido e porque dá para os personagens coadjuvantes a responsabilidade de reerguer George, mostrando que ele não precisa de nenhum esforço para tal, portanto não tem como o público se identificar com o personagem principal da trama.

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Ainda assim podemos até considerar que George poderia ser um homem fascinante e por isso as coisas acabam sendo fáceis para ele, mas não é o caso. Fox simplesmente coloca situações improváveis para que ele vá conquistando o que perdeu, devido ao seu comportamento egocêntrico. Um homem rico que se torna o meu melhor amigo do nada, mulheres lindas e dispostas a ajudar em todos os sentidos, enfim – é tudo que vemos em cada esquina, não é mesmo?

Poderíamos ainda assim considerar que o roteirista tinha como ideia fazer um filme utópico, fantasioso, um verdadeiro conto de fadas familiar, mas nisso também ele perde a mão, já que o roteiro não consegue fazer da história algo divertido ou mágico como é o caso desses longas.

Gerard Butler não tem o timing para comedia e as situações em que precisa fazer graça, o ator se perde, e se não bastasse isso, nas cenas dramáticas ele também não consegue convencer, até o garotinho Noah Lomax que faz o seu filho Lewis, que mostrou se um ator interessante no filme Um Porto Seguro, aqui não consegue ir bem, porque precisa dividir com Butler a maioria das cenas dramáticas e como ainda é um jovem ator nada sai como deveria.

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No entanto o elenco coadjuvante dá um pouco de dignidade para o longa, principalmente Catherine Zeta-Jones e Jessica Biel que estão perfeitas em seus papeis.

A direção de Gabriele Muccino que poderia melhorar um pouco esse fraco roteiro não se mostra inspirada, bem diferente do seu ótimo filme de redenção À procura da Felicidade. Nesse ele faz uma direção simples e que ainda foi prejudicada pela montagem desastrosa do longa.

Então Um Bom Partido é de longe um dos filmes mais fracos que estrearam esse ano, não compensa ir no cinema e nem ver em DVD ou Blu-ray, caso ainda tenha curiosidade minha dica é esperar para ver na TV, e olhe lá (risos).

DESTAQUE

Para a direção de arte que conseguiu belas locações e lindos cenários para encenação da trama.

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SINOPSE

Quando George (Gerard Butler) recebe uma segunda chance para se aproximar de seu filho Lewis (Noah Lomax) ele percebe o quanto esteve ausente devido a sua carreira. Agora ele tentará reconstruir sua vida mas para isso precisa reconquistar sua ex -mulher Stacey (Jessica Biel) e mostrar que ele é de fato um bom partido.

ELENCO

[do action=”cast” descricao=”Gerard Butler (George)” espaco=”x”]Gerard Butler[/do][do action=”cast” descricao=”Jessica Biel (Stacie)” espaco=”x”]Jessica Biel[/do][do action=”cast” descricao=”Uma Thurman (Patti)” espaco=”x”]Uma Thurman[/do][do action=”cast” descricao=”Dennis Quaid (Carl)” espaco=”br”]Dennis Quaid[/do]

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Gabriele Muccino” espaco=”br”]Gabriele Muccino[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Robbie Fox
Título Original: Playing for Keeps
Gênero: Comédia (acreditem – risos)
Duração: 1h 45min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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