VIZINHOS (Crítica)

VIZINHOS

4estrelas

Por Emílio Faustino

Politicamente incorreto, repleto de maus exemplos e divertidíssimo!

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Mais do que um filme onde Zac Efron (High School Musica) fica 90% do tempo sem camisa mostrando a boa forma, “Vizinhos” é um besteirol americano repleto de referências e boas sacadas.

É certo que nem tudo são flores no filme, alguma piadas são um tanto quanto ácidas e inconsequentes, mas o longa cumpre bem a missão de fazer rir e garante boas risadas ao público do começo ao fim.

Dirigido por Nicholas Stoller, o filme já começa mostrando para o que veio desde a primeira cena, onde o casal Mac (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) tentam ignorar a presença da filha recém nascida que esta no mesmo cômodo para concluírem o coito. A cena que racionalmente seria de um grande mau gosto, no filme acaba funcionando muito bem, isso se deve graças a fofura da criança que consegue cortar todo clima do casal.

A trama se divide basicamente em dois núcleos: o casal com a filha recém-nascida e os vizinhos recém-chegados: uma república com mais de 50 estudantes festeiros, lideradas por Teddy Sanders (Zac Efron). E é do conflito desses dois núcleos que o filme ganha a sua cara: de um lado uma republica barulhenta que só quer saber de curtir a vida e do outro um casal que apenas quer zelar pela qualidade do sono da filha.

De cara, a primeira coisa que chama atenção no filme é a excelente química dos atores que fazem a dupla de protagonistas, Seth Rogen (É o fim) e Rose Byrne (Missão Madrinha de Casamento), convencem no papel dos pais de primeira viagem e praticamente levam o filme nas costas no quesito fazer rir.

É interessante observar que este não é o típico casal estereotipado que estamos acostumados a ver reclamar dos vizinhos. Geralmente quando se pensa em vizinho “chato” vem na mente a imagem daquela senhora de bobes no cabelo com aquela voz irritante cheia dos sermões pedindo para baixar o volume da festa. Mas este não é o caso do casal do filme, que embora tenham uma filha, são de certa forma jovens e ainda estão naquele processo de assimilar a nova realidade da vida de adulto.

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E é dessa tentativa de não ser careta que surgem boas cenas, como por exemplo, a cena onde o casal tenta de forma amistosa se socializar com o grupo da república. Para se ter uma ideia, ao invés de uma clássica torta de maça, eles oferecem como boas vindas cigarros de maconha, tudo para tentar mostrar que são pessoas descoladas.

A primeira vista tudo parece dar certo, mas é claro que com o desenrolar da história, as tentativas de se levar uma politica de boa vizinhança com o grupo da república se mostram inúteis. Dessa forma se estabelece uma guerra não declarada entre: a sabedoria da maturidade X a vitalidade da juventude.

Já no núcleo da república, que também conta com a presença do ator Davi Franco (Truque de Mestre) que da vida a Pete, temos algo mais próximo do esteriótipo já explorado por Hollywood: uma república com muita festa, música, sexo e drogas. Aliás, a droga esta quase onipresente na republica. (É sério, tem uma cena em que eles conseguem deixar todos os ambientes tomados por maconha).

O roteiro de Andrew J. Cohen e Brendan O´Brien (produtores de O Virgem de 40 Anos e Tá Rindo de Que?), é um capitulo a parte graças a verdade com que ele desenvolve os seus personagens facilmente reconhecíveis. São personagens reais, carismáticos, onde até mesmo o que poderia ser o vilão, consegue nos fazer rir com a sua falta de senso e visão de futuro. (Estamos falando aqui do personagem de Zac Efron, que acaba dando preferência para festas e popularidade, e depois acaba por ter um choque de realidade).

O que de certa forma é bacana, porque o filme não é aquele oba-oba que no final tudo termina bem e da certo. Existem piadas pesadas sim, mas também existem as consequências. Que não são exatamente proporcionais as piadas, mas já é um passo além daquelas comédias que no fazem rir, mas que não fazem sentido.

O filme ainda reserva uma séries de referências e piadas bastante atualizadas, o que torna os jovens o grande público alvo. As referências vão desde Batman a Games of Thrones, mas entre todas as cenas, a mais hilária fica por conta da festa a fantasia temática de robert de Niro, para quem viu os filmes referenciados são momentos de puro deleite. (Ps: Davi Franco ficou idêntico a Robert de Niro em “Entrando numa Fria”)

Com um excelente ritmo e uma trilha sonora jovem e efervescente, “Vizinhos” se estabelece como a melhor comédia do ano até o momento.

E ainda que seja um comentário extremamente pessoal, eu tenho que dizer: é muito difícil eu rir em um filme de comédia, mas nesse o difícil mesmo foi não rir. Não é o tipo de comédia pra toda família, mas se você tem mais de 16 anos (censura do filme), super recomendo!

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SINOPSE

Mac (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) acabaram de se mudar para uma casa nova, junto com o filho recém-nascido deles. Aparentemente trata-se do local perfeito para criar uma família, mas logo o casal percebe que as aparências enganam. Especialmente quando um dos vizinhos é Teddy Sanders (Zac Efron), que lidera os jovens das redondezas nas confusões aprontadas por eles.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Nicholas Stoller” espaco=”br”]Nicholas Stoller[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Andrew J. Cohen e Brendan O’Brien
Título Original: Neighbors
Gênero: Comédia
Duração: 1h 37min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 16 Anos

TRAILER

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