W.E.- O ROMANCE DO SÉCULO (Crítica)

W E O ROMANCE DO SECULO

2estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: W.E.
Ano do lançamento: 2012
Produção: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Gênero: Romance
Direção: Madonna
Roteiro: Madonna e Alek Keshishian
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Anos 30. O Duque de Windsor, Eduardo VIII (James d’Arcy), é o primeiro na lista de sucessão da coroa britânica. Ele conhece e se apaixona por Wallis Simpson (Andrea Riseborough), uma americana casada. Quando Eduardo assume o trono passa a sofrer pressão para que não se case com Wallis, devido ao fato dela não ser inglesa e ter dois divórcios no currículo. Para ficar com seu grande amor, ele renuncia ao trono, que passa a ser ocupado por seu irmão Bertie (Laurence Fox). Em 1998, Wally Winthrop (Abbie Cornish) é obcecada pela história de amor entre Eduardo e Wallis. Ela trabalha na preparação de um grande leilão de objetos do casal e costuma fantasiar como seria a vida deles. Entretanto, na vida real Wally enfrenta vários problemas no casamento com William (Richard Coyle).

Por Kadu Silva

Uma enxurrada de clichês

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Parece que a moda do momento em Hollywood é ser cineasta. Na década passada e no começa dessa, está tendo uma verdadeira overdose de atores se arriscando na função de dirigir filmes, o mais bem sucedido é George Clooney com Confissões de uma mente perigosa, Boa noite, Boa sorte e o mais recente Tudo pelo Poder, depois dele o mais novo querido dos amantes do cinema é Ben Affleck que viu sua carreira alavancar depois do elogiadíssimo Atração Perigosa, deixando todos ansiosos para seu novo filme Argo, que tem estreia prevista para 14 de setembro.

No final do ano passado outros nomes também apresentaram para o público suas produções, uma delas foi Angelina Jolie com ainda inédito aqui no Brasil In the Land of Blood e Madonna que apesar de muitos acharem que é a estreia da diva pop na direção não é, esse é o seu segundo longa metragem, seu primeiro filme foi o modesto Fith and Wisdom, em 2008.

A premissa desse longa é interessante, conta a história de Wally (Abbie Cornish) uma cidadã comum, muito interessada na famosa história romântica (W./E.) de Wallis Simpson (Andrea Riseborough) uma americana divorciada 2 vezes que se apaixona e larga tudo para viver o amor com e Edward VIII (James d’Arcy) o herdeiro do trono inglês que também abdicou de seu futuro reinado para viver essa paixão.

Madonna declarou que a personagem de Wally é seu verdadeiro alter ego, pois como ela, ficou praticamente obcecada por tudo que envolvia essa real história de amor, além de querer entender como alguém pode largar tudo por outra pessoa.

Essa dedicação da diretora é de fato perceptível no longa, seu cuidado pelos detalhes e principalmente pela reconstituição de época salta aos olhos, mas o roteiro que ela assinou junto com Alek Keshishian ficou muito fraco, primeiro por não fugir dos clichês de filmes do gênero e segundo por não dar um ritmo linear para a trama.

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Outro ponto negativo que o longa apresenta são os momentos de “alivio” cômico, que destoam totalmente da proposta do filme, causando até um certo desconforto para o público.

Não querendo pegar no pé da cantora, mas sua criatividade em desenvolver o longa é praticamente zero. Ao assistir o filme fica clara as reproduções de cenas de outros filmes clássicos como o Discurso do Rei e Titanic por exemplo.

Mas o pior defeito mesmo do longa é seu ritmo arrastado que dá a impressão de que estamos vendo um filme de umas 4 horas, principalmente pela montagem que vai e vem no tempo, cansando quem está assistindo.

Já o elenco tem bons e fracos atores, Andrea Riseborough que faz a Wallis Simpson é a que mais se destaca conseguindo manter uma atuação coerente do começo ao fim, outro bom ator é Oscar Isaac que faz o segurança Evgeni também sabendo cotornar situação “ridiculos” com um bom domínio cênico.

A mais fraca e que está praticamente durante todo o longa é Abbie Cornish que se mostra apática se sem vida em todas as situação que sua personagem está envolvida.

Como já citei o acampamento técnico é de fato o destaque do filme, bela fotografia, direção de arte primorosa e figurinos perfeitos.

Eu poderia dizer que não indicaria esse filme, mas vou fazer diferente, porque assim como eu, tenho certeza que causa uma certa curiosidade ver como a divã pop se saiu por detrás das câmeras, então veja e tire sua conclusões.

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DESTAQUE

Trilha sonora em alguns momentos tem um papel fundamental para evolução da trama, mas também peca pelo exagero em outros.

PRÊMIOS

OSCAR
Indicação: Melhor Figurino

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Som – Masterpiece

Indicação: Melhor Trilha Sonora Original

TRAILER

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