WILLOW – NA TERRA DA MAGIA (Crítica)

WILLOW - NA TERRA DA MAGIA

3emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: Willow
Ano do lançamento: 1988
Produção: Estados Unidos da América
Gênero: Aventura
Direção: Ron Howard
Roteiro: George Lucas e Bob Dolman

Sinopse: Willow Ufgood (Warwick Davis), um fazendeiro e aprendiz de mago, e Madmartigan (Val Kilmer), um grande esgrimista, saem em jornada numa terra devastada pela magia e monstros para salvar a vida de uma pequena princesa. De acordo com a profecia, essa bebê pode dar fim ao reinado da Rainha Má que atormenta a região.

Por Jason

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Roteirizado por George Lucas e dirigido por Ron Howard, com trilha sonora de James Horner, Willow traz a história de um anão e aprendiz de mágico cujos filhos um dia descobrem um bebê a beira de um rio perto da vila onde moram. Esse bebê está destinado a se tornar uma princesa no reino. Willow, no entanto, precisa protegê-la da rainha maligna Bavmorda, que usa magia negra e quer sacrificar a criança para evitar que ela transforme seu reino. Para derrotar a rainha, Willow precisa também salvar uma feiticeira do bem, condenada a viver como animal durante muito tempo, já que ela pode enfrentar os poderes malignos da bruxa.

Com essa trama superficial e rocambolesca, Willow bebe na fonte de outras produções da década de 80 de fantasia e de aventura (História sem fim, Krull, etc), em clássicos como O senhor dos anéis (em determinado momento o anão questiona não ser grande o suficiente para a responsabilidade de proteger a criança, fato semelhante ao de Frodo na saga dos anéis!) e na própria mitologia criada por Lucas para Star Wars (atire a primeira pedra quem não enxergar O retorno de Jedi e os Ewoks naqueles anões atrapalhados). Há a presença no contexto também de dois seres minúsculos (como nas Viagens de Gulliver), de fadas (como em Peter Pan) e criaturas que parecem misturas de lobos e porcos, saídos de alguma Terra Média perdida. Ah, não poderia faltar os trolls (que parecem macacos) e um dragão de duas cabeças.

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Falando em Star Wars, aliás, o próprio clima de aventura e fantasia, aliado a personagens previsíveis, bem definidos e criaturas fantásticas lembram a produção. No meio do caminho, por exemplo,Willow encontra um ladrão de cavalos preso (Val Kilmer, canastrão), personagem desajustado que vai acabar virando herói e se apaixonar pela filha da vilã entre tapas e beijos, algo como Han Solo e Leia. Ao final, a produção se destaca pelo capricho da época, com efeitos especiais criativos, cenários deslumbrantes que incluem montanhas geladas e castelos abandonados, figurino e fotografia, tudo ao custo de 35 milhões (caro para a época) e que mal se pagou.

Willow foi nomeado a 2 Oscars (efeitos especiais, sonoros). É considerado o primeiro filme a usar o software Morph detalhadamente (embora a produção O rapto do menino dourado, dois anos antes, cujos efeitos foram realizados também pela ILM já tivesse utilizado efeitos semelhantes, um tanto mais primários). O software permite que um objeto, pessoa ou animal seja transformado em outro (como a Mística, dos XMEN, que é capaz de se transformar em cena em outra pessoa, sem necessidade de um corte entre as cenas). A técnica seria utilizada em Indiana Jones e a última cruzada, um ano depois, e se tornaria popular em filmes como Terminator 2 e no clipe de Michael Jackson, Black or White, ambos em 1991 (em que uma pessoa se transforma em várias outras).

Tamanho esforço só poderia gerar um clássico da Sessão da Tarde.

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PRÊMIOS

OSCAR
Indicações: Melhor edição de som e Melhores Efeitos Visuais

TRAILER

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