WISH YOU WERE HERE (Crítica)

WISH YOU WERE HERE

FICHA TÉCNICA

Título Original: Wish You Were Here
Ano de lançamento: 2012
Direção: Kieran Darcy-Smith

Elenco: Antony Starr como Jeremy King, Felicity Price como Alice Flannery, Joel Edgerton como Dave Flannery, Teresa Palmer como Steph McKinney

Sinopse: Quatro amigos se perdem em um feriado no Sudeste Asiático. Apenas três voltam. Dave e Alice voltam para casa, onde suas famílias estão desesperadas por respostas sobre o desparecimento de Jeremy.

Quando a irmã de Alice, Steph, retorna pouco tempo depois, um desagradável segredo é revelado sobre a noite em que seu namorado desapareceu. Mas é somente o primeiro de muitos. Quem deles sabe realmente o que aconteceu naquela noite, quando eles estavam dançando de baixo da lua cheia, em Camboja?

Por Jason

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A trama do drama australiano “Férias para esquecer” é básica. Quatro pessoas, dois casais (as mulheres são irmãs), saem da Austrália e vão passar as férias no Camboja. Um dos quatro, Jeremy, um empresário de 37 anos, não volta.

O sumiço dele é o mote central do filme. Aos poucos, os segredos vão se descortinando na forma de flashbacks, revelações aparecendo e mexendo com os que voltaram. Grávida do terceiro filho, a personagem Alice acaba descobrindo que seu marido dormiu com sua irmã Steph, numa noite misteriosa em que Jeremy, namorado de Steph, desapareceu. O problema é que Alice, completamente perdida nessa história, suspeita que seu marido esteja escondendo mais, inclusive mantendo o caso iniciado com a irmã na Ásia.

A partir daí, Alice, quase paranoica, vê sua vida pessoal se complicar e ruir, com acontecimentos que vão resultar em um acidente e o nascimento prematuro de sua filha. Descobre-se que há envolvimento de drogas e álcool com pessoas do quarteto, que podem ter influenciado no desaparecimento do rapaz, mas ninguém sabe quem ou o quê aconteceu. A polícia não sabe o que houve nem tem suspeitas de onde Jeremy possa estar – e a revelação envolve um lado de Jeremy que ninguém poderia supor e o destino dele em uma sequência tensa e bem filmada.

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A fotografia do filme é boa e a ideia central do roteiro também. Mas pesa contra o filme uma série de fatores. Joel Edgerton nunca foi um exemplo de atuação e quando o filme pede dele mais drama, não consegue retorno. Teresa Palmer, que precisa de carga dramática necessária para Steph, não se destaca, mas também não prejudica. Isso vale também para a feia mas competente Felicity Price.

O roteiro é superficial – principalmente na dramatização e na trama investigativa. A família do desaparecido e o impacto do sumiço do filho se resume a uma cena. Quando alcança os momentos finais, com música cantada subindo num happy end, tudo soa deslocado, meio incongruente e completamente solto. Para completar, pesa contra também o seu ritmo. Mesmo tendo uma hora e meia, o filme parece ter quatro de duração – e essa falta de dinâmica da edição praticamente faz com que seja um martírio se interessar pelo desenrolar dos acontecimentos.

É o típico filme que tem um bom argumento e que poderia ferver, mas o resultado é monótono e superficial.

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TRAILER

2estrelas

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