A CHAVE DE SARAH (Crítica)

A CHAVE DE SARAH

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Elle S’Appelait Sarah
Ano do lançamento: 2010
Produção: França
Gênero: Drama
Direção: Gilles Paquet-Brenner
Roteiro: Gilles Paquet-Brenner, Serge Joncour e Tatiana De Rosnay
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: 1942, durante a ocupação alemã na França, na 2ª Guerra Mundial. Sarah Starzynski (Mélusine Mayance) é uma jovem judia que vive em Paris com os pais (Natasha Mashkevich e Arben Bajraktaraj) e o irmão caçula Michel (Paul Mercier). Eles são expulsos do apartamento em que vivem por soldados nazistas, que os levam até um campo de concentração. Na intenção de salvar Michel, Sarah o tranca dentro de um armário escondido na parede de seu quarto e pede que ele não saia de lá até que ela retorne. A situação faz com que Sarah tente a todo custo retornar para casa, no intuito de salvá-lo. Décadas depois, a jornalista Julia Jarmond (Kristin Scott Thomas) é encarregada de preparar uma reportagem sobre o período em que Paris esteve dominada pelos nazistas. Ao investigar sobre o assunto, encontra um elo entre sua família e a história de Sarah.

Por Kadu Silva

Uma potencial obra prima desperdiçada

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Não sei se isso também ocorre com vocês, mas tem alguns filmes que dá a vontade de entrar na tela e mudar o rumo que ele vai seguir. As vezes isso em mim é tão intenso que quase fico de pé no cinema, principalmente se estou envolvido pela trama.

A chave de Sarah é um desses filmes que tenho vontade de ir socar Serge Joncour e Gilles Paquet-Brenner que roteirizarão o livro de Tatiana de Rosnay sobre Sarah e perderam a mão no 2º e 3º atos deixando uma emocionante história em um dramalhão sem graça e clichê, chorei de tristeza ao subir dos créditos.

A história mostra a história de Sarah (Mélusine Mayance) uma jovem judia que vivia em Paris com os pais e o irmão mais novo, diante da ocupação alemão na França a família é forçada a sair do apartamento, só que Sarah para salvar o irmão o prende no armário. Essa situação faz com que Sarah tente a qualquer custo sair de lá para encontra-se com o irmão. Décadas depois a jornalista Julia (Kristin Scott Thomas) é escalada para fazer uma reportagem sobre o período em que Paris esteve dominada pelos nazistas e nessa pesquisa percebe que existe um elo entre sua família e essa triste e emocionante história de Sarah.

Fiquei imaginando James Cameron com um roteiro melhor amarado filmando isso, seria outro estouro de bilheteria, mas Gilles no período da ocupação alemã faz um belo trabalho de direção com belos ângulos e com grandes recursos narrativos, só que tudo isso se perde quando o filme entra para a fase atual e a subtramas tomam conta da narrativa deixando tudo fraco e sem apelo, e para piorar o final é de cortar os pulsos.

A menina Mélusine Mayance apesar de aparecer apenas no 1º ato do longa-metragem se mostra marcante e emociona tal a dedicação empregada em sua busca para salvar o irmão.

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A direção e a montagem nesse período também chama atenção por sempre encontrar boas solução para sempre ressaltar a devoção da menina em não perder a chave que salvaria o irmão.

O filme também tem uma estética linda, Pascal Ridao consegue dar brilho para essa tocante história, deixando os ângulos propostos verdadeiras pinturas, destaco o momento em que Sarah e a amiga correm pelo canto de trigo, cena para aplaudir de pé.

No geral o elenco convence, tirando Mélusine não tem outro grande destaque, o que não me agradou muito, mas que não comprometi é Aidan Quinn principalmente ao lembrar da cena final que é uma das piores do filme.

Esse é daqueles filmes que podemos fazer uma analogia da pedra preciosa que foi totalmente mau polida e virou quase uma bijuteria, só não ocorreu isso de fato, por se trata de algo realmente real e tocante a história de Sarah Starzynski.

O Ccine10 recomenda, pois mesmo com todos os erros é impossível não sair da sala de cinema emocionado e mexido com essa história que mostra de como foi desumano o nazismo.

DESTAQUES

A direção de arte que teve um mega trabalho afinal é retratada duas épocas bem distintas e em ambas o trabalho é excelente.

O outro destaque são as lindas locações que se passa o filme, mas uma vez dizendo o campo de trigo é deslumbrante.

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PRÊMIOS

CÉSAR AWARDS
Indicação: Melhor Atriz – Kristin Scott Thomas

TRAILER

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