A MULHER DE PRETO (Crítica)

A MULHER DE PRETO

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Woman in Black
Ano do lançamento: 2012
Produção: EUA
Gênero: Suspense
Direção: James Watkins
Roteiro: Jane Goldman
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) foi enviado por seu escritório para regularizar os documentos de uma mansão abandonada, próximo a um vilarejo, cujas crianças morrem misteriosamente de tempos em tempos, sem que ele soubesse de nada disso. Quando começa a ter uma série de visões sinistras durante a execução de suas tarefas, inclusive uma de uma mulher vestida de preto, ele descobre que existe algo relacionado ao passado daquele local e decide investigar, provocando a ira dos moradores e a morte de mais vítimas. Agora, só o tempo para dizer se o seu instinto paternal irá ajudar a resolver esse perigoso e grande mistério.

Por Kadu Silva

Um clichê horripilante!

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Após os créditos de Mulher de Preto fiquei pensativo e tentando entender porque os filmes de terror atualmente seguem sempre a mesma cartilha. Será preferencia do público? Ou uma solução mais fácil escolhida pelos roteiristas e diretores? Ainda não cheguei a uma conclusão definitiva, o que fica claro é que nesse longa-metragem, mais uma vez encontramos um filme que prima pelos sustos e esquece de deixar que o espectador encontre no fundo da mente seus medos mais íntimos, apesar disso o longa-metragem é uma ótima obra do gênero.

O roteirista Jane Goldman adaptou do livro de Susan Hill o longa que usa dos mitos, crenças e descrenças do espiritismo como base para o desenvolvimento da narrativa. O único problema foi o abuso excessivo dos clichês que até compreendo em parte o uso, mas aqui achei que poderia ter uma dosagem menor no decorrer do filme. Como já citei faltou também uma melhor maneira de sustentar o suspense e tirar a evidencia da “vilã”, deixando que o público crie essa imagem horripilante de uma “alma penada”.

Na trama, um jovem advogado chamado Arthur Kipps, após o ultimato da firma onde trabalha, parte em busca de uma vila para tratar dos assuntos jurídicos de um falecido dono de uma mansão. Assim, é forçado a deixar o filho pequeno na responsabilidade de uma babá na cidade onde mora. Chegando nessa vila, logo percebe que todos os moradores parecem assustados com a presença dele e o quadro só piora quando o Sr. Kipps começa a ver uma mulher vestida de preto ao redor da mansão.

O diretor James Watkins tentando equilibrar o tema espiritismo com o gênero terror de forma convincente, acaba tendo um resultado até que razoável de modo geral, o que o impede de ousar um pouco é o roteiro que não sai da zona de conforto que são os vários sustos durante o desenrolar da trama e a soluções clichês para isso.

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Fora isso, o filme é elogios, a começar pela magnifica direção de arte, a reconstituição de época é perfeita, somando aos figurinos também excelentes, tem ainda a fotografia de Tim Maurice-Jones que coloca tudo em tons cinza e com muita neblina para aumentar o clima de terror no decorrer dos 95 minutos do longa-metragem.

O diretor, também merece menção ao modo escolhido para conduzir as cenas de suspense, sua frenética câmera, tenta aproximar os detalhes a todo instante – se não tivesse focado o lado “mau” da história com luz, talvez tivesse ainda um melhor resultado. E o público interage muito com o longa-metragem (se assustando principalmente) tentando encontrar nesses detalhes alguma parte importante do quebra-cabeça da trama.

Outro ponto positivo do filme é o elenco afinado com a proposta do longa. Dois se destacam, Daniel Radcliffe que realmente surpreende, tirando totalmente de nossa lembrança seu personagem eterno que é Harry Potter. Fica evidente seu esforço para em nenhum momento repetir os trejeitos do bruxinho e consegue com louvor tal feito. Outra que faz uma ponta, mas rouba a cena é Janet McTeer que faz uma mãe perturbada com a morte de seu filho, o tom escolhido pela atriz é perfeito, sabendo equilibrar os momentos de lucidez com as frenéticas lembranças do filho morto, de arrepiar!

Em resumo o filme me surpreendeu pela excelente produção e pelo acabamento formidável, tirando o problema de cair na mesmice dos filmes de terror é um longa metragem perfeito e imperdível para quem gosta de levar vários sustos, aqueles de causar calafrio. O Ccine recomenda!

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DESTAQUE

A boa trilha de Marco Beltrami é perfeita para sustentar o clima tenso e horripilante que as cenas seguem, digna de elogios.

TRAILER

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