DURO DE MATAR: UM BOM DIA PARA MORRER (Crítica)

DURO DE MATAR UM DIA BOM PARA MORRER

O mais fraco da franquia

Durante toda a sua existência da franquia Duro de Matar, seu diferencial foi sempre aliar um ótimo roteiro com cenas de adrenalina de tirar o fôlego, e isso mesmo depois de quatro filmes de longa duração. Esse histórico gerou para essa nova sequencia uma certa expectativa, já que os fãs da serie imaginavam que novamente estariam diante de uma história genial e de cenas de ação fenomenais. Bom, as cenas vieram já a história…

Na trama dessa sequencia John McClane (Bruce Willis), resolve ir até a Rússia, para tentar livrar seu filho da prisão, que ele achava que teria ocorrido, porque o garoto havia se envolvido com drogas, chegando lá percebe que seu filho é um agente da CIA e está envolvido em um esquema de espionagem, afim de prender um dos responsáveis pela tragédia de Chernobyl. John novamente se vê envolvido numa tremenda confusão, dessa vez para ajudar seu filho nesse esquema de espionagem.

A ideia que a sinopse apresenta, imagina-se que o filme vai seguir por caminhos mirabolantes, cheio de reviravoltas e de situações bem interessantes, mas acredito que em função do filme Mercenários 1 e 2, que foram grandes sucessos, os roteiristas acharam melhor esquecer de elaborar uma trama mais interessante, procuraram somente cuidar de fazer as melhores e mais espetaculares cenas de ação e mais nada.

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Há sim a tentativa de desenvolver uma abordagem sobre a relação pai e filho, há também a discussão eterna dos filmes da franquia sobre EUA e Rússia, enfim, várias subtramas que poderiam dar para o filme algo mais encorpado, mas nada é levado a diante, somente pequenas situações que não vão além.

A direção de John Moore é correta, mas totalmente voltada na elaboração bem detalhada das cenas de ação, em resumo são 3 grandes cenas, muito bem filmadas, que compõem a trama central e atrás delas entendemos toda a trama.

E ao acabar o longa, fica várias questões no ar, afinal o que o filho de McClane está fazendo na Rússia? Ok, ele é agente da CIA, mas o pai dele é da policia e não sabia, como assim? Não há um roteiro redondo que deixa com que a trama pareça real como aconteceu nos outros.

A sensação que se tem é que Jai Courtney que faz o filho de McClane, o Jr. deve assumir a franquia de agora em diante, já que a trama é totalmente voltada para apresentar o novo herói imortal para o publico.

Jai Courtney apesar de até o momento só ter feito papeis de durão meio sem cérebro, apresenta um bom leque dramático, muito interessante, gostaria de ver ele em filmes mais interessantes. Bruce Willis é mais do mesmo, que todos já conhecem, leva bem seu famoso personagem, seu carisma gigante segura até em diálogos poucos inspirados dos roteiristas.

Além das excelentes cenas de ação já citadas, vale menção a trilha sonora bem elaborada, até canção brasileira tem na trama.

Bom, não vai adiantar dizer que não compensa ir ver no cinema, já que a franquia tem uma legião de fãs, portanto, desejo que pelo menos se divirtam nas cenas de ação, que nisso o filme se sai muito bem.

DESTAQUE

Para a montagem que mesmo com o roteiro franco soube dar dinamismo para a narrativa, até escondendo um pouco algumas falhas.

SINOPSE

Nova York, Estados Unidos. O policial John McClane (Bruce Willis) está em busca de informações sobre o filho, Jack (Jai Courtney), com quem não fala há alguns anos. Com a ajuda de um amigo, ele descobre que Jack está preso na Rússia, acusado de ter cometido um assassinato. John logo parte para o país na intenção de rever o filho e, pouco após chegar, acaba encontrando-o em plena fuga do tribunal onde seria julgado. Jack está com Yuri Komorov (Sebastian Koch), um terrorista que diz ter em mãos um dossiê que pode incriminar um potencial candidato à presidência russa, Chagarin (Sergey Kolesnikov). Ele não gosta nem um pouco de reencontrar o pai, mas a insistência de John em ajudá-lo acaba, aos poucos, quebrando o gelo entre pai e filho.

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ELENCO

[do action=”cast” descricao=”Bruce Willis (John McClane)” espaco=”x”]01 Bruce Willis[/do] [do action=”cast” descricao=”Jai Courtney (Jack McClane)” espaco=”x”]02 Jai Courtney[/do] [do action=”cast” descricao=”Mary Elizabeth Winstead (Lucy)” espaco=”br”]03 Mary Elizabeth Winstead[/do]

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”John Moore” espaco=”br”]John Moore[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Roderick Thorp, Skip Woods
Título Original: A Good Day to Die Hard
Gênero: Ação
Duração: 1h 37min
Ano de lançamento: 2012
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

2estrelas

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