INDEPENDENCE DAY: O RESSURGIMENTO (Crítica)

Kadu Silva

Control+C, Control+V

No ano de 1996 chegou aos cinemas mundiais, durante o verão americano o blockbuster “Independence Day”, que se tornou um dos filmes de maior bilheteria da época. Seu apelo em contar uma história catástrofe, alinhado a revolucionários efeitos visuais, atraiu o público para o filme que entre outras coisas foi responsável por dar a Will Smith o status de grande astro de Hollywood. 20 anos depois a Fox lança a continuação desse grande sucesso, o Ressurgimento, com quase todo o elenco original do primeiro filme, além do diretor Roland Emmerich (2012) que continua no comando, a baixa mais sentida é a ausência de Will Smith que mesmo não participando recebeu uma linda homenagem dentro da trama.

Nessa sequência a Terra está sendo novamente alvo do ataque alienígena e o exército norte-americano, junto com a inteligência de combate a invasões do governo, terão que encontrar um modo de deter a essa investida que quer exterminar com os seres humanos e dominar a Terra.

O roteiro que novamente ficou a cargo de Dean Devlin praticamente faz um control C, control V do anterior, com pequenas mudanças na estrutura marco do filme, para se ter uma ideia até piadas se repetem no decorrer do filme. As mudanças marcantes é que ele se torna mais inclusivo em termos de diversidade de atores, tem vários negros com papeis importantes, asiáticos, mulheres e até um casal gay. Talvez essa seja uma tendência que os filmes de Hollywood devem adotar depois da polêmica que ocorreu no último Oscar.

Mas o roteiro assim como ocorreu no anterior encontra soluções “bizarras” para justificar certos problemas que surgem na história (não vou mencionar para não dar spoiler). A dica para quem for assistir a Independence Day: O Ressurgimento é tentar embarcar na narrativa (nada pé no chão) e se divertir com o que é mostrado na telona, se tentar buscar coerência, fica difícil de ir até o final.

Uma coisa boa e que merece destacar no roteiro é a forma criativa que se conectada com o primeiro filme, há sempre uma lembrança emotiva que faz referência ao Independence Day de 96, para quem ainda tem fresco o longa na memoria, vai sentir uma certa nostalgia ao notar esses momentos. No entanto o grande acerto do filme anterior que soube justificar a invasão alienígena, nesse filme não obteve o mesmo resultado.

O elenco como já citei está mais diversificado, os antigos continuam revivendo seus papeis bem ou na média como o anterior, entre os novos, destaque para Maika Monroe, que ficou conhecida pelo terror Corrente do Mal, aqui ela faz um papel diferente, uma espécie de guerreira doce (amável), ela faz par romântico com Liam Hemsworth (Jogos Vorazes), que é uma presença marcante sempre que está em cena também.

Como era de se esperar os efeitos visuais são alucinantes, e as cenas de ação que dominam praticamente todo o filme também são de tirar o fôlego. Tecnicamente merece destaque a trilha sonora (clichê). Ela, mesmo sendo obvia e em determinados momentos sendo invasiva, acaba funcionando bem como motor principalmente para as cenas de ação e além disso tem também a direção de arte que cria cenários futuristas deslumbrantes ao longo da projeção.

Para quem gosta do estilo que consagrou o cineasta Roland Emmerich (Independence Day, O Dia Depois de Amanhã, Godzilla e 2012), O Ressurgimento é sessão obrigatória, já que ele apresenta todos os elementos necessários para fazer o espectador vibrar e torcer para que os heróis americanos (como sempre) salvem nosso querido planeta Terra da extinção humana.

INDEPENDENCE DAY O RESSURGIMENTO

SINOPSE

O planeta Terra volta a ser objeto de um ataque alienígena aproximadamente de 20 anos após o retratado em Independence Day (1996). Na verdade, do ponto de vista dos aliens, são passadas poucas semanas, mas o que para eles são dias de viagem no espaço, para a Terra são muitos anos.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Roland Emmerich” espaco=”br”]Roland Emmerich[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Dean Devlin
Título Original: Independence Day: Resurgence
Gênero: Ficção científica, Ação
Duração: 2h 0min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: 10 Anos
Lançamento: 23 de junho (Brasil)

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